Jaguar XE é de tirar o chapéu

Sedã reúne qualidades para desafiar Audi A4, BMW Série 3 e Mercedes Classe C
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Marcelo Monegato
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Mogi Guaçú (SP) - “Alternativa”. Nos últimos anos, esta palavra tem ensinado muito os brasileiros, quando o assunto é carro. Cada vez mais, o consumidor está olhando para o lado em busca de uma “alternativa” para este ou aquele modelo, para este ou aquele segmento e, principalmente, para este ou aquele preço. E o mais recente representante desta palavra é o Jaguar XE, que chega para ser uma “alternativa” às alemãs.

Partindo de R$ 169.900, o lord bate de frente com Audi A4, BMW Série 3 e Mercedes-Benz Classe C. E mais do que apenas um preço competitivo, o Jaguar, posso afirmar, tem atributos para fazer frente a este trio. A começar pelo conjunto mecânico...

Avaliamos a versão de entrada do XE – confira vídeo da avaliação da opção topo de linha S -, equipada com motor 2.0 Turbo (quatro cilindros e injeção direta de combustível). São 240 cv de potência a 5.500 rpm e 35,7 kgf.m de torque entre 1.750 e 4.000 giros. A transmissão é automática (marca ZF) de oito marchas. Em termos de desempenho, a Jaguar informa que o XE acelera de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos e atinge a velocidade máxima de 250 km/h (limitada eletronicamente) – mesma velocidade final da opção 3.0 V6.

O resultado desta combinação é um carro com acelerações e retomadas intensas, proporcionando, principalmente, segurança nas ultrapassagens. O câmbio trabalha muito bem entendendo a demanda do motorista – basta pisar fundo no acelerador para a caixa reduzir as marchas e deixar o motor pronto para entregar toda força disponível. No entanto, quando a busca é por uma direção confortável, sem necessidade de explorar todo vigor do XE, o propulsor trabalha em um silêncio sepulcral e a transmissão faz as mudanças de maneira extremamente suave – quase que imperceptível.

Mas a característica que deixa o Jaguar extremamente divertido ao volante é a tração: traseira. O carro fica muito mais vivo na mão do condutor e extremamente equilibrado em uma tocada mais agressiva. Os controles de tração e estabilidade atuam a qualquer mínimo sinal de descontrole – ponto positivo, pois um carro com tração traseira, com muito torque em baixa, é um veículo mais arisco principalmente nas saídas de curva. Um sistema que a Jaguar está estrando é o Jaguar All-Surface Progress Control, que garante, de forma eletrônica, tração em baixas rotações, especialmente em situações adversas, com aderência comprometida.

Outros três pontos fundamentais para a esportividade estão na possibilidade de trocar as marchas por meio de aletas atrás do volante (famosas borboletas), peso de apenas 1.530 quilos (mais de 75% da estrutura do XE é em alumínio) e suspensão muito bem acertada, mais voltada para o rígido, deixando o Jaguar com um comportamento dinâmico muito bom – está em sintonia com o comportamento da suspensão dos concorrentes alemães.

ESPORTIVIDADE INTERNA

A esportividade entregue pelo conjunto mecânico também está no interior. A começar pelo banco esportivo revestido em couro e que traz ajustes elétricos (com memória para até três posições). A coluna de direção também tem regulagem elétrica, algo que veículos que custam mais que o dobro não têm. A empunhadura do volante multifuncional também é primorosa para quem gosta de acelerar.

O painel de instrumentos foge da tendência totalmente em TFT (digital), seguindo uma linha mais clássico, que, particularmente, me agrada. Conta-giros e velocímetros são analógicos e no centro do painel de instrumentos traz todas as informações disponíveis, inclusive dados do navegador. Os dados de velocidade, direção do GPS entre outras também podem ser visualizadas no para-brisas, por intermédio do Head Up Display – ideal para não tomar multa nas marginais em São Paulo por ter ultrapassado os 50 km/h.

O espaço não é uma das qualidades marcantes deste Jaguar. Com 4,67 metros de comprimento e 2,83 de distância entre os eixos, quem viaja no banco de traz encontra acomodações ‘ok’ para os pés e os joelhos. E apesar de a coluna ‘C’ ter queda acentuada, ela não atrapalha a cabeça dos mais ‘grandalhões’. A única ressalva é para quem viaja no assento do meio. Com um duto do ar-condicionado muito alto, é preciso viajar com as pernas abertas e com os pés espremidos junto aos dos outros passageiros. O porta-malas tem ideais 455 litros.

EQUIPADINHO

Já na versão de entrada, o XE é bem equipado – esta, aliás, é uma das armas da marca de origem inglesa para ‘roubar’ clientes das alemãs: direção elétrica, ar-condicionado de duas zonas, central multimídia com tela touch de oito polegadas, função start-stop, rodas de liga leve 18 polegadas, freios com ABS e EBD, além de seis airbags.

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