Linha J3 reestilizada ganha motor bicombustível

Já conhecido no hatch, propulsor passa a integrar conjunto do sedã em versões esportivas
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Daniel Magri
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Em março do ano passado, a JAC Motors trazia para o mercado brasileiro seu primeiro veículo com motorização bicombustível, batizado como JETFlex. O modelo escolhido para abrigar o novo propulsor, desenvolvido pelo time chinês da marca, seria o J3S, uma variante com apelo mais esportivo do hatch chinês. Já em outubro passado, a linha do J3 ganharia uma bela reestilização, mas ainda não usufruía de um motor flex. Chega 2014 e JAC Motors promove a união da nova geração com o novo motor, novamente com a variante S servindo de “cobaia”. 

 

Agora a linha J3, tanto hatch quanto sedã, Turin, são equipadas com o motor 1.5 16V VVT, igual ao do J5, mas devidamente calibrado para receber a tecnologia Jet Flex. O hatch chega por R$ 39.990 enquanto o três volumes será oferecido por R$ R$ 41.690. 

 

O propulsor pode entregar 125 cv (gasolina) e 127 cv (etanol). Segundo a marca, ambos se aproximam de 200 km/h de velocidade máxima e precisam de menos de 10 segundos para chegar a 100 km/h nas arrancadas. 

 

No visual, apenas alguns adereços que dão um leve toque de esportividade, como novas rodas, alguns apliques externos (adesivos) e faróis com máscara negra. Internamente, os modelos ganharam costura do volante, bancos, coifa do cambio e toda a iluminação do painel em cor vermelha, novos pedais e soleiras.

 

Importante destacar a evolução do acabamento no J3. Quando chegou, em 2011, o J3 foi massacrado pela crítica e pelo consumidor. O modelo reestilizado ganhou alguns acertos necessários e, hoje, o carro já está mais aceito. Apesar do excesso de plástico no interior, nota-se um capricho maior no encaixe das peças e pouquíssimas - ou quase nenhuma - rebarba. 

 

Desempenho

 

No ano passado testamos o J3 S quando o motor flex ainda era novidade no hatch. Neste ano, escolhemos o sedã para nossa avaliação e primeiras impressões em um percurso de estrada entre a capital paulista e a cidade de Atibaia, no interior do Estado. 

 

O motor é o mesmo desde o ano passado. Não houve mudanças, mas algo mudou no sedã. Já explico. Antes, um trecho das impressões escritas na matéria sobre o hatch. "A diversão vem já na aceleração, onde a resposta é rápida e até o ruído do bloco agrada. O baixo peso também ajuda”. 

 

No sedã, a impressão é que estamos lidando com um conjunto totalmente diferente. O motor “acorda" mais tarde e só em uma faixa entre 3.500 rpm e 4.000 rpm é que deu pra sentir o carro mais “na mão”. 

 

Uma evolução foi o câmbio. No teste com o hatch foi dito que as trocas tinhas boas relações mas os engates não eram tão precisos. Isso mudou e bastante, o que torna a condução bem mais agradável. 

 

Apesar da evolução no visual e no câmbio, alguns pontos de atenção permanecem. A suspensão, com um acerto mais “mole”, faz com que o carro “deite” demais em curvas mais fechadas. Por outro lado, o ajuste é bastante adequado para a cidade, absorvendo bem as irregularidades do piso. 

 

A direção, assim como já vimos na versão anterior, se mostra com uma certa folga, meio “perdida”. Isso em velocidades mais altas pode comprometer a segurança, uma vez que qualquer movimento faz diferença. 

 

 

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