RAM 2500 está mais forte e requintada

Heavy Duty reboca até 7.750 kg e tem motor Cummins 6.7 de 104 kgf.m de torque
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Marcelo Monegato
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(Tuiuti-SP) ‘Trambolho desnecessário’ para grande parte dos ‘urbanoides das selvas de pedra’. ‘Limusine bruta’ para a bancada ruralista abonada deste ‘mundão veio sem fronteira’. Com personalidade antagônica dependendo da localização, renasce para o mercado brasileiro após quase um ano de ausência a RAM 2500, picape grande fabricada no México que parte de R$ 249.900 em única versão Laramie 4x4 Crew Cab.

A RAM impressiona no primeiro contato. “É maior que caminhão”, brincam alguns jornalistas ao ver a grandalhona estacionada – e até que não estão errados, já que para dirigir uma dessas é preciso ter carteira de habilitação categoria C. São 6,03 metros de comprimento (3,79 metros de distância entre os eixos), 1,97 metro de altura e 2,01 metros de largura (com os espelhos retrovisores). Dá para imaginar rodando na Avenida Interlagos no horário de rush entre os motociclistas ou procurando uma vaga no estacionamento do shopping? Já rodar em uma estrada de terra no campo...

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E é exatamente por isso que os executivos da RAM pensam em vender cerca de 1.000 unidades em um ano (cerca de 80 por mês) e em mercados rurais, longe dos grandes centros, como São Paulo ou Belo Horizonte. Para eles, a força do agrobusiness – setor da economia que menos sente as dores do momento turbulento da economia – pode alavancar as vendas da 2500. Do mercado total de picapes, a RAM quer abocanhar 3%. Atualmente existem 48 concessionárias aptas a vender a picapona.

SEM REFERÊNCIAS

A RAM 2500 é a única em seu segmento. Não tem rivais. Nos Estados Unidos, onde o mercado de heavy Duty é extremamente forte e competitivo, ela é o 3ª colocada entre os veículos mais vendidos – isso incluindo carros de passeio -, ficando atrás apenas das duas principais concorrentes: Ford F150 (1ª) e Chevrolet Silverado (2ª).

E por não contar com uma concorrente, apenas com um know how de vender picapes no Brasil desde 2005, a RAM desenhou um pacote bastante generoso para a 2500. Começando pelo pacote que interfere direto no trabalho...

A grandalhona é equipada com motor 6.7 de seis cilindros em linha turbodiesel produzido pela Cummins. Este propulsor é exatamente o mesmo da última geração comercializada no Brasil, mas com algumas evoluções (injeção de combustível remapeada, por exemplo) que a deixaram mais vigorosa. A potência saltou de 310 cv para 330 cv e o torque foi de generosos 85 kgf.m para impressionantes 104 kgf.m. O câmbio é automático de seis marchas – anterior era de apenas quatro.

Números bons? Com certeza! Principalmente se levarmos em conta que pesa 3.410 quilos. Sua capacidade de reboque, por exemplo, é de 7.750 quilos – antes era de 5.500 quilos. Já a capacidade de carga é de 1.030 quilos – a caçamba tem 1.240 litros e já vem com extensor de série. O legal é que nas laterais da caçamba tem dois armazenamentos, chamados de Rambox, com capacidade (cada uma) de 132 litros. Já no interior, sob o banco traseiro, tem mais um compartimento para guardar ferramentas – para acessá-lo, é preciso rebater os assentos.

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BRUTA COMPORTADA

Em um primeiro contato, a RAM 2500 mostrou-se dócil. Dócil? Exatamente. Apesar de toda esta usina de vitalidade sob o capô, os controles de tração e estabilidade são muito atuantes. Mesmo ‘carcando’ o pé direito no acelerador, o ganho de velocidade é gradativo e seguro – isso em linha reta ou em curva, e com tração 4x2. Apenas quando avaliamos a picape em uma estrada de terra batida e extremamente escorregadia por conta das chuvas, a traseira, com a caçamba vazia e já com o seletor na posição 4x4 (tração nas quatro rodas pode ser acionada com o carro trafegando a até 88 km/h), dançou um pouco, mas nada fora do controle. Já a opção reduzida de tração não tivemos a oportunidade de experimentar.

A suspensão tem comportamento firme, com five-link com braço arrastado na dianteira e three-link com braço arrastado.

Ao volante, a sensação é de ser dono do espaço todo. Ver tudo o que está acontecendo, seja pela posição extremamente elevada ao volante, ou pelos espelhos retrovisores avantajados, transmite uma sensação de segurança. Os ajustes elétricos do banco (motorista e passageiro) e manuais da coluna de direção em termos de altura e profundidade (poderiam ser elétricos também) permitem ‘vestir’ a picape tamanho GGG. Aliás, a principal dificuldade inicial é subir na RAM, mas os estribos laterais, que são de série, facilitam o exercício.

Os assentos são revestidos em couro (tom preto ou castanho claro) e têm função de aquecimento e ventilação. Apesar de grande, o volante tem boa empunhadura e é multifuncional – lembra o dos Dodge Journey e Durango. Uma das características que atesta a cultura norte-americana nesta mexicana apenas de nascimento, é a alavanca de câmbio na coluna de direção. Solução que abre espaço para um console central maior e com mais porta-trecos. Outra coisa que chama a atenção é que o design interno e todo quadradão, o que fica muito legal – em automóveis de passeio tal conceito não funciona muito bem.

O ponto alto, no entanto, é a central multimídia Uconnect com tela sensível ao toque de 8,4 polegadas. Entre as inúmeras funções estão a navegação por GPS e o controle do sistema de som Alpine, com nove alto-falantes (incluindo dois no teto) e um subwoofer.

Outros equipamentos de série são: ar-condicionado, direção hidráulica, controlador de velocidade, seis airbags, freios com ABS (antitravamento) e EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem), sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, câmera de ré, rodas de liga leve de 18 polegadas (pneus 275/70 R18), chave presencial + tecnologia que permite ligar o motor da RAM 2500 a 100 metros de distância (sem destravar as portas), travas e vidros elétricos, espelhos retrovisores elétricos com função tilt down (inclina o espelho para mostrar a guia em uma manobra) e painel de instrumentos com tela de TFT de 7 polegadas com as funções do computador de bordo.

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CONCLUSÃO

Sem concorrentes, a RAM 2500 volta para abocanhar o consumidor premium que não tem sofrido diretamente com o momento econômico do País. Vender 1.000 unidades em um ano? Tem tudo para atingir este número – as primeiras picapes foram comercializadas mesmo sem a marca anunciar o retorno da ‘grandalhona’. Por R$ 250.000, tem custo-benefício bom não apenas pela longa lista de equipamentos de série, mas também pela capacidade (muito) acima da média para o trabalho. A ressalva fica apenas para sua total falta de praticidade para viver nas cidades. Enorme, seu rodar em São Paulo deve ser igual a caminhar sobre ovos. Já neste ‘mundão véio sem fronteira’, a RAM 2500 estará em seu habitat mais que natural. Seja bem-vinda de volta!

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