Renault apresenta o Clio III Sport

Novo hatch da marca traz motor 2,0-litros de 197 cv; modelo não tem previsão de fabricação no Brasil
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Gustavo Ruffo
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- É bem verdade que o Brasil quase não tem boas estradas, mas nosso asfalto bem que merecia contar com um carrinho pequeno que andasse tão bem quanto o novo Clio III Sport. Terceira geração do Clio na categoria chamada de pocket rocket, ou foguete de bolso, o novo hatch vem equipado com um motor 2,0-litros de dar inveja ao Laguna: ele rende nada menos do que 197 cv, quase 100 cv por litro de deslocamento.

Se não é nenhum absurdo em termos de potência específica, visto existir o Honda S200, com motor 2,0-litros de 240 cv, não dá para negar que um propulsor com aspiração natural, ou seja, sem o auxílio de um turbo ou compressor, como o Gol Turbo, que tirava 112 cv de seu quatro-cilindros 1,0-litro, merece elogios quando atinge números iguais aos do pequeno Renault. Mas não é só de potência que viverá o pequeno esportivo. Nele foi feito todo um trabalho de refinamento visando performance.

A aerodinâmica, por exemplo recebeu o reforço de extratores de ar verdadeiramente funcionais ao contrário dos apêndices usados em carros brasileiros, quase sempre de mero efeito decorativo. Os extratores canalizam o ar nas laterais e criam um fluxo que mantém a traseira do Clio Sport bem firme no chão em estradas, ele chega a 40 kg; em pistas, a 70 kg. Vale lembrar que o carrinho tem tração dianteira, o que torna o recurso especialmente útil.

Ele traz também difusores de ar, igualmente efetivos. No caso desse dispositivo, ele faz o ar que passa pelo fundo liso da carroceria ser acelerado antes de ser expulso pela traseira. Isso gera uma zona de baixa pressão sob a carroceria que “suga” o carro para baixo. Imagine você mesmo o que isso faz pela estabilidade do carro... Além de funcionarem, os difusores conferem ao carro um aspecto bastante agressivo.

A carroceria, apesar de ser muito parecida com a de um Clio III normal, sofreu modificações. Em primeiro lugar, as bitolas dianteira e traseira sofreram um aumento respectivamente de 4,8 cm e 5 cm. O sistema de suspensão, reformulado, permitiu também um ganho em entreeixos, que passou para 2,58 m, contra 2,57 m uma das versões comuns do carro.

A suspensão ficou mais rígida, com destaque para o conjunto dianteiro, chamado pela empresa de braços de duplo eixo. Em resumo, ele difere de uma suspensão McPherson comum por não haver interferência entre a suspensão e os eixos motrizes do carro, o que, segundo a empresa, minimizam bastante as reações de torque.

Nas rodas, de aro 17’’ e calçadas com pneus de medida 215/45R17, largos freios Brembo, de 312 mm na dianteira e 300 mm na traseira, com quatro pistões, tornam a frenagem ainda mais eficiente.

Voltando à parte mais interessante, o motor, ele atinge sua potência máxima a 7.250 rpm. A linha vermelha começa em 7.500 rpm, um deleita para quem gosta de motores que giram alto. Com comando de válvulas variável, o torque se mantém em sua faixa máxima dos 3.000 rpm aos 6.000 rpm, faixa essa na casa dos 21 kgm. O pico é de 21,9 kgm a 5.500 rpm.

Já que o objetivo era de muito desempenho, o Clio III o entrega com gosto: sua velocidade máxima é de 215 km/h, limitada pelo giro do motor, de 7.000 rpm em sexta marcha. Os 100 km/h, partindo do 0, chegam em 6,9 s.

Comercializado em cinco cores e repleto de equipamentos, como ABS, ar-condicionado, direção hidráulica, com a opção de faróis de xenônio, navegação por satélite e retrovisores rebatíveis eletricamente, o novo Clio III Sport custará 23 mil euros sem os opcionais. Dá algo em torno de R$ 66 mil. No Brasil, o valor certamente seria maior e o público, pequeno por razões meramente financeiras, não justificaria sua produção. Azar o nosso.
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