Novo BMW Série 3: a evolução da espécie

Sexta geração do BMW Série 3 chega com tecnologia e recursos de modelos maiores
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- Quando parecia impossível melhorar ainda mais o carro que é considerado a referência de um sedã esportivo, a BMW surpreendeu com o novo Série 3. A nova geração do modelo médio consegue se distanciar de forma notável de seus concorrentes diretos, Mercedes-Benz Classe C e Audi A4. O Série 3 é, sem dúvida, o carro mais importante para a BMW, responsável pela fama do fabricante bávaro e por seus maiores volumes de produção – representa mais de um terço de todos os carros vendidos pela marca. Desde o lançamento em 1975, o modelo já contabiliza 12,5 milhões de unidades vendidas ao longo das cinco gerações anteriores. Esta sexta terá seu início de vendas em fevereiro de 2012 em praticamente todos os 132 mercados onde ele é comercializado – o Brasil, porém, recebe a distinção de ser deixado para depois e o carro só chega em maio. A BMW se preocupou em manter os valores que deram fama ao Série 3 e buscou reforçar alguns pontos, como tornar o carro mais eficiente, confortável e tecnologicamente avançado.

Ainda que tenha sido mantida a configuração clássica da tração traseira e a distribuição de peso perfeita – 50% em cada eixo –, o Série 3 se beneficia de boa parte do arsenal tecnologico disponível na fábrica de Munique. Manteve o motor seis cilindros em linha de 3.0 litros – hoje reservado à versão topo 335i, que será vendida no Brasil por R$ 341 mil –, e adicionou à linha um novo 2.0 de quatro cilindros biturbo com nada menos que 245 cv para a 328i – no Brasil sairá por R$ 198 mil. Apesar do deslocamento cúbico relativamente pequeno, o propulsor entrega nada menos que 30,5 kgfm de torque a baixas 1.250 rpm e é capaz de empurrar o sedã do zero aos 100 km/h em apenas 5,9 segundos. O menor peso do novo carro é um dos fatores que contribui para o bom desempenho. Mesmo maior, ele é cerca de 40 kg mais leve que a geração anterior. Em 2012 será lançada a 320i, para ocupar a base da gama e será vendida por um preço menor.

O ganho tecnológico vem pela inclusão de diversos sistemas presentes em modelos maiores, como o Driving Experience Control, que permite o motorista escolher entre quatro programas de condução: Confort, Sport, Sport+ e Eco Pro. Cada programa modifica as respostas do acelerador, velocidade das trocas de marcha, gestão eletrônica do motor e até modifica a assistência da direção elétrica. O modo Eco Pro configura todos esses componentes para máxima eficiência e reduz emissões e consumo de combustível. O sistema start/stop e os freios regenerativos também são de série. No capítulo da segurança, os recursos já comuns em modelos premium, como alerta de mudança de faixa – considerada involuntária quando a seta não está acionada –, controle de velocidade de cruzeiro com aviso de proximidade, detector de ponto cego, câmaras de visão traseira e lateral e faróis adaptativos. Por dentro, um head-up display colorido que informa velocidade e também as indicações por setas do navegador por GPS – que avisa sobre a velocidade máxima permitida no local.

A BMW oferece ainda três níveis de equipamento que podem dar ao modelo diferentes personalidades. A Sport inclui rodas de 18 polegadas, capas dos retrovisores externos em preto, interior em preto com apliques vermelhos e em alumínio no painel. A Modern traz revestimentos mais claros no console e painel, com um acabamento mais sóbrio. Há partes em madeira sem verniz e um ar mais fresco e sofisticado. Por último, a Luxury, que traz o conhecido luxo tradicional da BMW, com detalhes cromados no exterior e rodas de raios finos. No interior, madeira brilhante e muito couro em tons escuros.

Primeiras impressões: tripla personalidade
Barcelona/Espanha –
O Série 3 pode ser descrito como o arquétipo do sedã esportivo, graças ao acerto dinâmico ao incorporar algumas das tecnologias apresentadas em modelos maiores e mais caros, como o Série 5 ou 7, em um carro menor e “mais acessível”. Entretanto, a marca conseguiu deixar perceber que toda a tecnologia embarcada deve ficar em segundo plano quando se trata de boa dirigibilidade. A partir daí, a tração traseira, direção direta, acerto de suspensão e rigidez estrutural se tornam valores básicos que foram enlevados.

O quatro cilindros biturbo de modestos 2,0 litros se mostrou praticamente uma maravilha tecnológica. Não há qualquer sinal de atraso na entrada dos turbos e há força disponível em qualquer regime de rotação, a qualquer velocidade e em qualquer marcha. O câmbio automático de oito marchas consegue extrair sempre o melhor do propulsor, tanto que o motor maior, de 3.0 litros e 306 cv, parece até desnecessário diante de tanta excelência. O modelo consegue cumprir qualquer função com maestria, do dia a dia do tráfego congestionado das grandes cidades e é capaz de deixar um grande sorriso no motorista após uma estrada sinuosa.

As opiniões expressas nesta matéria são de responsabilidade de seu autor e não refletem, necessariamente, a opinião do site WebMotors.

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