Presidente da Anfavea espera um 2008 de crescimento

Jackson Schneider, no cargo desde abril de 2007, fala em entrevista exclusiva, sobre mercado, Eleições, caminhões globalizados e Euro 4
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Agência Infomoto
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- Jackson Schneider, presidente da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores –, continua em cima do muro sobre a Euro 4, exatamente como na entrevista que concedeu ao WebMotors, em agosto. Como já foi antecipado por este repórter, a Euro 4 não vai entrar em vigor em janeiro de 2009, conforme manda a portaria do governo datada de 2002. Mas Jackson não fala apenas de lei de emissões. O mais importante: o presidente está otimista para 2008.

WebMotors – O mercado de veículos comerciais vai crescer neste ano como em 2007?
Jackson Schneider – Em 2007, houve um crescimento muito forte até porque havia uma base menor do ano de 2006. Acredito que neste ano haverá um crescimento significativo, mas não no patamar do incremento de 30% registrado em 2007. Trabalhamos com um número menor do que esse.

WebMotors – Em 2008, haverá eleições municipais. Qual será o impacto no mercado?
Schneider – Eu acho que a maturidade política que o Brasil alcançou já blindou a economia brasileira de qualquer influência do processo eleitoral. O mercado vai ser afetado de forma positiva por outros fatores.

WebMotors – Quais seriam esses fatores?
Schneider – O mercado deve crescer influenciado pelo preço das commodities, pelo aumento das exportações de minérios e será afetado pelo próprio crescimento da economia no geral. Na medida em que 60% do que se transporta no Brasil se transporta sobre rodas, vai haver um crescimento e uma expansão nas vendas de caminhões.

WebMotors – As montadoras de veículos comerciais estão trazendo cada vez mais produtos globalizados. Como o senhor analisa essa briga neste ano? Será maior?
Schneider – Acho que é uma briga em que o consumidor sai como vencedor. É uma briga positiva. As montadoras estão tentando cada vez mais ofertar aos consumidores o que de melhor conhecem e o que de melhor existe. É uma briga do bom mercado e espero uma continuação em 2008. Nesse mesmo sentido, atendendo às expectativas dos clientes.

WebMotors – Durante o Congresso SAE 2007, no final de novembro, um executivo de uma empresa disse que os caminhões brasileiros são pés-de-porco. O que o senhor acha dessa opinião?
Schneider – Não concordo com isso. A indústria brasileira exporta e exporta muito bem para cem diferentes destinos no mundo. Quem falou isso falou sem conhecer a indústria. Sem conhecimento de causa.

WebMotors – E qual a posição atual da Anfavea sobre a Euro 4?
Schneider – A Anfavea entende que existe uma etapa de desafios dentro do programa de redução de emissões. Temos certeza de que com todos os atores envolvidos na matéria buscaremos uma solução ambiental adequada ao país. Acho que vamos conseguir envolver num diálogo o governo, as agências reguladoras de combustíveis, fornecedores, distribuidores e a indústria automotiva.

WebMotors –O senhor acha que a Euro 4 começa em janeiro de 2009, conforme portaria do governo definida em 2002?
Schneider – Independentemente de datas, o importante é saber qual a melhor alternativa ambiental e adequada ao país. Esse é o nosso desafio e vamos construir uma posição positiva neste sentido.

WebMotors – Então o senhor acha que ela não começa...
Schneider – Eu não quero te dizer se eu acho que começa ou não...

WebMotors – Em agosto, o senhor me disse que não queria fazer nenhuma previsão. O pensamento é o mesmo?
Schneider – De novo: não é uma questão de previsão ou não. Existem prazos e tempos de adequação. A indústria já disse que necessita de três anos para desenvolver seus produtos Euro 4, depois da especificação do combustível. Essa especificação saiu em novembro*. Agora, temos que buscar a solução ambiental adequada.

*A ANP – Agência Nacional do Petróleo – definiu que o teor do enxofre que será usado no diesel Euro 4 terá 50 ppm partículas por milímetro. O diesel atual é vendido de duas maneiras. A primeira, conhecida como diesel metropolitano, vendido nas grandes capitais, tem 500 ppm de enxofre e o chamado diesel interior carrega 2000 ppm. Ou seja, o teor do enxofre seria reduzido em cem vezes no novo diesel. Uma parcela pequena, é verdade, se levado em conta que os caminhões com motores Euro 4 serão como uma gota no oceano da frota atual de cerca de 1,5 milhão de caminhões que rodam pelo Brasil.

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