Impressões: Mercedes-Benz CLS 350 CGI BlueEfficience

A segunda geração do Mercedes-Benz CLS mantém a originalidade e o poder de surpreender
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António Pereira
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- Desde seu surgimento em 2004, e após a renovação em 2008, o CLS foi um marco para a indústria automotiva contemporânea. O modelo, uma das mais importantes criações da Mercedes-Benz, balançou o mercado e revelou um pródigo nicho de cupê de quatro portas até então inexistente. Logo em sua primeira geração, um dos principais atributos que fez o modelo alcançar o sucesso foi sua aparência exterior. Nesta nova geração a Mercedes não decepcionou – pelo contrário. Mais comprido, mais largo, com maior entre-eixos e um pouco mais baixo do que o modelo anterior, o novo cupê possui um porte imponente, garantido por suas linhas musculosas e dinâmicas. A dianteira está bastante agressiva e contrasta com a traseira mais clássica, mas nem por isso menos cativante.

O novo Mercedes CLS é detentor de um charme especial. Internamente é bem luxuoso, tem materiais de qualidade e consegue transportar quatro adultos com um elevado nível de conforto. No exterior, a aparência é de um esportivo. Fora isso, os equipamentos de série não faltam ao CLS 350 CGI – embora a lista de opcionais continue a ser extensa.

A versão a gasolina é a mais acessível da nova geração do CLS. Leva sob o capô o consagrado motor V6 de 3.5 litros e injeção direta. Este propulsor, capaz de produzir 306 cv, trabalha em conjunto com uma caixa automática de sete velocidades 7G-Tronic, dotada de um sistema start/stop para reduzir emissões de CO2 – esta tecnologia desliga o motor toda vez que o carro para, mesmo que por alguns segundos, e religa-o automaticamente assim que o motorista pisa no acelerador. Os números são dignos de um esportivo da marca das três estrelas: a velocidade máxima é de 250 km/h – limitada eletronicamente –, enquanto a aceleração de zero a 100 km/h é cumprida em pouco mais de 6 segundos.

O cupê da Mercedes também está disponível nas versões a diesel com 204 e 265 cv – nas versões CLS 250 CDI e CLS 350 CDI, na ordem –, sem contar a versão CLS 500 a gasolina, que disponibiliza 400 cv de potência. A topo de linha CLS 63AMG, da preparadora da marca alemã, é equipada com o motor V8 de 518 cv que faz o zero a 100 km/h em 4,4 segundos.

No segmento de cupês de quatro portas ainda estão o Audi A7 Sportback, o Porsche Panamera e futuramente chegará o BMW Grand Coupé, fruto de um ambicioso projeto da marca bávara. Enquanto o CLS parte na Europa de 60 mil euros – ou R$ 137 mil –, seus concorrentes partem de preços um pouco mais altos. O Audi A7 é vendido no continente europeu na faixa dos 70 mil a 83 mil euros, aproximadamente R$ 160 mil e R$ 190 mil, enquanto o Porsche Panamera sai por cerca de 110 mil euros – cerca de R$ 250 mil.

Impressões ao dirigir
Doce pecado

Lisboa/Portugal - O novo Mercedes CLS é um daqueles carros que não se deseja parar de dirigir. Seu comportamento dinâmico é um de seus principais trunfos. Com destaque para a evoluída suspensão – do tipo multilink em ambos os eixos – e também para o sistema de amortecimento pneumático Airmatic, que equipava a unidade testada, um CLS 350 CGI com motor V6 de 3.5 litros e injeção direta de 306 cv.

É capaz de ultrapassar as maiores irregularidades com notável facilidade no modo Confort – parece deslizar sobre um tapete – e ganha vigor e ímpeto admiráveis quando está no modo Sport – exibe excelente controle dos movimentos da carroceria, mesmo nos traçados mais sinuosos e exigentes. Para este resultado contribuem, de modo decisivo, o potente sistema de freios e uma direção extremamente precisa. Estes elementos fazem deste um dos mais reativos e eficazes Mercedes da atualidade, principalmente na precisão da entrada da frente em curva e na fidelidade com que a traseira segue a dianteira.

Mesmo assim, o motor continua a não convencer na plenitude. Parece ter excessiva inércia e evidente dificuldade de subir rotações com a rapidez desejada. Além disso, é possível ouvir uma sonoridade de esforço excessivo, nada agradável – sendo este o único elemento capaz de não agradar quem viaja no modelo, já que seu isolamento acústico é exemplar. Além disso, o CLS apresenta um consumo médio um pouco acima do esperado. O carro equipado com o motor V6 obteve média bastante inferior aos 11,1 km/l, anunciados pelo fabricante. Nos trajetos em que se exige mais da velocidade, ele obteve por volta de 5,5 km/l.

Porém, ele é capaz, com igual facilidade, de oferecer tanto momentos de puro prazer e emoção quando mais exigido quanto um invejável nível de conforto e bem-estar, em viagens mais longas. O novo Mercedes CLS é um automóvel difícil de não gostar.

A versão analisada possui alguns pecados, mas os mais relevantes acabam por estar ligados a uma opção de motorização de pouca expressão na Europa, porque as mais econômicas serão as versões a diesel, inclusive a mais potente, 350 CDI, com 265 cv, têm preços inferiores a 84 mil euros, preço do CLS 350 CGI testado. Diante disso, e do preço mais alto apresentado pela concorrência, tudo aponta para que o CLS continue a ser uma referência no seguimento que criou.

As opiniões expressas nesta matéria são de responsabilidade de seu autor e não refletem, necessariamente, a opinião do site WebMotors

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