Novo Audi TT traz diversão garantida por R$ 209.990

Terceira geração do esportivo está mais tecnológico, espaçoso e arisco
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Rodrigo Ferreira
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Alguns automóveis vêm ao mundo com uma única missão, divertir. Esqueça deles se o objetivo for fazer bonito em atoleiros, carregar o seu cachorro até o veterinário, descer com os amigos para a praia, fugir dos postos de combustíveis e outras tantas tarefas que fazem parte do dia a dia. O carro divertido não serve para isso. Ele até pode ajudar em uma ou outra tarefa, mas no geral será medíocre em todas elas. A terceira geração do Audi TT Coupé se enquadra nesta categoria cada vez mais rara. O único ponto sem graça é o valor do ingresso: R$ 209.990, na versão Ambiente e R$ 229.990, na top de gama Ambition.

O TT é um cupê 2 +2, mas por estes últimos dois entenda-se banco traseiro para acomodar crianças com menos de 10 anos (que ainda sim vão se sentir claustrofóbicas) ou anões. Isso porque a terceira geração cresceu 3,7 centímetros no entre eixos (chegou a 2,5 metros). O porta-malas também está maior (13 litros), mas isso não significa muita coisa. Os 305 litros declarados pelo fabricante na prática acomodam bem duas malas pequenas.  

Parte da diversão está no estilo diferente e este quesito sempre foi um dos pontos fortes do TT. Porém o modelo que nasceu com design redondo em 1998 tem ficado mais afiado com o tempo. As referências ao passado ainda estão lá, prova disso é o bocal do tanque de combustível em metal com os parafusos aparentes, as saídas de escapamento duplas e centrais (como na primeira geração) e o discreto aerofólio, que se eleva automaticamente em velocidades superiores a 120 km/h.

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Agora, a frente é dominada por linhas horizontais, os faróis, que podem ser totalmente em LED dependendo da versão, ficaram ainda mais afilados e as linhas bem demarcadas criam um grande “V” na grade dianteira e capô. O jeitão lembra sem dúvida o recém apresentado superesportivo R8, o que é um baita elogio.  

A terceira geração tratou de afinar o esqueleto para não fazer feio aos olhos e, sem dúvida, à performance. A carroceria conta com a tecnologia Audi Space Frame (ASF) que combina alumínio e aço de alta resistência para diminuir o peso do conjunto e deixá-lo mais resistente. O capô, portas e tampa do porta-malas, por exemplo, são feitos em alumínio. Ao todo são cinco tipos diferentes de aço e três de alumínio. O resultado é uma carroceria 17% mais rígida e 50 kg mais leve que a segunda geração.

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No interior, um painel totalmente digital de alta resolução em LCD com 12,3 polegadas (muito monitor de computador de alguns anos atrás tinha menos que isso), que traz as informações de velocidade, rotações do motor, dados do celular do condutor, do computador de bordo, do GPS, das formas de condução e muito mais é uma das maiores diversões do novo TT. Precisava? Não, claro que não, mas que é bem legal, isso é. Trata-se do primeiro modelo da marca a utilizar o equipamento. Não é a toa que a propaganda de lançamento do modelo simula uma espaçonave pousando na Terra.

A sensação é esta mesmo quando se está no interior do novo TT e isso, sem dúvida, é divertido. Os instrumentos são os mesmos presentes em outros rivais, mas a um capricho incomum neste Audi. As saídas do ar-condicionado, por exemplo, lembram turbinas de avião. Até aí, muitos Mercedes também usam esta tática, mas só no TT os controles digitais das regulagens do ar-condicionado ficam junto das saídas. Mais uma vez, precisava? A resposta é óbvia, mas é fato que o toque gera charme e carisma de imediato.

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A Audi conta que o comprador típico do TT é homem, claramente bem-sucedido, com idade entre 31 e 50 anos. Talvez por isso, ao se ligar o modelo por um botão instalado no painel central se houve um sonoro “brubrubru” típico dos V8 americanos. O cupê desperta com sinfonia saída das ponteiras duplas do escapamento em alto e bom som. Porém, o “motorzão” do TT é um 2.0L TFSI Turbo com injeção direta de combustível que foi atualizado para esta geração.

Houve ganho de potência e agora o propulsor rende 230 cavalos (19cv a mais) e o torque máximo chegou aos 37,7 kgf.m, que estão presentes entre 1.600 e 4.300 rpm. Os dados de desempenho também melhoraram. Segundo a Audi, o novo TT faz de 0 a 100 km/h em apenas 5,9 segundos e a velocidade máxima é de 250 km/h (limitada eletronicamente). O câmbio é o conhecido S-Tronic de seis velocidades, já presentes em outros modelos da marca e até na família VW (equipa, por exemplo, o Golf GTI).

A versão Ambition traz ainda o sistema dinâmico Audi Drive Select que controla as características do motor, câmbio e a assistência da direção. É possível alterar entre os modos comfort, dynamic, efficiency, auto e individual. Este último é o mais voraz e divertido.

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O TT arranca forte ao menor toque no pedal do acelerador, não há meio termo com este cupê, a cada troca de marcha feita pelas borboletas instaladas atrás do volante há um estampido no escamento e tome porrada nas costas. A suspensão é dura e a posição de dirigir é baixa, o que torna a função de fazer curvas algo realmente excitante. O cupê gruda no asfalto e passa para o condutor qualquer irregularidade que existe na pista. É como acontece com os karts, mas com muito mais luxo e conforto.

É fato que a concorrência tem alguns itens não presentes no TT Coupé. O BMW Z4, por exemplo, traz um eficiente câmbio de oito marchas, mais moderno que o eficiente S-Tronic e o Mercedes-Benz SLK tem auxiliar de estacionamento, além disso alguns rivais bem mais baratos, como o Golf GTI tem tecnologias como o piloto automático adaptativo, mas tudo isso fica em segundo plano quando o assunto é diversão. O Audi TT tem seu estilo único, fácil de ser identificado e extremamente eficiente na arte de seduzir.

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