Kia Sportage

Nova geração do utilitário vem sem motor a diesel e sem reduzida, mas está mais bem disposta
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Gustavo Ruffo
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- O Kia Sportage foi o segundo carro mais vendido pela Kia durante anos, perdendo apenas para a van Besta, recentemente retirada do mercado por conta da produção no exterior, que seria desativada. Uma das queixas mais freqüentes de seus proprietários era a pouca força. Seja por conta das críticas ou não, a empresa dotou a nova geração do Sportage de um motor significativamente mais forte, um belo V6 de 2,7 litros e 175 cv a 6.000 rpm. Por outro lado, a nova geração não tem marcha reduzida, o que a impede de vir equipada com motores a diesel. Entre ganhos e perdas, a avaliação do carro pelo WebMotors, em Itu, cidade paulista que é sede da Kia no Brasil, mostra que o balanço, na nova geração, é mais do que positivo.

Disponível desde em versão 4x2 manual com motor 2-litros a gasolina por R$ 81,49 mil à 4x4 V6 automática, também a gasolina por R$ 109,99 mil, o carro traz, a exemplo de outros carros da marca coreana, como o Picanto leia a avaliação completa aqui, um bom pacote de itens de série, um comportamento exemplar e um preço dos mais competitivos.

Pelos R$ 109,99 mil que cobra do consumidor pela versão mais sofisticada do Sportage, avaliada pelo WebMotors, a Kia oferece retrovisores, travas e vidros elétricos, ar-condicionado, direção hidráulica, airbag para motorista, ABS com EBD distribuição eletrônica da frenagem, controle de tração, BAS sistema de assistência à frenagem, rodas de liga-leve e todo o pacote exigido por donos de utilitários esportivos de luxo. Com tudo isso, ele é o veículo mais barato de sua categoria, batendo o Toyota RAV4 R$ 134,71 mil, o Honda CR-V e Hyundai Tucson ambos por R$ 115 mil, todos igualmente sem a opção de reduzida e, portanto, sem motor a diesel.

Se a falta deste equipamento é grave para pessoas que gostam de enfrentar trilhas e terrenos difíceis, existe um fator compensador: a opção de bloqueio do diferencial central, que ajuda o carrão a atravessar situações mais complicadas distribuindo a força do motor de modo igual para todas as rodas do veículo.

Por dentro

Toda a linha Kia vem apresentando, no Brasil e no exterior, uma intensa melhoria na qualidade de seu acabamento. Impressionam, por exemplo, as distâncias curtas entre as peças da carroceria, uma demonstração fina da qualidade de construção que a empresa conseguiu atingir.

Se por fora a carroceria impressiona, por dentro o Sportage não deixa para menos. Não há excesso de plásticos e não se nota rebarbas ou falhas de encaixe, o que é de suma importância em um utilitário, sempre mais sujeito a terrenos ruins e a torções da carroceria. Se o Sportage tivesse construção frágil, a sinfonia de peças de acabamento soltas poderia tornar sua condução um verdadeiro martírio para ouvidos sensíveis.

Sentado, o motorista tem à sua frente um painel completo na medida do necessário, com temperatura do motor, nível de combustível, conta-giros, velocímetro marca até 220 km/h e as conhecidas luzes-espia, tudo distribuído de uma forma fácil de visualizar. À esquerda do volante, no painel, encontra-se o bloqueio do diferencial 4WD Block e, à esquerda, o câmbio automático de quatro marchas, com opção de seleção manual, o chamado sistema TipTronic, com trocas para cima e para baixo.

Motor ligado, basta tocar sutilmente no acelerador, na casquinha, mesmo, para o bichão se mexer. A opção de trocas manuais é apenas para brasileiro ver, já que não adianta querer jogar a quarta ou mesmo a terceira se o Sportage não estiver em velocidade compatível. O câmbio não aceita. Da mesma forma quando se tenta reduzir mais do que o possível, o que, nesse caso, até se compreende, já que isso poderia mandar o motor para o espaço, não fossem os cortes de injeção existentes atualmente.

Em velocidade, o Sportage surpreende pela estabilidade e pela firmeza, ainda que ele seja bastante alto. Ele é mais firme, por exemplo, que o Kia Opirus, modelo de luxo da empresa que tem motor ainda maior que o do utilitário, um 3,8-litro V6, também a gasolina.

A tração nas quatro rodas não atua o tempo todo, mas apenas em situações em que seja necessário ter mais aderência ao piso, como quando as rodas de trás destracionam. No percurso em que o carro foi avaliado, curto, não foi possível sentir, em nenhum momento, a tração nas quatro rodas ser acionada, o que demonstra que o Sportage é naturalmente firme e estável, mesmo sem o auxílio da tração integral.

Espaço

Motorista e passageiros altos vão se beneficiar do teto alto e do bom entreeixos de 2,63 m do utilitário coreano. Nele, uma família de cinco pessoas viaja com conforto, carregando tanta bagagem quanto queira, já que os 667 l de porta-malas são mais do que suficientes para transportar de tudo. O Ford Fusion, que tem um senhor porta-malas, leva 530 l, como base de comparação.

Vale lembrar que, fora a versão V6, a 2-litros também tem as mesmas condições de espaço, apesar do menor desempenho. Pouco menor, diga-se: com comando de válvulas variável, este motor tem 142 cv a 6.000 rpm. Com 1.635 kg em ordem de marcha, ele leva a vantagem do menor preço e do menor consumo de combustível.

Quem estiver pensando em um utilitário sem a pretensão de encarar trilhas pesadas deve visitar uma concessionária da Kia e avaliar o Sportage. Trata-se, sem dúvida, de um veículo a considerar.

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