O carro que virá

Salão de Bolonha exibe visões (nem tão) futuristas do automóvel, com belos resultados
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Luís Figueiredo
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- Pelo terceiro ano consecutivo os estúdios de desenho Bertone, Zagato, Carcerano, I.D.E.A, Fioravanti e Autostudi, alguns dos maiores da Itália, mostraram seus trabalhos no salão de Bolonha. O tema desta edição foi futurista: “L´Auto che verrà”, ou “o carro que virá”. Algumas idéias são bastante interessantes, outras curiosas. Todas com alguma chance de serem vistas nas ruas com adaptações, é verdade daqui a alguns anos.

A Autostudi uniu-se às companhias Blue Engineering, Landra e SCS para propor o mini-utilitário esporte IAS primeiro ao lado. De acordo com os desenhistas, a segurança foi prioridade no projeto e o habitáculo deve ser visto como “uma célula esférica fechada pelas grandes colunas” da carroceria.

Já o conceito Suagna’ vermelho, desenvolvido pelo estúdio Bertone, destaca-se pela imponência de suas linhas. Seu nome tem origem no dialeto piemontês e significa um trabalho feito com muito esmero. Sua forma é baseada no Fiat Grande Punto – a parceria do estúdio com a fábrica de Turim tem mais de 90 anos, tendo originado mais de 45 modelos. Trata-se de um cupê-cabriolet com teto rígido removível, quatro lugares, 4,17 metros de comprimento e rodas aro 18 pol.

O pequenino Sonny dourado, apresentado pelo estúdio Carcerano, segue a linha dos microcarros de uso urbano – atual necessidade nas grandes cidades européias. Com carroceria de três portas, oferece quatro lugares e, segundo seu idealizador, o tamanho interno é suficiente para proporcionar conforto aos ocupantes. O Sonny é também ecologicamente correto, com painéis feitos de material reciclado e de baixo peso o que visa diminuir o peso total do carro e, assim, colaborar para menor consumo de combustível, outra preocupação local.

Outro conceito baseado no Fiat Grande Punto, o Skill amarelo, exibido pela Fioravanti, é o projeto mais versátil. Semelhante ao Citroën C3 Pluriel, é definido pelo estúdio como uma mistura de roadster com picape, destinado à diversão. Sua “caçamba” tem capacidade para 750 litros de bagagem.

O instituto I.D.E.A. carro branco faz uma releitura de um carro-conceito apresentado no salão de Turim de 1994, o Lampo. Agora em versão fora-de-estrada, a proposta do Lampo, segundo o estúdio, é ser um cupê “jovem, voltado à aventura”. Não estranhe a sensação de já ter lido isso antes. Com 2,45 metros de entreeixos, é um carro pequeno, com 3,93 m de comprimento.

Se não o mais ousado, talvez o mais charmoso da seção é o Lancia Aprilia Sport, desenvolvido pelo estúdio Zagato e que celebra o centenário da marca italiana e sua longa parceria com a Zagato. Interessante foi seu processo de construção. A idéia de Andrea Zagato era criar um Aprilia Sport idêntico ao de seu avô Ugo, de 1938. O problema é que não havia o carro, nem desenhos em que se basear: Andrea utilizou duas fotografias em preto-e-branco. A partir daí todo o resto do desenho foi feito em computador, num clássico exemplo de união do antigo com o ultramoderno. O resultado foi uma belíssima reconstrução, em que as chapas de metal foram todas trabalhadas à mão, num processo artesanal. Confira nas fotos do abre no alto e ao lado.

O jornalista viajou à Itália a convite da Fiat Automóveis


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