Renault Duster chega ao Brasil partindo de R$ 51 mil

Mais espaçoso e equipado, modelo mira nos consumidores do Ford EcoSport
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Rodrigo Ribeiro
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– Foz do Iguaçú - PR – Em 2003 a Ford descobriu uma fórmula brilhante: construir um SUV usando a plataforma de um compacto, apostando mais no visual do carro do que na sua real desenvoltura no off-road. É difícil de acreditar, mas somente em 2011 o best-seller EcoSport ganhou um rival direto: o Renault Duster.

Baseado na arquitetura do Logan e Sandero, o SUV paranaense oferece as mesmíssimas variações encontradas no utilitário da Ford. O Duster chega às lojas a partir de R$ 50.900, na versão 1,6 16V. O motor, ligado à um câmbio manual de cinco marchas, também empurra as versões Expression R$ 53.200 e Dynamique R$ 56.600. O motor 2,0L 16V é oferecido nas versões Dynamique com câmbio manual de seis marchas R$ 60.600 e automático de quatro velocidades R$ 64.600. Esta última versão terá o mesmo preço do Duster 4x4 manual. Confira os principais itens de série de cada versão:

1,6 16V: Ar-condicionado, direção hidráulica, travas e vidros dianteiros elétricos
1,6 16V Expression: Para-choques na cor da carroceria, vidros traseiros elétricos, airbag duplo
1,6 16V/ 2,0 16V Dynamique Man/Aut: Rodas de liga-leve de 16”, retrovisor elétrico, rádio com MP3 e USB, computador de bordo
2,0 16V 4x4: rodas pretas, faróis dianteiros com máscara negra

Em comum entre todas elas há o visual meio quadradão, idêntico à versão produzida pela Dacia na Europa. O resultado pode não agradar a todos, mas não há como negar que os designers da Renault conseguiram criar um SUV com estilo agressivo sem abusar de penduricalhos grudados na carroceria. Olhando o Duster ao vivo, fica até difícil imaginar o modelo com um estepe no porta-malas, clássico símbolo dos off-road que foi dispensado pela marca.

Mas como há sempre alguém que goste de acessórios a laEcoSport, a Renault irá oferecer através dos concessionários uma linha completa de equipamentos, conforme o WebMotors antecipou com exclusividade. Também será nas lojas da marca que o sensor de estacionamento será oferecido, seguindo a tendência aberta por outras marcas para aumentar os lucros dos concessionários.

Sandero feelings
Por dentro todos os Duster também serão quase idênticos. Com um ou outro plástico, botão ou manopla diferente, o modelo tem o acabamento similar ao empregado no Sandero. Diversas peças, aliás, são emprestadas do hatch, incluindo as folhas de porta, o volante com regulagem apenas para altura e o desajeitado comando para regular os retrovisores localizado abaixo do freio de mão.

Isso explica o uso do plástico em praticamente qualquer lugar onde se olhe ou toque dentro do SUV. Não é nada que os rivais do Renault não façam, mas a textura e encaixe ruim de alguns componentes, como a tampa do airbag do passageiro, pesam contra o Duster. Contudo, o parentesco com o Sandero também se mostra nas virtudes, com espaço de sobra para quatro adultos, incluindo o teto alto – que acabou sendo mal-aproveitado com um pouco útil porta-treco.

Personalidades diferentes
Durante o lançamento do Duster, em Foz do Iguaçu PR, a Renault disponibilizou todas as variações mecânicas do modelo para um curto test-drive na estrada – e fora dela. Ficaram de fora o Duster de entrada e o Expression, cuja mecânica é a mesma do Dynamique 1,6 16V, primeiro modelo avaliado por nós.

Apesar dos 115 cv com etanol do modelo não impressionarem à primeira vista, os modestos 1.258 kg explicam a desenvoltura desse Duster. Como ocorre no EcoSport, o modelo pede reduções de marcha para ultrapassagens e subidas mais íngremes, mas surpreende pelo fôlego em baixas rotações – principalmente se considerarmos que o cabeçote de 16V não tem comando variável. O câmbio tem engates precisos, apesar do curso um pouco longo da alavanca. A direção hidráulica é um pouco pesada, mas tem respostas diretas. Aqui a surpresa ficou por conta da suspensão, confortável sem permitir oscilações exageradas da carroceria.

Inclusive é na suspensão que o Duster 2,0L se difere mais da versão com motor mais fraco. Com 142 cv com etanol 138 cv com gasolina, o propulsor repete o bom desempenho do antigo Mégane, que emprestou o bloco. Do sedã também veio a boa transmissão de seis marchas, que aproveita bem os 20,9 kgfm de torque. Essa versão é a mais indicada para quem gosta de andar mais rápido.

Isso porque o Duster equipado com câmbio automático mostrou-se anestesiado. Culpa da caixa de quatro velocidades também usada no Sandero e Logan, com relações de marcha alongadas. Mesmo usando a troca seqüencial pela alavanca, é preciso ter paciência enquanto o conta-giros corre preguiçosamente pelo painel. Sem pisar fundo no acelerador, a caixa oferece trocas suaves, indicando que seu ambiente é mesmo o anda e para da cidade grande.

Para quem quiser realmente sair da selva de pedra há o Duster 4x4. Com primeira marcha bem curta e bloqueio central de diferencial, o modelo em tese atende aos requisitos para usar um motor a diesel, mas essa opção não é cogitada – ainda – pela Renault, por não ser considerada viável financeiramente. Independente nas quatro rodas, a suspensão é a mais firme de todas as versões. Curiosamente, esse modelo tem o porta-malas menor 400 litros, contra 475 dos demais, culpa do diferencial traseiro. A tração pode ser 4x4 sob demanda ou dianteira, solução que poupa pneus e combustível no uso urbano.

Com qualquer motorização ou transmissão, o Duster mostra que a Renault aprendeu com o EcoSport. Perante o rival baiano e os goianos Pajero TR4 e o antigo Hyundai Tucson, o modelo no mínimo se equipara, superando-os na maioria das vezes. O problema é que o modelo da Ford está às vésperas de uma mudança completa, com uma geração mais atual e, segundo fontes, mais voltada para o uso urbano. Caso isso ocorra, será uma reviravolta para o Duster. Mas até lá ainda há tempo para a Renault aproveitar a quase decana fórmula do sucesso SUV.

Viagem feita à convite da Renault do Brasil
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