Salão de Frankfurt: imagem própria

Principal mostra europeia revela que fabricantes buscam renovar suas identidades
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– Frankfurt/Alemanha – Xangai, Doha, Genebra, Bolonha, Paris, Detroit, Tóquio, São Paulo... Os salões de automóvel se sucedem mundo afora, mês após mês. E os fabricantes de automóveis se veem obrigados a fazer boa figura em cada um deles. Afinal, um salão nada mais é que uma feira chique, uma espécie de vitrine montada em cada canto do planeta para atrair compradores. Como ninguém consegue produzir tantos modelos novos para tantos eventos, as marcas têm buscado, pelo menos, se diferenciar das outras para sair da multidão. E o caminho mais curto é pelo design. As linhas que caracterizam os modelos de uma determinada fabricante, a chamada identidade de marca, duravam quase toda a geração do modelo. Agora passam por duas ou três mudanças substanciais em um ciclo de vida de seis ou sete anos. No Salão de Frankfurt esse fenômeno ficou bastante evidente.

Mesmo as marcas alemãs, que costumam fazer valer o “mando de campo” com um grande número de modelos, desta vez se satisfizeram com poucas novidades e alguns conceitos que permitissem a antevisão do design dos próximos anos. No caso da Mercedes-Benz, esse modelo era o Classe A Concept. Além dele, a marca que se autointitula “a inventora do automóvel” mostrou de inédito apenas o novo Classe B, que traz linhas mais harmoniosas e um porte que o aproxima do BMW X1 – um crossover com uma pitada a mais de station. Mas, como eram poucas as atrações, a terceira geração da Classe M, por exemplo, que já havia sido lançada oficialmente, foi também exibida como novidade.

As atrações na BMW ficaram em nível semelhante. De novo mesmo, apenas a nova Serie 1. Ela foi totalmente remodelada, mas nem parece. Formato e dimensões praticamente não se alteraram. Mas a frente já traz a nova cara da marca, com o capô mais bicudo e a grade bipartida mais horizontalizada. Na mesma empresa, mas em outra marca, a Mini aproveitou o evento em Frankfurt para apresentar o novo Mini Coupe. A Volkswagen concentrou seus esforços na grande meta da empresa nos últimos anos, que é ser a maior do mundo ate 2018. Para isso, apresentou o novo Beetle, feito no México, e investiu na retomada do segmento de subcompactos na Europa com o lançamento do Up!.

O carrinho, que também estreia o novo visual frontal da marca, em que a grade dá lugar a um filete, tem enormes chances de ser produzido no Brasil – onde poderia se juntar às fileiras da matriz na busca da hegemonia para a marca alemã. O projeto é lançar aqui uma versão com quatro portas, que pudesse brigar com o novo Uno, na faixa de R$ 23 mil, mas quase sem equipamentos. Por esse mesmo valor convertido em euros, o Up! chega ao mercado europeu bem completo. A Volkswagen ainda não decidiu se vai ampliar uma de suas fabricas no Brasil ou construir uma nova – seria, então, uma das oito prometidas pela empresa em todo mundo nos próximos três anos.

Outra empresa do grupo, a Porsche, revelou a nova geração do 911. Como sempre ocorre com a marca de Stuttgart, as mudanças têm um caráter mais evolutivo do que revolucionário. Parte da mesma holding, a Audi foi a mais comedida das alemãs. Seu belo estande, construído em uma área fora dos gigantescos pavilhões do evento, tinha apenas um modesto conceito do A2 – que não conseguiu se distanciar muito do modelo-base, o Polo quatro portas – e a versão conversível do R8 GT.

Um dos modelos que chamou bastante atenção foi o novo Hyundai i30. O hatch ganhou um desenho de frente mais agressivo e uma traseira menos “inspirada” no BMW Serie 1. A marca coreana, que é uma das principais responsáveis pela atual inquietude de estilo da indústria, substituiu a primeira geração do modelo depois de apenas cinco anos de mercado. Esta política agressiva de investimento – incentivada pelo governo da Coreia do Sul – tem deixado os rivais nervosos. Principalmente os alemães, já que tanto a Hyundai quanto sua subsidiária com modelos mais populares, a Kia, desenham e projetam seus carros de olho nos automóveis germânicos. Foi exatamente isso que fizeram, em passado recente, os japoneses em relação ao mercado dos Estados Unidos. Atualmente as grandes japonesas, Honda e Toyota, estão quietas, lambendo as feridas causadas pelo tsunami de março. A maior novidade veio da Honda, com a nova geração do Civic europeu, que só existe em versão hatch.

As marcas americanas, por sua vez, parecem mais dedicadas em retomar a rentabilidade das operações, sem se preocupar muito intensamente com volumes. A Chevrolet apresentou na Alemanha dois modelos recém-lançados no mercado norte-americano, que representam vendas pequenas na Europa, mas que são importantes no Brasil. O Malibu passou por um face-lift que deixou seu visual mais equilibrado e a traseira bem mais moderna. A outra novidade é a pick-up grande Colorado, que não vai chegar ao Brasil, mas traz as linhas que orientam o desenho da nova S-10.

