Kia Sportage ganha versão flex para superar “irmão” ix35

Modelo ganha potência quando usa etanol, mas consumo ainda é misterioso
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Rodrigo Ribeiro
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– São Paulo - SP - Lançado há menos de um ano no Brasil, o novo Kia Sportage tinha tudo para ganhar uma fatia considerável dos SUV importados “de entrada”. Era moderno, bem equipado e, o mais importante, mais barato que seu principal rival, o novo Hyundai Tucson, chamado no Brasil de ix35. A marca só não contou com um imprevisto: o sucesso do carro. Com filas de espera de até 4 meses, o modelo padeceu com uma oferta muito menor do que a demanda, vendendo menos até do que o Sorento, modelo maior e mais caro da Kia. Para curar a ressaca do lucro perdido, a Kia começa 2012 com uma nova versão do Sportage, agora capaz de beber etanol.

Por fora a principal diferença do Sportage Flex além de o logotipo no porta-malas são as luzes de condução diurna DRL em LED nos faróis, exclusivos para as duas versões mais caras. As rodas de 18 polegadas agora são de série em todas as versões – antes os Sportage menos afortunados vinham com rodas de 16 polegadas. A cabine seguiu inalterada, ao contrário do trem de força. O motor 2,0L 16V ganhou comando de válvulas variável também no escape e teve a injeção remapeada, resultando em um ganho de potência discreto com gasolina 169 cv, ante 166 cv do Sportage anterior e interessante com etanol: 178 cv. O câmbio automático é o mesmo de seis marchas, número que se repete na inédita transmissão manual.

Mais potente, equipado e flexível. Tudo muito bom, mas graças à inflação e a nova alíquota de IPI, o Sportage Flex acaba tendo parte de seus tributos ofuscados pela etiqueta. Custando R$ 90,9 mil, a versão de entrada supera o ix35, cujo preço ainda não foi formalmente reajustado pela Caoa. A presença de apenas dois airbags e ausência de controle de tração e ar-condicionado digital também pesam contra o Sportage, que só oferece os itens nas versões mais caras, que partem de R$ 109.300. Caso opte pelo teto-solar duplo o consumidor pagará R$ 114.600, menos do que a versão 4x4 R$113.400. A diferença se dá por um fator surreal: o Sportage de tração integral tem os mesmos dois airbags da versão de entrada e seu retrovisor central, além de não ter câmera de ré, ainda usa a antiga alavanca dia-noite, ao invés do sistema antiofuscamento das demais versões. A meta de vendas da marca é de 14.200 carros, elevando a participação do Sportage nas vendas da Kia no Brasil de 11 % para 15%.

De olho em dois ponteiros
Detalhes de catálogo surreais à parte, o Sportage Flex manteve o comportamento encontrado na versão monocombustível, com fôlego honesto do motor são 21,4 kgfm de torque com etanol e 20 kgfm com gasolina, ambos a 4.700 rpm, auxiliado pelo bom câmbio automático com opção de trocas sequenciais na alavanca. Uma tocada mais esportiva requer reduções manuais ou alguns segundos de paciência para o kick-down ser detectado. Nessa situação o ganho de potência com gasolina é mais notado, com uma aceleração vigorosa para um motor 2,0L aspirado.

Com o acerto de suspensão equilibrado apesar do controle de estabilidade entrar em ação em curvas nem tão ousadas, o Sportage permite uma tocada mais rápida, sempre se lembrando que ainda é um SUV com mais de 1.400 kg e 1,64 m de altura. Por isso o motorista precisa ficar de olho tanto no velocímetro quanto no indicador do nível de combustível. Apesar do consumo do carro não ter sido divulgado pela fábrica, a velocidade com que aproximadamente 29 litros de etanol metade do tanque foram gastos em um trajeto com pouco mais de 100 km assustou em um primeiro momento.

É verdade que o percurso do test-drive não favorecia o consumo, com grandes congestionamentos, ar-condicionado ligado em 100% do tempo e trechos de um circuito fechado com acelerações e velocidades normalmente incompatíveis para a cidade. Mas também é verdade que o preço do etanol mantém ele desfavorecido em relação à gasolina no Brasil inteiro, em situação que perdura há alguns meses. O novo catálogo de preços e equipamentos do Sportage também não ajuda. No final das contas, começar a beber álcool poderá piorar a ressaca das vendas de 2011.

Test-drive feito a convite da Kia do Brasil

FICHA TÉCNICA – Kia Sportage Flex 2013

MOTOR

Quatro cilindros em linha, dianteiro, transversal, 16 válvulas, 1.999 cm³

POTÊNCIA

169 cv gasolina a 6.200 rpm / 178 cv etanol a 6.200

TORQUE

196 Nm / 20,0 kgfm gasolina a 4.700 rpm - 210 Nm / 21,4 kgfm etanol a 4.700 rpm

CÂMBIO

Manual de 6 marchas ou automático de seis

TRAÇÃO

Dianteira ou integral

DIREÇÃO

Por pinhão e cremalheira, com assistência elétrica

RODAS

Dianteiras e traseiras em aro 18”, de liga-leve

PNEUS

Dianteiros e traseiros 235/55 R18

COMPRIMENTO

4,44 m

ALTURA

1,63 m

LARGURA

1,85 m sem espelhos

ENTREEIXOS

2,64 m

PORTA-MALAS

740 litros

PESO em ordem de marcha

1.399 kg a 1.493 kg

TANQUE

58 l

SUSPENSÃO

Dianteira independente, tipo McPherson; traseira independente, tipo multibraço

FREIOS

Disco ventilado na dianteira e disco sólido ou tambor, dependendo da versão na traseira

PREÇO

R$ 90.900 a R$ 114.600

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