RAM volta ao Brasil como marca oferecendo força bruta por R$ 150 mil

Picape de três toneladas se destaca pelo tamanho e pela potência
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Rodrigo Ribeiro
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(02 – 04 – 2012 – Rio de Janeiro) - Sabe quando você fala que certos carros são tão grandes que parecem caminhões? Bem, no caso da Dodge Ram, não é um exagero. Ou melhor, RAM 2.500, novo nome da maior picape fabricada em série com importação oficial à venda no Brasil. Com peso bruto total (PBT) de 4.354 kg, o modelo se enquadra na categoria de caminhões pelo Código de Trânsito Brasileiro, exigindo uma carteira de habilitação de categoria “C” para sua condução. Como nem todo jornalista possui essa habilitação, a Chrysler optou por apresentar o monstrengo em um local fechado – mais precisamente, no Autódromo (mutilado) de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

O modelo disponível para o test-drive é o único a ser oferecido no Brasil, o 2.500 Laramie. Versão intermediária nos Estados Unidos (onde há ainda o RAM 1.500 e 3.500), o modelo chega aos concessionários por R$ 146.899 nos estados do Norte e Nordeste (mais Espírito Santo) e R$ 149.900 nos demais estados. O modelo é equipado com um motor turbodiesel Cummins (de caminhão) com seis cilindros e 310 cv de potência, ligado a um câmbio automático de seis marchas com alavanca na coluna de direção e tração 4x4 com reduzida. A versão norte-americana tem 40 cv a mais, privilégio do motor calibrado apenas para diesel S50. No Brasil, ao contrário do que fez a Volkswagen com o Amarok, a Chrysler optou por preparar o motor do RAM 2.500 para consumir diesel de até 800 ppm de enxofre (S800), ainda existente no interior do País.

Delicado como um elefante
A força extra, porém, não faz falta. Com 3.279 kg de peso em ordem de marcha, o que interessa para o 2.500 é força, e isso o Cummins tem de sobra. São 84,6 kgfm de torque a ínfimos 1.500 rpm. Na prática parece que toda essa força só entra em ação acima dos 2.000 rpm. A impressão é criada pelos recursos eletrônicos do modelo (controle de tração, estabilidade, anti-capotamento, etc...), que impedem o propulsor com turbo de geometria variável queimar rapidamente os pneus 265/70 R17.

Mesmo assim, a partir das 2.200 rpm, quando o RAM encontra tração suficiente, o coice da aceleração é impressionante para o porte do modelo. A brutalidade dessa picape GG acaba fazendo com que inicialmente o modelo fosse guiado com uma suavidade diametralmente oposta ao porte do 2.500. Mas bastaram algumas curvas para ganhar confiança no rústico (e confiável) sistema de suspensão com eixo rígido nos dois eixos. É verdade que os sistemas eletrônicos atuavam em quase todas as curvas, mas se levarmos em conta que o asfalto estava molhado e que este RAM pesa quase o dobro de um Toyota Hilux, seu comportamento é surpreendente.

A proposta do carro quase caminhão, claro, é outra. Segundo a Chrysler, o consumidor desse modelo é um “picapeiro de longa data”, com conhecimento técnico avançado. Esse público, aliás, foi um dos motivos que motivou a segregação da RAM da divisão Dodge, contando inclusive com concessionários exclusivos nos EUA em 2013. No Brasil ele será vendido ao lado de outros modelos da Chrysler, mas voltado para fazendeiros e pessoas que precisem de grande capacidade de tração.

Isso porque o forte do RAM 2.500 não é capacidade de carga. Na verdade, em sua caçamba de 1.600 litros só podem ser levados 1.075 kg, índice similar a de um VW Kombi. Acoplado a seu suporte de reboque de série (com tomadas para luzes e freios elétricos embutidas) podem ser puxados 2.000 kg, valor superior mas que ainda impede o modelo de puxar outro igual a ele. Porém, se equipado com quinta roda (engate encontrado em cavalos-mecânicos para puxar carretas), o RAM 2.500 leva até 5.624 kg, carga equivalente à de pequenos caminhões, conhecidos nas grandes cidades como VUCs (Veículo Urbano de Carga).

Tamanho é documento
Potente como um caminhão, pode puxar uma carreta como um caminhão e precisa de habilitação de caminhão. Com essas características, o RAM 2.500 deixa claro que sua briga não é com Hilux e Cia.. Na verdade, sua briga agora é solitária, já que seu único concorrente, o Ford F250, deixou de ser fabricado pela marca no início deste ano.

“Mas é importante lembrar que brasileiro não compara carros por categoria, e sim, por faixa de preço”, afirmou Emílio Paganoni, gerente de produtos da Chrysler, esperando roubar alguns clientes das versões topo de linha das picapes médias. A meta de vendas da marca é faturar até 2.000 RAM por ano, marca fácil de se obter (só no ano passado o F250 vendeu 2.500 unidades). Difícil mesmo é encontrar 11.600 metros de área livre, comprimento somado de todas as picapes que a empresa pretende vender esse ano.

Gosta de picapes grandes?
Há poucos modelos dessa categoria no Brasil, incluindo a Ford F150 Raptor testada por nós. Por isso, dê uma olhada também nas picapes médias!
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