A Ford é melhor ambientada na Europa que a conterrânea e escolheu o salão alemão para mostrar a nova identidade da marca, na frente do conceito Evos. Tirando as portas, que se abrem para cima e se assemelham a pétalas, o formato da grade, o afilamento dos faróis e a musculatura em torno dos faróis auxiliares vão estar presentes em todas as reestilizações na marca nos próximos anos. O próprio Evos é o embrião do próximo modelo médio-grande, que substituirá o Mondeo na Europa e o Fusion nas Américas. A unificação dos modelos faz parte da estratégia da Ford de reduzir o numero de plataformas para uma dúzia – há poucos anos, eram mais de 90 em todo o mundo.

As demais marcas europeias não investiram muito forte no evento alemão. A Fiat apresentou apenas o Panda pós-face-lift. Já a subsidiária superesportiva Ferrari exibiu a versão Spider da 458. Peugeot e Citroën mostraram dois conceitos interessantes – o HX1 da primeira e o furgão Tubik da segunda. E a linha DS da Citroën ganhou o seu maior modelo, o hatch denominado DS5. Enquanto isso, a Renault, no extremo oposto, apresentou a terceira geração do monovolume compacto Twingo.

Principais destaques do Salão de Frankfurt 2011

Audi A2 ­
A Audi apresentou o seu conceito elétrico, que deve chegar ao mercado em 2013. O monovolume é equipado com um motor elétrico que rende 113 cv e 27,5 kgfm de torque. Parecido com o A1 nas dimensões, o protótipo terá a velocidade limitada a 150 km/h e poderá chegar de 0 a 100 km/h em nove segundos. Segundo a Audi, a autonomia da bateria será de 200 km e levará cerca de quatro horas para ser totalmente recarregada.

BMW i3 e i8 ­ A nova gama de carros ecológicos da BMW ganhou vida em Frankfurt com o lançamento dos modelos i3 e i8. O primeiro, um monovolume, terá capacidade para quatro ocupantes e um porta-malas de 200 litros. O motor é elétrico, de 170 cv e torque de 25,4 kgfm. O carrinho terá uma autonomia de 160 km e promete levar cerca de seis horas para uma recarga completa. O i8 – diferentemente do i3, que é totalmente elétrico – é híbrido. O modelo tem o mesmo motor elétrico do i3, com 170 cv auxiliado por um motor 1.5 turbodiesel de três cilindros com mais de 220 cv e 30,5 kgfm. Segundo a marca, o cupê sai da inércia até os 100 km/h em 5 segundos com velocidade máxima de 250 km/h. Mas o grande atrativo fica por conta do baixíssimo consumo, que alcança 32 km/l.

BMW Série 1 ­ A BMW lançou a nova geração do Série 1, que passa a compartilhar a plataforma do Série 3. Com isso, o novo modelo ganha 8,5 cm de comprimento e 1,7 cm de largura. Na estética, os grandes faróis e a dianteira mais agressiva marcam o novo estilo de design do médio. No interior, o desenho do volante e a utilização de materiais de maior qualidade chamam atenção no acabamento. Inicialmente, o hatch terá duas versões. Na 116i, o novo motor 1.6 turbo com injeção direta de combustível entrega 116 cv e 22,4 kgfm de torque. Já na 118i o carro tem 170 cv e 25,4 kgfm de torque. Ainda serão produzidas duas opções a diesel com 2.0 litros.

Chevrolet Colorado ­ A nova geração do Colorado foi apresentada ao público em Frankfurt. O modelo conta com rodas de 18 polegadas, faróis de leds e suspensão reforçada com curso regulável. No interior, o destaque é o revestimento de couro no painel e as luzes em leds no volante, que indicam a hora de trocar as marchas. Quanto ao motor, a picape será equipada com um 2.8 turbodiesel.

Chevrolet Malibu ­ A nova geração do Malibu é uma das apostas da marca para elevar o número de vendas na região europeia. A novidade é o novo motor turbodiesel 2.4 com 169 cv e opção de câmbio manual ou automático. O antigo motor 2.0 a gasolina de 164 cv também estará disponível. Entre os equipamentos de série, o Malibu europeu contará com freios ABS, controle de tração e estabilidade, distribuição de força de frenagem, sistema de assistência hidráulica de frenagem anti-fadiga. O preço ainda não foi divulgado.

Citroën DS5 ­ O crossover de luxo da marca francesa completa a nova linha premium DS, que já contava com os hatches DS3 e DS4. O modelo possui o máximo do requinte e tecnologia da Citroën. É um carro de dimensões grandes, com entre-eixos longo para maior espaço interno. Com 4,65 m de comprimento e 1,85 m de largura, o DS5 acomoda confortavelmente cinco passageiros e comporta 465 litros de bagagem no porta-malas. A Citroën ainda não divulgou os preços oficiais do DS5, mas deve ser mais caro que o sedã grande C5, vendido na Europa por 22.600 euros, cerca de R$ 53 mil.

