Peugeot lança RCZ no Brasil de olho nos alemães

Cupê de R$ 140 mil representa a marca no novo segmento de esportivos
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Rodrigo Ribeiro
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– Indaiatuba - SP – Nos últimos meses, parece que as fabricantes se lembraram de uma categoria há muito esquecida no Brasil: a de cupês. Se no início deste ano não havia nenhuma opção neste segmento abaixo dos R$ 200 mil, agora se formou um quarteto. Anote aí: Kia Koup, Mercedes-Benz C180 Coupé, MINI Cooper Coupé e, o mais novo deles, o Peugeot RCZ. O esportivo chega ao País como o Peugeot mais caro do Brasil, por R$ 139.900.

Em comum, todos oferecem uma proposta mais esportiva associada a uma carroceria de visual diferenciado. E aqui começa a diferença entre o RCZ e os outros: ele é o único a ter um design exclusivo. Apesar da dianteira e do interior serem similares ao do 308 que usa a mesma plataforma, o cupê ganhou identidade própria.

Questão de estilo
E que identidade. Apresentado como conceito no já longínquo 2007, o RCZ chama a atenção de longe pelas suas linhas. Dos enormes faróis ao inusitado vidro traseiro com duas curvaturas distintas, o modelo não nega a inspiração no Audi TT, mas passa longe de ser tachado como cópia. Em comum com o modelo alemão, só o espaço interno, ótimo para dois adultos na frente, quase inexistente para duas crianças atrás.

Pena que, ao contrário do seu rival alemão, o modelo entusiasme mais no visual do que no desempenho. Com 165 cv, o 1,6L turbo associado ao câmbio automático de seis marchas mostrou-se aquém do conjunto do carro. Se no 3008 o trem de força impressiona pelo fôlego, no esportivo ele foi eclipsado pelas outras virtudes do RCZ.

Basicamente, esse Peugeot faz curvas e freia como ninguém. Na travada pista da Fazenda Capuava, onde ele foi apresentado, foi possível notar os resultados de um sistema de freios superestimado e do centro de gravidade mais baixo. A direção eletro-hidráulica tem respostas diretas, e a comunicação do carro com o motorista é a ideal para um esportivo.

A tração dianteira e a consequente tendência de subesterço pode desanimar os mais entusiastas, mas o controle de estabilidade dá uma canja. Mesmo ligado, ele permite uma leve escapada de traseira em curvas mais rápidas. Mas apenas o suficiente para abrir um sorriso no rosto do piloto, pois logo ele toma as rédeas do RCZ.

Problema cambial
Medidos em linha reta, os números desempenho acabam ignorando as melhores partes do RCZ. Com 1.363 kg, o RCZ demora 8,4 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h, enquanto a velocidade máxima é de 213 km/h. Como referência, o 307 2,0L de 151 cv tem índices de 9,1 s e 206 km/h, respectivamente. A solução seria importar a versão de 200 cv europeia, mas por ser produzida somente com câmbio manual, ela foi descartada pela marca por não ser financeiramente viável.

Para compensar, a Peugeot recheou o RCZ que vem para o Brasil. Além do trivial para o segmento, ele tem bancos elétricos aquecidos com duas memórias, aerofólio escamoteável e um inusitado estepe com roda de liga-leve. Apesar da legislação não obrigar seu uso há um kit de reparo de furos no porta-malas, a marca optou por oferecer o item após pedidos de clientes.

Por falar em clientes, eles são mais do que a Peugeot esperava. A marca calculou que o lote inicial de 200 unidades iria durar até o final do ano, mas os pedidos dos concessionários indicam que o volume irá se esgotar antes. A Peugeot assegurou que a fila de espera do 3008 não irá se repetir, pois ele tem demanda menor do que o crossover e é produzido em outra fábrica – no caso, a Magna-Steyr, na Áustria.

A grande incógnita é sobre os próximos meses, quando a demanda reprimida dos três principais concorrentes desse segmento acabar. Após isso o consumidor terá opções distintas. O C180 se destaca pela tração traseira e preço menor, apesar de ter o motor mais fraco. O RCZ se posiciona entre as duas versões do Cooper Coupé – que, por sinal, usa o mesmo motor do Peugeot, e por isso deve brigar diretamente com o esportivo inglês. Apesar de não termos guiado o MINI ainda para definirmos o campeão dessa mais nova batalha do mercado, uma coisa é certa: quem sai ganhando com isso é o consumidor.

Viagem feita à convite da Peugeot do Brasil.
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