Jeep Commander

Com sete lugares e o poderoso motor 5.7 Hemi, utilitário é confortável e preparado para trilhas e caminhos difíceis
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Fernando Calmon
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- Os utilitários esporte SUV de sete lugares até agora formavam um nicho dentro do nicho, com oferta de modelos bastante limitada, sendo a mais recente o Audi Q7, de preço nas alturas. Ao vislumbrar essa oportunidade, a DaimlerChrysler passa a oferecer agora o Jeep Commander, um derivado do Grand Cherokee que utiliza a mesma arquitetura, motorização, suspensões e sistema de tração total permanente. Na realidade, é o primeiro Jeep com sete bancos. Clara intenção de projeto, suas linhas mais rústicas remetem à tradição da marca que, nos últimos tempos, havido sido atenuada até mesmo no Cherokee Sport. Indicadores deste estilo mais “durão” são o pára-brisa, o conjunto ótico traseiro e os vidros laterais retangulares e verticais, algo discutíveis, mas que atraem um público fiel.

A DC aposta no preço de R$ 237 mil para atrair compradores que precisam dos dois lugares extras na terceira fileira. E tratou de colocar a segunda e terceira fileiras em planos diferentes a fim de melhorar a visibilidade para os ocupantes, como ocorre em teatros e cinemas. Um degrau no teto permite elevações em torno de 12 cm para cada fileira. Da última para a primeira, portanto, há um desnível de 24 cm. Todos os bancos traseiros são rebatíveis e formam plataformas planas. O Commander ganhou um novo volante e a parte superior do painel é diferente do do Grand Cherokee. Outra novidade, o teto solar divide-se em três partes, sendo que na fileira do meio há duas seções fixas, uma ao lado da outra.

No comprimento total do veículo são apenas 4 cm extras, de modo que o espaço para pernas na última fileira é bem limitado. O limite do conforto está na estatura abaixo de 1,60 m, embora esses dois passageiros contem com sistema independente de ar-condicionado. O acesso é razoável. Se sete passageiros viajam, sobram apenas 170 litros para bagagem, mas o volume pode aumentar até excelentes 973 litros no caso de cinco passageiros. Ou 1.775 litros com todos os bancos traseiros rebatidos.

O motor Hemi V8 de 5,7 litros e 326 cv/51 kgm também é igual ao do Grand Cherokee. Mantém, inclusive, o desligamento de quatro cilindros em velocidade de cruzeiro que, em condições ideais, economiza até 20% de gasolina. O sistema ativo de tração 4x4 permanente Quadra-Drive II, com reduzida, possui distribuição eletrônica de torque no diferencial central. Os diferenciais dianteiro e traseiro de deslizamento limitado receberam gerenciamento eletrônico. A caixa de câmbio automática de cinco velocidades com comando manual seqüencial tem programas de trocas, incluindo um específico para reboques.

O Commander vem apenas em uma versão, bastante completa. Há sensores de estacionamento, limpadores de pára-brisa com sensor de chuva e monitoração de pressão dos pneus, só para citar alguns. Disponível ainda uma linha completa de acessórios da Mopar, de faróis off-road a suporte de bicicleta para teto.

Um desafiador trecho fora de estrada, em Campinas SP, serviu para demonstrar as qualidades do Commander. Apesar de seus 2.318 kg de peso em ordem de marcha — 110 kg a mais em relação ao Grand Cherokee com o mesmo motor —, mostra desenvoltura ao vencer obstáculos. A suspensão traseira ainda com eixo rígido, solução de inegável robustez, não se traduz em limite ao conforto. Pelo contrário, o longo curso das suspensões e molas bem dimensionadas diminuem os impactos que os grandes desníveis do solo impõem. Subidas e descidas radicais são vencidas sem a menor dificuldade.

A resposta da tração 4x4 Quadra-Drive 2 agora é mais rápida: apenas um oitavo de volta de qualquer roda permite ao sistema identificar a necessidade de torque adicional. Se necessário, 100% da força pode ser direcionada para apenas uma roda, caso ela seja a única em condições de prover movimento ao veículo. Com tanta potência disponível, são raras as situações em que se torna, de fato, necessário colocar em ação a reduzida de 2,72:1. Os controles eletrônicos de tração também ajudam.

Freios ABS a disco nas quatro rodas com assistência adicional em emergência e repartidor de atuação para os dois eixos, além de pinças dianteiras de dois pistões, asseguram ótima eficiência de frenagem. O corretor eletrônico de trajetória em curvas inclui uma função adicional, capaz de mitigar eventual tendência à capotagem a que todo SUV, por seu alto centro de gravidade, está sujeito em condições severas ou por inabilidade do motorista. No caso do Commander, a altura total chega a 1,82 m.

Muitos bons os ângulos de entrada 37°, de saída 24° e de dorso 24°. Vão livre do solo de 21 cm e de 51 cm a 15 km/h para vencer trechos alagados são exemplos de aptidão no uso severo fora-de-estrada. O comprimento total de 4,79 m não impede que tenha um razoável diâmetro de giro — 12 m entre guias — para facilitar as manobras. Um ponto fraco é a visibilidade pelo vidro traseiro, pois a posição elevada dos últimos bancos e respectivos encostos de cabeça atrapalham. Espelhos externos superdimensionados compensam parte dessa desvantagem.

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