Land Rover Freelander 2 ganha versão a diesel

Opção rara no segmento chega à linha com preços partindo de R$ 130 mil
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Rodrigo Ribeiro
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– São Miguel do Gostoso - RN - Uma fabricante tem duas opções para ganhar espaço em um segmento disputado: atualizar o visual de seu produto ou oferecer uma nova versão. A Land Rover optou pelas duas coisas com seu best-seller no Brasil, o Freelander 2. O utilitário esportivo passou por uma leve reestilização, lançada no final de 2010, e agora ganhou a opção do motor a diesel, que parte de R$ 130 mil – cerca de R$ 8 mil mais cara do que a versão equivalente à gasolina

Apesar de menos potente do que a versão a gasolina oferecida no País 233 cv contra 190 cv, o motor de 2,2L compensa na maior virtude dos motores diesel: o torque. Com 42,8 kgfm disponíveis a partir de parcos 1.750 rpm, o quatro cilindros com injeção direta e turbo desbanca com facilidade a versão a gasolina de 32,3 kgfm a 3.200 rpm. E para enaltecer ainda mais as propriedades de seu modelo, a Land Rover realizou uma caravana com o modelo que percorreu mais de 400 km entre as cidades de Natal e São Miguel do Gostoso, ambas no Rio Grande do Norte.

Tecnologia antirruído
Visualmente a diferença do Freelander 2 a diesel para seu similar à gasolina é restrita apenas ao logotipo SD4 no porta-malas e ao conta-giros com outra escala. Mas basta apertar o botão “Start-Stop” no painel para ouvir a diferença. Ou melhor, tentar ouvir. Isso porque dentro da cabine o ruído típico dos motores a diesel é equivalente ao de um motor a gasolina. Do lado de fora o ruído é maior, mas ainda assim muito inferior ao das picapes diesel da década de 90. Culpa da tecnologia.

Desenvolvido pela PSA, o motor reúne diversos recursos para aliar economia de combustível, menor emissão de poluentes e suavidade de funcionamento. Entram na lista injeção direta de alta pressão common-rail, sobrealimentação e intercooler. O resultado é que o propulsor é tão eficiente que ainda dispensa a injeção de solução de ureia no escapamento, acessório que os caminhões vão começar a usar em 2012 para atender as novas legislações de emissões.

Porém não é só na moderação na hora de parar no posto seu consumo misto é de 14,3 km/l, segundo a fábrica que o Freelander 2 a diesel mostra suas virtudes. O turbo que equipa o modelo tem geometria variável, alterando os ângulos das pás do rotor. Para o motorista, isso significa mais torque e potência a rotações mais baixas, pois a turbina precisa de menos aceleração para aumentar a pressão do sistema de admissão.

Reduzida? Pra quê?
Ao volante o Freelander 2 tem fôlego de sobra, tornando fácil acreditar nos dados de fábrica. A saber: 0 a 100 km/h em 9,5 s e velocidade máxima de 190 km/h. O câmbio automático de seis marchas trabalha em harmonia com o motor, mantendo o giro sempre na faixa mais adequada, com freios e direção adequados para o peso e proposta do carro – que não é de ser um esportivo. Essa característica também é refletida na suspensão, confortável para passar por irregularidades, mas macia demais para curvas mais rápidas.

Um ponto curioso no Freelander 2 é sua transmissão. De acordo com a legislação brasileira, para um veículo ser vendido no País com motor a diesel ele deve ter peso bruto total superior a 3.500 kg ou ter tração 4x4 com reduzida. O Land Rover se enquadra parcialmente na segunda categoria. Isso porque apesar da tração ser integral, não há redução adicional de m archas. Segundo a marca, a ausência é contornada pelos recursos eletrônicos Terrain Response e controle eletrônico de descida. A artimanha também foi feita pela Chrysler e Mercedes-Benz para homologar as versões diesel do Cherokee e Classe M.

A ausência da reduzida e do bloqueio de diferencial se faz notar na hora de passar por terrenos difíceis, como areia fofa ou lama – locais que raramente um Freelander 2 ou qualquer concorrente irá enfrentar no dia a dia. Em outras situações menos adversas o modelo se comporta bem, limitado basicamente pelos pneus de uso exclusivo para o asfalto.

Sozinho no pedaço
Com preço variando entre R$ 130 mil S, R$ 148 mil SE e R$ 173 mil HSE, o Freelander 2 SD4 disputa uma briga solitária. Isso porque seus principais concorrentes diretos Chevrolet Captiva, VW Tiguan, Hyundai ix35 e Kia Sportage não oferecem a opção do motor a diesel no Brasil. Esse cenário otimista é refletido na previsão de vendas da marca, que pretende pular da atual média de 200 para 550 unidades/mês, um aumento de 175%. É a diferença de ter um upgrade no visual e no motor.

Viagem feita a convite da Land Rover do Brasil


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