Novo Lexus RX 350 é para quem quer sair da mesmice

Mais agressivo, SUV chega em duas versões partindo dos R$ 337.350

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Karina Simões
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Você conhece a Lexus? A divisão de luxo da Toyota quer que sua resposta seja sim. Mesmo longe de ter a popularidade da Toyota – e vamos combinar que esta nem é sua pretenção – a Lexus quer ser conhecida e com isso ganhar uma fatia cada vez mais gorda do mercado de luxo no Brasil. Agora, a marca traz ao país um representante com muito potencial, o novo RX 350.

O SUV chega às lojas neste mês nas versões standard por R$ 337.350 e F-Sport, por R$ 352.950. Ambas compartilham da mesma mecânica, um motor V6 3.5L com injeção direta de gasolina, que rende 305 cv e 38,04 kgf.m de torque. E para nós, da Webmotors, por R$ 15.600 vale muito mais a pena optar pela versão mais cara. É dela que vamos falar aqui e você logo vai entender o porquê.

Japa temperado

Você vai concordar comigo quando eu digo que este carro tem potencial para deixar a Lexus mais conhecida, assim que olhar para a carroceria. As linhas estão longe de serem monótonas. Esta quarta geração, esbanja expressividade. Os vincos prolongam-se atré a traseira do carro, com colunas pintadas em preto que criam um efeito de teto flutuante. Assinatura da marca, a grade frontal tipo Spindle está mais encorpada e com a borda cromada. Os faróis dianteiros contam com três projetores de lâmpadas em formato de L com a tecnologias Full-LED. Já os piscas possuem 18 luzes individuais que circundam os faróis, enquanto as lanternas traseiras em LED envolvem a tampa do porta-malas. Em suma, ele não passa despercebido.

Compõem o visual, as rodas de liga leve aro 20, a antena estilo barbatana de tubarão e a pintura, que além de bonita, segundo a marca é resistente a arranhões.

Meu sobrenome é conforto

Como o próprio nome da versão determina, a F-Sport tem uma pegada mais esportiva. Mas é só o visual. Por fora, as principais diferenças estão na grade em formato de colméia, retrovisores pintados de preto, spoiler na parte inferior e as rodas com desenho mais agressivo. Por dentro, o destaque da versão é o painel de instrumentos digital -infinitamente mais bonito que o analógico da versão de entrada-, os pedais em alumínio, head up display (que projeta as principais informações no campo de visão do motorista), carregador de celular sem fio e teto panorâmico, que dá uma sensação de amplitude à cabine. Todavia, o que me faria desembolsar os R$ 15 mil a mais com vontade são as borboletas atrás do volante, que fazem muita falta na versão de entrada, e o volante revestido em couro. Na versão standard, ele é revestido em um tipo de plástico, que causa uma impressão ruim assim que a gente toca no carro pela primeira vez. Por que, Lexus?

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Legenda: Lexusrx350 18

Para completar a experiência, a F-Sport que dirigimos tinha pintura Titânio Cosmopolita, bancos em couro vermelho e acabamento interno em alumínio. Me desculpe, mas não há outra configuração que possa competir com essa combinação.

Bom, para deixar o passeio mais empolgante, selecione o modo de pilotagem Sport+, no qual a rotação trabalha em uma faixa mais alta, e considere este o ápice da esportividade do SUV, já que seu sobrenome é mesmo conforto. Tivemos a oportunidade de rodar mais de 300 km com o RX 350, por trechos urbanos e rodoviários e o que nos chamou a atenção foi o rodar extremamente suave, trocas precisas e rápidas do câmbio automático de 8 velocidades e muito silêncio interno.

Os 305 cv – 10% a mais de potência que a geração anterior – chegam aos 6.300 rpm e os 38 kgf.m de torque aos 4.700 giros. O desempenho dá conta de empurrar com vigor os 2.575 kg do SUV, cuja dinâmica também surpreendeu. Os engenhairos fazem milagre para melhorar a dinâmica desses veículos com centro de gravidade alto, como os SUVs. O RX 350 tem tração integral com controle de torque dinâmico, trocando em miúdos, sensores que medem a velocidade das rodas e ângulo de esterço, e transferem a tração para as rodas traseiras para maximizar a aderência do SUV de acordo com o terreno. Independentemente do piso, o conforto se fez presente a todo o momento graças ao acerto das suspensões, de braço duplo na traseira e McPherson na dianteira, e com o recurso AVS (suspensão variável adaptativa).

