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Mercado de ônibus registrava recordes, agora coleciona quedas
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Agência Infomoto
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A nuvem negra de incertezas permanece sobre o mercado brasileiro automotivo. No mercado de ônibus, o ano também não começou com a corda toda. Houve um aumento nas vendas do atacado de janeiro em relação a dezembro, mas em todos os comparativos com o primeiro mês de 2008, há derrotas gritantes.

Há que se pesar que o ano de 2008 foi histórico. Todos os recordes foram batidos e a maioria dos especialistas imaginava, antes da crise, que já seria difícil ultrapassar seguidamente esses patamares registrados em 2008.

De qualquer forma, ninguém imaginava que uma crise fosse chegar e assustar o mercado. Alguns ainda dizem que não há como dimensionar os impactos da crise ou que ela é passageira e empresas a estão usando para culpar qualquer atitude mais radical.

Por enquanto, resta ao segmento aguardar. Os frotistas precisam de veículos econômicos e de preço. Vão aproveitar as oportunidades do mercado, mas apenas se houver necessidade e serviço.

Sempre foi assim e dificilmente haverá mudança nesta filosofia que vem de raízes familiares, como a maioria das empresas de ônibus do país.

Números

Nas vendas do atacado o mercado de chassis de ônibus registrou uma elevação de 40,6%. Em dezembro foram comercializados 1.207 chassis. Em janeiro, 1.697.

No comparativo a janeiro de 2008, a redução chega a 35,4%. Nesse período foram vendidas 2.627 unidades.

No primeiro mês do ano, foram licenciados 1.406 chassis nacionais e importados. Volume que representa uma queda de 39% em relação às 2.304 unidades registradas em dezembro. Comparando com janeiro de 2008 1.600 a retração atinge 12,1%.

Produção aumenta 108,5%

Provavelmente, por acordos já firmados no ano passado, a produção de ônibus começou em alto giro. O acréscimo em relação a dezembro 1.274 foi de 108,5%. Saíram das fábricas, 2.656 unidades, entre produtos montados e kits CKD.

Em janeiro do ano passado, o patamar foi de 3.763 chassis. Queda de 29,4%.

Nas exportações, só quedas. No mês passado, seguiram aos portos 649 unidades, 34,2% a menos do que em relação a dezembro 986. No comparativo a janeiro de 2008 732, o recuo registra 11,3%.

Sobre 2009, Jackson Schneider, presidente da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, seguiu o mesmo discurso adotado para o mercado de caminhões. “Não há como fazer previsões neste momento. É prudente esperar mais um pouco. É um direito da Anfavea não divulgar projeções agora”.

Não tem jeito, basta ao mercado esperar pelos próximos capítulos. Com torcida e figas dos profissionais do setor para um final feliz.


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