Novo Chevrolet Camaro Conversível: Céu de brigadeiro

Fabricante exibe o versão conversível de esportivo na Indy 500 como um troféu pela ótima fase que atravessa
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– A aceleração de zero a 100 km/h do Camaro SS conversível é feita em torno de 5 segundos. Mas recorde mesmo foi a recuperação da marca Chevrolet – e que vem trazendo a reboque a General Motors. O primeiro quadrimestre de 2011 foi o melhor da história da marca, com 1,1 milhão de unidades vendidas – 15% mais que o mesmo período do ano passado. O desempenho fez com que a GM posicionasse a Chevrolet como sua marca mais internacional. Aquela que vai criar produtos que possam ser vendidos em todos os mercados, com o mínimo de adaptações. Por tudo isso, a vistosa versão conversível do Camaro, lançada nos Estados Unidos em fevereiro passado, é emblemática desse bom momento da Chevrolet.

Não à toa, a nova versão do Camaro foi escolhida para assumir o posto de Pace Car na prova que marcou os 100 anos das 500 milhas de Indianápolis, realizada no último domingo, dia 29 – apesar de o superesportivo Corvette ser melhor talhado para a função. Em outra mostra do otimismo que domina a marca, a Chevrolet aproveitou para anunciar sua volta às pistas de Fórmula Indy a partir de 2012, em meio às comemorações do centenário da marca, fundada em novembro de 1911.

O Camaro, além de ser um carro glamouroso e cheio de simbolismos, ainda é bom de vendas. A versão cupê chegou ao mercado em março de 2009 e conseguiu emplacar 61 mil unidades naquele ano e 81 mil unidades no ano passado. A versão conversível, claro, vai vender menos: ela custa US$ 5 mil a mais nos Estados Unidos, além de ter o porta-malas e banco traseiro sacrificado pela capota de lona. Em relação ao Brasil, a dúvida da Chevrolet é até quanto o consumidor brasileiro está disposto a pagar pelo conversível. Se as pesquisas da GM apontar que chega na faixa dos R$ 30 mil a mais do que o Camaro cupê, que custa R$ 185 mil, há boas possibilidades de o modelo ser importado – assim que a fábrica de Oshawa, em Ontário, no Canadá, der conta de atender ao mercado norte-americano.

O comprometimento da área útil na parte traseira vem acompanhada de um proporcional ganho de charme. A natural perda de rigidez torcional que ocorre quando o teto de aço é removido exigiu um reforço estrutural que acrescentou 101 quilos ao modelo. A parte visível é a barra de alumínio sobre o motor que liga as partes superiores da suspensão dianteira. O processo de transformação do cupé com teto de lona em cabriolet leva 20 segundos. Uma das maiores preocupações da engenharia da Chevrolet foi aperfeiçoar o isolamento térmico e de vedação. Enfrentou testes com temperaturas de 30º C negativos a 75º C positivos, enxurradas de 3 mil litros por minuto e umidade de 95%.

A não ser pela previsível redução do isolamento acústico, não percebe maiores perdas no conforto para quem está em um dos bancos da frente. O conteúdo do carro é o mesmo da versão que chega ao Brasil, que é bem completa. No recheio, a ausência óbvia é do airbag de cortina. Mas continuam lá airbags frontais e laterais dianteiros, head-up display, que projeta as informações sobre o carro no para-brisa, controle de tração e de estabilidade, ABS, freios da Brembo com quatro pistões, ar-condicionado dual zone, trio e bancos elétricos, interior com acabamento em couro e um painel completo, com diversos relógios e monitoramento de vários sistemas do veículo.

Instantâneas
# Atualmente, um carro Chevrolet é vendido a cada 7 segundos.

# A Chevrolet definiu uma série de carros de passeio considerados internacionais. Ou seja: podem ser vendidos na maior parte dos 138 países. É o caso do subcompacto Spark, do compacto Sonic ou Aveo, do médio Cruze, que chega ao Brasil este ano, do utilitário esportivo Captiva, do médio-grande Malibu, do grande Impala, do esportivo Camaro e o superesportivo Corvette.

# Até a crise financeira de 2008, a General Motors mantinha oito marcas em atuação nos Estados Unidos. Foram fechadas a Saturn, a Pontiac e a Hummer, enquanto a sueca Saab foi vendida para a holandesa Spiker. Ficaram a Chevrolet, Buick, Cadillac e GMC. Além dessas, a GM mantém a alemã Opel, a britânica Vauxhall, a coreana Daewoo e a australiana Holden.

# A Chevrolet foi fundada em 1911 por Louis Chevrolet, piloto suíço radicado nos Estados Unidos, e por William Crapo Durant, ex-presidente da Buick e principal articulador da fundação da General Motors em 1908. Durant gerenciou a GM até 1910, mas acabou sendo forçado a sair por bancos credores. Com a integração da Chevrolet à GM em 1916, voltou a gerenciar a empresa. Mas em 1920 perdeu novamente o controle, desta vez para a Du Pont.

Primeiras impressões: equilíbrio extremado
Indianápolis/Estados Unidos –
Há duas maneiras antagônicas de tratar um conversível. A primeira é usá-lo como um automóvel de passeio. Basta abrir a capota, deixar o morno sol de fim de primavera americana entrar e desfilar pelas ruas, sem muita pressa. Nessa hora, valem o ótimo som, os confortáveis bancos e o ronco suave do pouquíssimo exigido V8. As interrupções ficaram por conta dos demoradíssimos semáforos – 3 ou 4 minutos – e de alguns expansivos e entusiasmados adolescentes americanos, deslumbrados com o Camaro conversível, que ainda é uma novidade. A suspensão da versão SS é a chamada Performance, configurada para conduções mais abusivas e, por isso mesmo, mais firme. Mas nas lisas e policiadas ruas de Indianápolis, nem seu desconforto, nem sua eficiência esportiva puderam ser testadas.

O verdadeiro teste veio a bordo do Camaro conversível Pace Car, na própria e centenária pista de Indianápolis. Para esta segunda forma de tratar um conversível, a direção foi devidamente entregue a Emerson Fittipaldi – que venceu as 500 milhas duas vezes, sempre empurrado por motores Chevrolet. Agora o Camaro se mostra agressivo nas saídas de curva e milimetricamente controlável a cada aproximação do muro. Na tradicional reta, transpassada na linha de chegada por uma faixa de tijolos – resquício do pavimento original da pista –, o Camaro alcança facilmente 135 milhas por hora – próximo de 200 km/h. Incólume. Não exige correções e nada treme ou balança. Mesmo em alta velocidade, o Camaro não perde a vocação para o desfile.

As opiniões expressas nesta matéria são de responsabilidade de seu autor e não refletem, necessariamente, a opinião do site WebMotors.
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