Novo Kia Picanto chega para explorar um segmento inusitado

Modelo compacto vem equipado com motor flexível em combustível de 1,0L que oferece 80 cv. Sua proposta é ser diferente
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Rodrigo Samy
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- Quando anunciamos a chegada do novo Kia Picanto no início deste mês houve chiadeira de algum dos nossos leitores. A principal reclamação foi referente ao valor de quase R$ 35 mil R$ 34,9 mil para o modelo de entrada. O novo Picanto vem equipado com motor flexível em combustível de 3 cilindros, 1,0L, com potência de 80 cv a 6.200 rpm e torque de 10,2 kgmf a 4.500 rpm. 

A versão de entrada tem os seguintes equipamentos de série: ABS, airbag, direção elétrica progressiva, ar condicionado manual, rádio com controle no volante, vidros elétricos e abertura por um toque, rodas de liga de aro 14, espelho retrovisor externo com acionamento elétrico e setas em LED. O valor sugerido para o modelo de entrada é de R$ 34,9 mil. Existe uma versão mais requintada, que usa os mesmos elementos da opção mais em conta, só que leva o teto solar, airbag lateral e LED nos faróis, acrescidos. O valor sai por R$ 39,9 mil. A mesma escada de versões se aplica nos modelos com transmissão automática de 4 velocidades, que custarão respectivamente, R$ 39,9 mil e R$ 44,9 mil.

O WebMotors rodou na versão automática e manual do Kia Picanto na Fazenda Capuava, no interior de São Paulo, Indaiatuba, a convite da Kia Motors. Durante a apresentação do “carrinho” o presidente da Kia, José Luiz Gandini, informou que no primeiro lote estão chegando 1,5 mil unidades do Picanto. “Até o final do ano conseguimos vender com facilidade esta primeira quantidade”, coloca Gandini, estimando vender 18 mil unidades em 2012.

O primeiro montante está preenchido por 40% de modelos com câmbio automático e 60% de modelos com transmissão mecânica. “A nova geração do Picanto, segundo produto da Kia com motor flex fuel, vai nos permitir ofertar ao consumidor brasileiro um dos automóveis compactos mais atualizados em sua categoria”, enfatiza o presidente. A primeira geração do Picanto marcou a estreia da Kia no segmento, em 2004, e atingiu mais de 1,1 milhão de vendas no mundo ao longo de sete anos.

Além de trazer a nova dianteira que remete ao “rugido do tigre”, assinada por Peter Schreyer, o Picanto está maior. Agora com 3,6 m, o comprimento do veículo ficou 60 mm maior e a distância entreeixos cresceu 15 mm total de 2,38 m. O comprimento, a largura e a altura do bagageiro foram aumentados em 64, 15 e 69 mm, respectivamente, a sua capacidade cresceu para 292 litros. Mesmo assim se comparado com os modelos de entrada dos outros fabricantes, o Picanto passa a ser muito compacto.

Impressões ao dirigir

Com poucos veículos emplacados, a opção da Kia foi nos levar ao circuito da Fazenda Capuava, em Indaiatuba, interior de São Paulo, cidade vizinha do lugar que está instalada a sede da Kia no Brasil. No local pudemos dar três voltas com a versão mecânica e três com a opção manual. Ou seja, foi um leve contato, onde só conseguiremos passar nossas primeiras impressões.

Sem levar o preço elevado em conta o Kia Picanto é um veículo que lembra a tocada dos compactos mais ariscos. Sua suspensão é bem firme, mesmo tendo sido adequada ao país, e o volante responde rapidamente aos comandos. Tanto é que com a direção elétrica progressiva foi fácil manter uma tocada esportiva no travado circuito programado. O motor é fraco e condizente com o tamanho do carro que registra um peso total de 970 kg. 

Na principal reta do circuito conseguimos atingir a velocidade máxima, aferida visualmente pelo ponteiro principal, de 110 km/h. Totalmente voltado à baixa emissão de poluentes e ao baixo consumo, o Kia Picanto tem um valor registrado na bancada de 15 km/l com gasolina e 9 km/l com etanol. Com um reservatório de combustível com capacidade para 35 litros, o Kia se demonstrar totalmente urbano, marcando uma autonomia de 315 km quando estiver abastecido com álcool.

Durante o teste na pista pode se perceber que a transmissão manual oferece engates precisos aliada a uma relação bem curta. Foram poucas as vezes que engatamos a quarta velocidade. Já a versão automática sofreu mais no circuito, sendo lenta para ocasião e ao mesmo tempo bem ágil. Geralmente um conversor de torque de um câmbio automático utiliza 10% da potência total de um veículo. No caso do Kia Picanto você estaria rodando com um modelo de 72 cv se ele estivesse abastecido com etanol. Com gasolina a situação fica um pouco pior.

Levando em conta que estamos sendo puxados por um três cilindros em linha, o Kia Picanto é prazeroso de dirigir e oferece baixo índice de ruído. Não parecia que estávamos a bordo de um carro como “motorzinho” de dentista.

Comprar ou não comprar

Compre se você gosta de modelos bem acabados e que não terá valor de revenda, afinal o Picanto se encaixará em uma fatia bem específica de mercado. Compre se você não precisa de porta-malas. Se o carro irá circular mais nos grandes centros, pois o modelo foi elaborado para distâncias curtas e baixo consumo. Se você procurar um carro com câmbio automático não robotizado ou automatizado mais em conta do Brasil.

Vale lembrar que por um pouquinho a mais você compra modelos maiores e mais potentes como, por exemplo: Renault Sandero, Citroën C3, Peugeot 207, JAC J3, Fiat Uno 1.4, VW Gol e Fiat Palio. Se formos equiparar os motores dá para comprar com o mesmo patamar de equipamentos um Fiat Uno com kit de segurança por R$ 36 mil.
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