O conforto não está só na suspensão. O motorista se “encaixa” bem em seu posto, já que o volante conta com ajustes elétricos de altura e profundidade. Os bancos dianteiros contam com função de ventilação e aquecimento e a direção com assistência elétrica, bem levinha, deixa o passeio ainda mais agradável. Quem vai atrás também não pode reclamar: sobra espaço para as pernas devido à ausência do tunel central, os bancos são reclináveis e há um apoia braços com porta-copos que contribui para o conforto. Para esta geração, o SUV cresceu em comprimento - agora possui 4.89 m (+120 mm), 1,89 m de largura (-10 mm) e 2.79 m de distância entre os eixos (+50 mm). O porta-malas generoso conta com 521 litros, 61 a mais que a geração anterior.

Não espere recursos semi-autônomos como o ACC ou até mesmo assistente de mudança de faixa ou sistema de estacionamento automático, como seus concorrentes oferecem. A Lexus diz que já desenvolveu os sistemas, mas só irá implementar em seus carros se considerarem a tecnologia 100% segura para seus clientes. De qualquer forma, a marca traz o “arroz com feijão” bem feitinho em termos de segurança: 10 airbags (um deles de assento para o passageiro dianteiro), cintos de segurança dianteiros com pré-tensionador e limitador de força, sensor de chuva, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, câmera de ré e isofix. Além disso, há uma carroceria reforçada e a costumeira sopa de letrinhas: freios ABS com distribuição eletrônica (EBD), assistente de frenagens emergenciais (BA), controle de tração (TRC), controle de estabilidade (VSC) e assistente de subida (HAC).

Tecnologia

Todos esses recursos de segurança são importantíssimos, mas o que cresce mesmo aos olhos é a lista de equipamentos. No centro do painel, bem projetado à frente, uma tela de 12,3 polegadas de alta definição. Ela não é touch. Para mexer em suas funções, deve-se mover um “mouse” retangular que fica no centro do console. Mas não adianta, eu e meus parceiros de teste fomos logo nos esticar para “meter” o dedo na tela, na esperança de que ela respondesse. Força do hábito? Pode até ser, mas a Lexus poderia pensar em algo mais intuitivo para as gerações futuras. A tela da central multimídia da Audi, por exemplo, também não é sensível ao toque, mas o touch pad central e a facilidade de operá-la nos fazem esquecer desse detalhe.

O sistema conta com GPS, TV digital, rádio com bluetooth e entrada para DVD, funções de comando de voz e 12 alto-falantes Pioneer.

Paciência oriental

A Lexus se gaba do processo de desenvolvimento e construção de seus carros. Na planta de Kyushu, no Japão, cada modelo passa pelas meticulosas mãos dos Takumis, artesãos da marca, com décadas de especialização na montagem dos Lexus. O couro dos bancos, por exemplo, é costurado à mão, na pintura, nada menos que seis camadas de tinta, e por aí vai... E com essa filosofia “zen”, a Lexus vai ganhando espaço.

Nos Estados Unidos, eles vão muito bem em vendas, obrigado. A terceira geração do RX 350 fez muito sucesso e vendeu mais de 2,1 milhões de unidades ao redor do mundo. Por aqui, a marca chegou tímida em 2012 e teve um crescimento de 90% de 2013 a 2015. Seu “carro chefe” hoje é o SUV de menor porte, NX 200t, já testado pela Webmotors. Além de alavancar a marca por aqui, ele atraiu a mulherada que não conhecia a Lexus. Com o novo RX 350, a marca estima aumentar o volume de vendas em 50%. Parece muita coisa, mas não é, isso representa 150 unidades. Para se ter uma ideia, de janeiro a junho deste ano, foram emplacadas 348 unidades de um de seus rivais, o Mercedes-Benz GLE. A Lexus considera concorrentes do RX 350 também o Volvo XC90 e a BMW X5. 

O que a Lexus quer é ser diferente das outras. De fato, ela é. Felizmente, descolando cada vez mais do estereótipo conservador, mas mantendo a hospitalidade dos orientais e a preocupação com o cliente. O brasileiro gosta disso, e para ela se tornar conhecidapor aqui, é só uma questão de tempo.

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