Salão de Detroit 2009: Veja as novidades do 1º dia

Apesar da crise, o evento norte-americano apresenta grandes novidades. Acompanhe o clima e os lançamentos que estão pairando por lá
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Fernando Calmon
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- Um panorama bastante diferente em relação aos anos anteriores comprova o que já se esperava. Em 2009, o Salão Internacional da América do Norte completa 21 anos como evento internacional – mais conhecido como Salão de Detroit tem 102 anos de história –, refletindo a grave crise financeira e econômica mundial.

O mercado automobilístico americano em particular é o atingido com maior rigor. As vendas de mais de 50 marcas incluindo importadas e estrangeiras fabricadas localmente caíram cerca de 20% em 2008 ou 3 milhões de unidades a menos. Para se ter idéia do tombo, no ano recordista de 2000 foram comercializadas quase 18 milhões de unidades inclui caminhões. Em 2007, saíram das lojas 16,2 milhões; em 2008, 13,2 milhões. Este ano a previsão é de 12,2 milhões de unidades.

Os três grupos americanos – GM, Ford e Chrysler – caíram acima da media em 2008. A Ford conseguiu pequenos incrementos de participação nos últimos três meses do ano passado graças à discreta reação do mercado de picapes e utilitários esporte e a queda de mais de 50% no preço da gasolina.

A nova picape pesada Ford F150 ganhou o titulo de Comercial Leve do Ano da América do Norte em escolha de 50 jornalistas dos EUA e Canadá. O Carro do Ano, na mesma eleição, foi o Hyundai Genesis, que superou 14 finalistas. Pela primeira vez um modelo sul-coreano ganhou esse titulo. Em 15 anos, oito automóveis americanos foram eleitos no ano passado, Chevrolet Malibu, quatro europeus e três japoneses.

Esse panorama se refletiu numa serie de desistências. Nissan, Ferrari, Land Rover, Suzuki, Isuzu e Porsche esta havia saído em 2007. A Rolls-Royce, embora indicada na planta distribuída pela organização, não apareceu. Mitsubishi desistiu de desistir, mas seu estande se resume a uma pequena área, meia dúzia de carros e um pequeno balcão, sem luzes ou recepcionistas. Todos os demais estandes têm decoração extremamente simplificada, sem receptivo para jornalistas como nas outras edições.

Os corredores ficaram mais largos. Com grandes espaços liberados, empresas de autopeças, como a Denso, estão no pavilhão principal pela primeira vez. As duas marchas chinesas, BYD com um modelo copiado do antigo Corolla, batizado de F3DM e Brilliance, subiram do pouco visitado subsolo para o espaço principal.

No subsolo, 90% da área está ocupada por uma pista improvisada, mas bem-feita com acostamento de terra e fontes de água onde veículos híbridos e elétricos de série podiam ser dirigidos por um traçado curto e cheio de curvas. Deslocavam-se sob total silêncio e zero de emissões produtos dos três fabricantes de Detroit, alguns independentes e um Mitsubishi MiEv, subcompacto elétrico exibido no Salão de Tóquio de 2007 como carro conceito e assim permanece ate hoje.

No domingo, primeiro dos três dias reservado à imprensa, as apresentações aconteceram sob total discrição. A pirotecnia que havia sido muito reduzida desde o ano passado desapareceu por completo. No ginásio de esportes anexado ao Cobo Center, onde a Ford há mais de 40 anos faz seus lançamentos, a única ousadia foi arrancada cantando pneus do Mustang Shelby GT500 um cupê e um conversível. Lança-chamas e fogos de artifício, que impressionavam em anos anteriores por ocorrer em ambiente coberto, ficou restrito a lembranças de um passado de boas-vendas e lucratividade.

A GM montou o que chamou de parada americana. Os principais modelos passavam por um corredor, enquanto uma torcida organizada ovacionava cada participante do desfile e agitava flamulas. Tudo refletindo os tempos austeros. A área total ocupada é menor do que em outros anos e os kits de informação à imprensa foram muito simplificados. O tradicional encontro de Rick Wagoner, principal executivo mundial da GM, com a imprensa brasileira foi cancelado este ano.

Alias, com exceção de BMW, Mercedes e Audi que ainda distribuem kits um pouco mais elaborados, os demais limitam-se ao essencial. A única apresentação com alguma animação – quatro bailarinos em evoluções em torno do carro – aconteceu durante o lançamento do roadster conceitual da Volkswagen.

Por fim, um pormenor curioso. Cães farejadores da polícia que de forma aleatória examinavam mochilas e bolsas dos jornalistas, antes de adentrar no pavilhão principal, não se apresentaram este ano. Havia nítida preocupação dos organizadores em desanuviar o ambiente de espaços vazios, antes disputados. A impressao é de que há menos jornalistas do exterior em Detroit 2009.

As novidades

Algumas surpresas foram reservadas no primeiro dia de imprensa, domingo, 11. Uma delas o Cadillac Converj segunda imagem da matéria, bonito e arrojado cupê esporte, classificado corretamente como modelo elétrico de autonomia estendida. Partilha o mesmo conjunto mecânico do Chevrolet Volt, previsto para o começo de 2011, apresentado aqui em 2008: tração elétrica permanente e um motor a combustão turbo de pequena cilindrada com a função única de recarregar a bateria. O carro pode circular 60 km apenas com a carga inicial da bateria de ion de lítio a partir de uma tomada comum e depois rodar ate 800 km quando o motor convencional entra em funcionamento como gerador com baixíssimas emissões e consumo de combustível gasolina ou etanol E85.

O 200 C Concept da Chrysler terceira imagem da matéria segue exatamente a mesma fórmula do Volt. Trata-se de um carro menor que o macudo 300 C de tração traseira. O desenho é agradável com grade frontal que lembra a de um Mercedes-Benz Classe S coincidência ou não, a Daimler ainda mantém 20% do capital da Chrysler depois de vender o restante para o atribulado grupo financeiro americano Cerberus. Alguns detalhes estão por definir: se o motor elétrico de 268 cv manterá a tração traseira ou mudará para dianteira. Seu porte é o do atual Sebring, previsto para ser substituído em 2011.

Outra surpresa foi o Dodge Circuit Concept. Um pequeno cupê esporte de dois lugares elétrico a bateria, levemente inspirado nas linhas do Viper, montado na fábrica inglesa da Lotus. Não se anunciaram pormenores do chassi.

Grife do grupo Toyota, a estréia do Lexus HS 250 teve um significado especial. No Salão de Detroit, há exatos 20 anos, surgiu o primeiro Lexus para desafiar o trio de ferro de marcas alemães premium Audi, BMW e Mercedes. No inicio à venda apenas nos EUA, a fábrica anunciou que se trata do primeiro sedã, da faixa inicial de alto luxo, a ser apenas produzido na versão híbrida.

A Ford mantém seus projetos tanto em híbridos como elétricos a bateria para os próximos anos. No entanto, a tecnologia de downsizing Ecoboost é a sua aposta principal. Motores a gasolina ou flex V6 com dois turbos de dimensões reduzidas Garret e injeção direta de gasolina estarão em 90% de todos os modelos grandes e médios inclusive picapes e utilitários esporte até 2013 como alternativas aos V8: mesma potência e torque, porém com consumo cerca de 20% menor.

O novo Ford Taurus imagem de abertura da matéria, modelos grande de tração dianteira ou integral, apresentado em Detroit e à venda em junho próximo, impressionou por sua nítida inspiração no estilo europeu, interior sofisticado e nível elevado de equipamentos.

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