Jaguar XF pode salvar ou quebrar a marca. Sem pressão...

Sedã médio-grande, que acabou de chegar ao Brasil, mostra o que pretende oferecer para fazer a tradicional marca inglesa voltar a seus melhores dias
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Kevin Hackett
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- O Jaguar XF tem uma responsabilidade enorme. Ele substitui o S-Type, um carro que era decente de dirigir particularmente na versão R, com compressor mecânico, mas seu estilo não era dos melhores e ele vendeu de um modo lento demais. As vendas têm caído vertiginosamente há algum tempo, especialmente nos EUA, já que os consumidores vêm sendo tentados por máquinas muito mais modernas e excitantes vindas da Alemanha e do Japão.

A Jaguar tinha de se livrar de toda a imagem saudosista que marcava seus consumidores como sendo dentistas aposentados em vez de pessoas dinâmicas, jovens e sexualmente atraentes. Quando Ian Callum passou a ser o responsável pelo desenho, ele só topou com a condição de poder tornar a Jaguar atraente mais uma vez. Depois de algumas mudanças mínimas nos desenhos existentes, o primeiro carro propriamente assinado por ele a surgir foi o XK. E que sucesso ele tem sido.

Desde sua apresentação, no começo de 2006, o XK tem desempenhado sua parte em sufocar as perdas na Jaguar, mas a empresa sabia que um esportivo, sozinho, não poderia salvar sua pele. Ela precisava de um carro de volume, um que pudesse roubar clientes da BMW, Audi, Lexus e Mercedes-Benz. Ela precisava de uma nova cara, de uma nova direção. Aqui está ela.

Mesmo sob uma imperdoável luz artificial, o complexo amálgama de linhas descendentes, curvas e vincos ganha vida. Callum sofre para mostrar cada detalhe. Do modo como uma simples linha pode ser desenhada do farol até o conjunto óptico da traseira à curvatura do pára-brisa, fica claro que ele teve a liberdade de fazer o que queria. “Por vezes foi uma luta, mas nós sabíamos que chegar ao desenho certo era fundamental para seu sucesso e nós acabamos chegando à aparência que queríamos”, disse o designer.

A grade dianteira estreita é inspirada na da Série 1 do XJ6 e tem uma aparência suficientemente malvada. Ela tem um estilo meio à Bentley, com a cabeça de um felino na parte central superior. Dali, deixe seus olhos acompanharem o ressalto no capô criado para enaltecer o motor, enquanto, nas laterais, as linhas esculpidas se unem.

Na traseira, um par de lanternas descaradamente inspiradas nas dos Aston Martin se unem no centro por uma grossa tira cromada, de muito bom gosto. O emblema grande de um felino pulando, a marca registrada da empresa, se coloca acima da tira e entre as lanternas. Callum nos disse que o tal símbolo deve cair assim que o carro se tornar mais conhecido. O “leaping cat” irá, afinal, amadurecer como um identificador da marca por si mesmo.

Tão impressionante quanto o exterior efetivamente é, o interior também o acerta bem no meio dos olhos. Repleto de novas tecnologias, o habitáculo do XF se destaca do de todos os seus competidores. Classudo, bem acertado e totalmente agradável ao tato, você não vai querer sair depois de entrar.

Evitando o painel rebuscado de todos os Jaguar das últimas quatro décadas, o deste carro é limpo e moderno. O painel fica mais baixo e desce em uma linha simples e graciosa. Assim que o carro registra que o motorista está dentro graças ao sistema de entrada sem chave, um anel iluminado em torno do botão de partida do carro pulsa em luz vermelha, assim como faria um coração. Pressione o botão e o motor ruge para a vida, mas algo mais acontece: as entradas de ar fazem seu trabalho e um seletor de marchas cilíndrico, em metal, se eleva sem esforço do console central. É totalmente, incrivelmente legal!

Madeira há mais desse material aqui do que em qualquer Jaguar desde o MkII, dos anos 1960 e couro ainda abundam, mas a aparência é contemporânea. Os bancos dianteiros são menores, dando uma sensação de espaço mais amplo. O console central é bonito e fica mais para cima, deixando o motorista se sentir em um esportivo, mais do que em um sedã. O volante foi roubado do XK. É à noite, em todo caso que o XF realmente acorda.

Utilizando tecnologia da telefonia celular, os controles são destacados por uma sólida luz azul em neon. Uma iluminação “teatral” sai dos porta-trecos das portas novamente em azul e a vibração toda é a de uma casa noturna de alta classe. Tudo parece ser e é tão lindo, assim como um sistema de som Bang & Olufsen, que você não consegue se conter e acaba tocando tudo. A Jaguar também trabalhou pesado com a Apple para conseguir a integração mais interessante do iPod com um carro já feita.

Tudo seria uma completa perda de tempo se o XF se comportasse como uma carroça. Nós não o testaremos tão cedo, mas o vídeo do carro em movimento que assistimos mostra o guru do desenvolvimento de plataformas Mike Cross andando de lado, queimando pneus e normalmente se comportando como um hooligan ao volante. As credenciais esportivas do XF parecer continuar intactas e os números oficiais de desempenho são impressionantes.

Quatro motores estarão à venda: um V6 a diesel de 210 cv, um V6 a gasolina de 240 cv, um V8 de 300 cv e o S-V8, topo de linha, com compressor e 420 cv, o que permite ao carro acelerar até os 96 km/h em 5 s. Os preços são comparáveis aos do S-Type os dentistas aposentados podem esperar por desvalorização em seus usados. Os rumores no Reino Unido dão conta de uma versão R com mais de 500 cv para encarar o M5. Está aí um Jaguar pelo qual vai valer a pena esperar.

Vale lembrar que o XF foi desenvolvido por um time jovem, dinâmico e doido por carros. A carroceria foi desenhada principalmente por Adam Hatton, o interior ficou com Alister Whelan ambos com cerca de 30 anos e isso aparece em cada detalhe do estilo. Que Ian Callum seria capaz de canalizar sua criatividade para produzir um desenho tão vencedor é algo que pode nos fazer respirar com alívio. A Jaguar está de volta. E com sede de vingança.

The New York Times Syndicate


Tradução de Gustavo Henrique Ruffo


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