Novo Volkswagen Passat: conflito interno

Sétima geração do sedã chega ao Brasil e o Jetta é seu principal rival
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– Em 2009 e 2010, as vendas da sexta geração do Passat no Brasil seguiam um ritmo tranquilo. O sedã da Volkswagen conseguiu uma média mensal de cerca de 100 unidades comercializadas, com uma boa vantagem sobre os concorrentes Toyota Camry e Honda Accord. Mas a nova geração do modelo, que acaba de desembarcar por aqui terá uma dificuldade adicional. Isso porque o maior “rival” desta vez será o Jetta, outro sedã da fabricante alemã, que ganhou a versão Highline com o mesmo conjunto mecânico do Passat, tem visual bem próximo e preço cerca de R$ 20 mil menor.

Isso significa que o médio-grande da Volks chega equipado com o motor 2.0 TFSI de 211 cv de potência e 28,5 kgfm de torque, aliado à transmissão DSG de dupla embreagem e seis velocidades. A marca promete um desempenho de zero a 100 km/h em 7,6 segundos e a velocidade máxima em 210 km/h.

A Volkswagen aposta na tradição, no luxo e, principalmente, no pacote de equipamentos para alcançar o nível de vendas histórico do Passat no Brasil. Em sua sétima geração e com mais de 15 milhões de unidades comercializadas desde o seu lançamento, em 1972, o novo modelo chega com visual ligeiramente renovado e adequado à linha dos atuais Volks. Lá estão a porção dianteira com desenho bem reto, graças aos faróis com uma fileira de leds, e a grade com quatro frisos cromados, inspirada no topo de linha Phaeton. O para-choque abriga os faróis auxiliares de neblina e é decorado com mais detalhes cromados.

A lateral mostra uma certa economia de ousadia dos designers da Volks. De marcante, apenas dois vincos: um acima das maçanetas e outro na base das portas, que contorna as caixas de roda. A parte posterior também não guarda surpresas. Parece uma reedição do Jetta, com lanternas horizontais – com iluminação em led – que invadem a tampa do porta-malas, mas com cortes mais angulosos.

O exterior do Passat não apresenta substanciais diferenças para o Jetta, mas por dentro o médio-grande consegue se diferenciar bastante. Ao mesmo tempo em que o Jetta perdeu qualidade no acabamento na troca de gerações, para atuar em uma faixa de preços mais baixa, o Passat ficou mais luxuoso. O desenho é praticamente o mesmo da sexta geração, mas a Volkswagen adicionou requinte, com direito até a um relógio analógico na parte superior do console central e detalhes em alumínio escovado.

Além da qualidade dos materiais, a Volks montou uma lista de equipamentos bastante ampla para rechear o modelo. Entre os itens de série, destaque para o sistema de detecção de fadiga. Um computador analisa a forma de condução do motorista no começo da viagem e, durante o percurso, sensores monitoram as mudanças de comportamento do condutor. Quando detecta desatenção, manda um aviso no painel de instrumentos recomendando uma parada para descansar. Ar-condicionado dual zone, direção elétrica, seis airbags, ABS, controle de estabilidade, revestimento de couro, bancos dianteiros com aquecimento, retrovisor interno eletrocrômico e cruise control completam a lista de itens de fábrica.

Entre os opcionais, mais itens requintados para o Passat. O mais importante é o conjunto formado pelo controle de cruzeiro adaptativo. O equipamento é capaz de acelerar e frear o carro para acompanhar o fluxo do tráfego e assume a velocidade pré-programada nos trechos livres. Esse trabalho é feito pelo chamado Front Assist, um radar na dianteira do automóvel que monitora a distância, em segundos, para o carro à frente e até frear forte em casos de emergência – o que diminuiria os efeitos de uma eventual colisão. Abaixo dos 30 km/h, a Volkswagen afirma o sistema até consegue parar o carro completamente. Sistemas sofisticados que tentam justificar o preço de R$ 106.700, e ajudar o Passat a suplantar seus principais concorrentes no Brasil. Além dos tradicionais Camry, Accord, Chevrolet Omega e, o mais íntimo deles: o Jetta Highline.

Primeiras impressões: executivo dinâmico
Por Marcelo Cosentino – Auto Press

Campos do Jordão/SP –
Um olhar rápido garante: é um Volkswagen. Mas só é possível afirma qual dos sedãs da marca é após um exame mais atento. As dimensões do Passat são maiores que as do Jetta, mas isso só é detectável com facilidade se um estiver ao lado do outro. Afirmar a própria identidade é o maior desafio que o Passat vai enfrentar na chegada dessa nova geração ao Brasil. E depois de desfeita a confusão, convencer que vale a pena adotar um sedã com praticamente o mesmo visual e mecânica similar, mas bem mais caro.

Nesse trabalho de convencimento, o Passat reserva para motorista diversas regulagens elétricas de altura e profundidade de banco e volante. É fácil encontrar uma posição de dirigir. Fora isso, o sedã tem abundância de espaço e transporta com dignidade até cinco passageiros. No interior, também é possível reparar que o Passat está mais requintado. Lá estão materiais de qualidade – agradáveis ao toque – e detalhes em alumínio escovado.

A ignição desperta o eficiente motor 2.0 TFSI. Esta unidade de força não torna o Passat um bólido, mas oferece um desempenho vigoroso. Basta pressionar o pedal do acelerador e os 211 cv de potência e 28,5 kgfm de torque são despejados nas rodas dianteiras. A transmissão DSG de dupla embreagem e seis velocidades também é digna de elogios por sua suavidade e pela ausência de buracos. A Volks fala em máxima de 210 km/h.

Ao rodar na estrada, o Passat revela bons atributos dinâmicos. O modelo encara curvas em alta velocidade com desenvoltura. Mérito para a suspensão traseira multilink. As freadas também são feitas com total segurança, sem que o carro embique.

Fora isso, o Passat traz um aparato tecnológico interessante. Como o sistema Front Assist, que pode até frear o carro sozinho caso seja detectada alguma situação de risco. Outro destaque é o Park Assist – agora em sua segunda geração. Este sistema, oferecido como opcional, estaciona o carro sem que o motorista precise tocar o volante. É evidente que a estratégia da Volks é diferenciar o Passat do Jetta pela grande quantidade de equipamentos e sistemas embarcados. Entretanto, com o preço do Passat de R$ 106 mil, é difícil não ficar tentado pelo o Jetta Highline, com visual e desempenho semelhantes e 20% mais barato.

As opiniões expressas nesta matéria são de responsabilidade de seu autor e não refletem, necessariamente, a opinião do site WebMotors.
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