Primeiras impressões: JAC T40 CVT

Câmbio CVT e motor de 138 cv deixam o T40 agradável de dirigir

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Redação WM1
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Chinês com câmbio automático era algo raro até bem pouco tempo atrás. O mercado, no entanto, é quem manda e a JAC “obedece”. Tivemos o primeiro contato ao volante do T40 CVT, o segundo modelo da marca a usar a transmissão continuamente variável e primeiro a trazer o novo motor 1.6 16V, somente a gasolina.

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Legenda: Modelo segue as mesmas linhas da versão manual.
Crédito: Divulgação

Sem mais delongas, o casamento motor/câmbio fez bem ao SUV - que tem mais pinta de hatch aventureiro. Não espere qualquer aspiração mais esportiva, mas a transmissão e o motor de 138 cv garantem desempenho competente e, o mais importante para quem gosta de CVT: conforto.

Como no SUV maior T5, aqui o câmbio é CVT “raiz”. A caixa vai no seu ritmo linear e gradual, com barulhinho de liquidificador e sem trancos. O bom é que se o motorista pisar fundo, o motor nem berra tanto como era de se esperar. Mas também não vai dar a agilidade que se pretende. Tudo é na cadência do samba.

 Interior se diferencia pela manopla do câmbio e costuras vermelhas dos bancos,
Legenda: Interior se diferencia pela manopla do câmbio e costuras vermelhas dos bancos,
Crédito: Divulgação

Já o motor 1.6 16V com duplo comando de válvulas deu outro fôlego ao T40. As respostas ao acelerador são discretamente mais rápidas que no manual. Na cidade desenvolve o suficiente para ganhar ruas e ladeiras, sem deixar o motorista na mão nas retomadas.

A 110 km/h permitidos na rodovia, o conta-giros marca respeitáveis 2.600 rpm. Aqui, o barulho do motor na cabine incomoda menos que os ruídos do vento (oriundo das vedações falhas das janelas) e que a vacilante direção com assistência elétrica, que pede correções a todo instante.

 Modelo é equipado com novo motor 1.6 16V de 138 cv de potência
Legenda: Modelo é equipado com novo motor 1.6 16V de 138 cv de potência
Crédito: Divulgação

Se a ideia for deixar a condução pouco mais empolgante que uma reunião de condomínio, vale jogar a alavanca do câmbio para o lado direito e usar as mudanças sequenciais - não há borboletas no volante, pois, segundo o presidente da JAC Brasil, Sergio Habib, “ninguém usa isso”.

Na manopla do câmbio então, as seis marchas simuladas só pontuam bem o desempenho e assim que se passa para o modo sequencial, os giros elevam-se automaticamente. Ao trabalhar em rotações mais altas, o T40 parece até mais esperto.

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Legenda: Transmissão automática é tipo CVT e simula 6 marchas
Crédito: Divulgação

A reboque do novo conjunto, o T40 CVT vem com outros equipamentos para justificar os R$ 10 mil a mais que o modelo com caixa manual de cinco marchas. A começar pelo novo quadro de instrumentos, com tela de visualização mais clara e nítida para o motorista.

A versão CVT também tem sistema start/stop, sensor de estacionamento dianteiro, ar condicionado automático e revestimento de couro com costuras vermelhas. Empresta mais capricho ao interior do T40 e mostra a evolução do acabamento da marca, apesar de algumas falhas, principalmente no revestimento bruto de plástico entre as portas e as janelas.

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Legenda: Central multimídia traz tele de 8 polegadas sensível ao toque
Crédito: Divulgação

O custo benefício atraente se mantém. O carro chega da China com Isofix, assistente à partida em rampas, central multimídia com tela de 8 polegadas e câmera de ré - só que sem espelhamento de smartphones e GPS -, retrovisor eletrocrômico, monitoramento da pressão dos pneus, chave tipo canivete e controles eletrônicos de estabilidade e de tração.

O comportamento dinâmico deixa a desejar em altas velocidade, quando a carroceria não passa tanta firmeza e oscila além do recomendável. Nas curvas, poucos sustos, mas os passageiros de trás ficam como em um barco na maré agitada.

 Novo painel de instrumentos é um dos diferenciais em relação ao JAC T40 manual
Legenda: Novo painel de instrumentos é um dos diferenciais em relação ao JAC T40 manual
Crédito: Divulgação

As novidades do SUV, porém, não completam o álbum. Inicialmente, o motor 1.6 só é movido a gasolina no T40 CVT. A JAC pretende transformá-lo em flex até o segundo semestre, mas há chances de que isso só ocorra quando o modelo passar a ser montado em Goiás, em 2019.

A opção flex ficará, por enquanto, com o T40 manual, que vai manter o 1.5 16V de 127 cv, quando abastecido com etanol - mesmo depois da produção nacional. Segundo representantes da JAC, com a configuração CVT por R$ 69.990, a estratégia é ter um distanciamento proposital de preços entre as duas versões para que a menos potente não seja totalmente canibalizada.

 Design externo não traz diferenças entre a versão automática CVT e a manual
Legenda: Design externo não traz diferenças entre a versão automática CVT e a manual
Crédito: Divulgação

Porém, essa diferença deve ser reduzida, já que o T40 manual 2018/19 chegará com o novo painel e mais caro. Dos R$ 59.990, deve ser reajustado para algo em torno de R$ 62 mil ou R$ 63 mil.

Desta forma, dos 600 T40 que a marca pretende vender por mês, 400 serão da nova versão CVT e 200 da manual. Expectativa para o segmento de SUVs onde oito em cada 10 modelos vendidos são automáticos.

Nesta conta, a JAC considera os hatches aventureiros como SUVs. De qualquer maneira, a marca chinesa quer e precisa seguir o mercado. E já está fazendo isso.

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