Citroën Tubik ­ A inusitada minivan conceitual apresentada pela Citroën propõe uma revolução na maneira como as pessoas viajam em grupo. Para a marca francesa, o Tubik torna a viagem tão interessante quanto o destino. O interior foi pensado como um ambiente agradável e relaxante, que estimula a interação entre os passageiros, em um interior que lembra um lounge. O design do modelo foi inspirado pela antiga van Citroën Tub, dos anos 1940.

Ferrari 458 Spider ­ A versão conversível do superesportivo 458 Italia teve seu lançamento oficial em Frankfurt. O modelo conversível conta com a mesmo motorização da versão fechada. Ou seja, o V8 de 4.5 litros e 570 cv. Mas a grande sacada é o teto rígido, que leva exatos 14 segundos para ser recolhido para dentro do porta-malas. A Ferrari afirma que a 458 foi projetada para ter uma versão conversível, o que significa que tem capacidade dinâmica semelhante ao cupê.

Ford Evos ­ A Ford usou o Salão para lançar o conceito Evos. Durante o evento, a marca norte-americana também avisou que ele vai servir de base para novos carros da marca, como o futuro substituto de Mondeo e Fusion. O Evos traz a já conhecida linha de design da marca, Kinetic, mas com uma nova interpretação. As linhas deixam de ser tão talhadas e ganham contornos mais suaves. As quatro portas abrem no estilo asa-de-gaivota, o que dispensa a coluna central.

Honda Civic ­ A Honda apresentou a versão hatch do Civic, exclusiva para a Europa. Diferentemente do carro norte-americano, o modelo recebeu um visual mais esportivo com linhas arrojadas. Na parte externa, os novos faróis com leds, a nova grade frontal e as luzes traseiras que formam um spoiler destacam o novo estilo do carro. Para mover o Civic 2012, a Honda optou por um motor a diesel 2.2 com 150 cv e transmissão manual de seis marchas. Já na gasolina, as opções continuam a mesmas 1.4 e 1.8. As vendas começarão no Reino Unido no início de 2012. Ainda não há maiores informações sobre os preços.

Hyundai i30 ­ A Hyundai lançou a nova versão do seu sucesso de vendas no cenário mundial, o i30. Baseado nos moldes atuais da marca coreana, como os sedãs Elantra e Sonata, o hatch será oferecido com duas opções de motorização. As versões 1.4 e 1.6 que geram 100 cv e 126, respectivamente, ambos com injeção direta de combustível. Na Europa, ainda haverá mais duas opções a diesel. Uma das novidades será o uso do sistema de freio de estacionamento elétrico. O hatch médio coreano já começará a ser vendido na Europa. No Brasil, o modelo deve chegar no início do ano que vem.

Kia Rio ­ A Kia aproveitou o Salão para mostrar a versão duas portas do seu compacto. Em relação à geração anterior, o carro em si está com design mais esportivo e jovial. O hatch estará disponível com motores 1.4 e 1.6 litros de quatro cilindros e escolha de câmbio manual ou automática. No mercado europeu, a configuração quatro portas já está a venda, enquanto que o modelo de duas só chega às lojas em janeiro. No Brasil, o Rio de quatro portas será lançado em 2012, já com motorização flex.

Land Rover DC100 ­ A Land Rover prometeu e cumpriu. Apresentou a versão conceito da nova geração do Defender, o DC100. O destaque ficou por conta da motorização. São quatro opções de motor: 2.0 a gasolina, a diesel, ou qualquer uma delas acoplada a um motor elétrico, sempre com tração nas quatro rodas. Na transmissão, o câmbio automático de oito velocidades, promete agilidade para o “grandalhão”. Outro fator curioso foram os aparatos tecnológicos instalados no protótipo. Entre elas, a Driveline Disconnet, que permite transformar o DC100 em um jipe de tração dianteira. Na ocasião, a marca inglesa aproveitou para exibir a versão conversível Sport. Nela, um sonar será capaz de medir a profundidade de rios e lagos e auxiliará o motorista na travessia.

Mercedes-Benz Classe A Concept ­ O Classe A 2012 é um carro totalmente novo, que apenas aproveita o nome do monovolume lançado em 1997. A Mercedes transformou o modelo em um hatch médio, com design mais agressivo e esportivo, que será lançado para brigar com os tradicionais rivais alemães Audi A3 e BMW Série 1 e deve chegar ao mercado no primeiro semestre do próximo ano. O modelo terá tração dianteira e motor 2.0 litros turbodiesel de quatro cilindros, capaz de desenvolver 210 cv de potência, acoplado a um câmbio automatizado de dupla embreagem de sete velocidades.

Mercedes-Benz Classe B ­ O novo Classe B foi desenvolvido a partir do conceito modular Energy Space. Ou seja, o seu chassi foi construído para receber motorizações alternativas no futuro – como a 100% elétrica, existindo espaços sob o piso para abrigar baterias. Apesar de maior em altura 4,35 m e largura 1,78 m, o novo Classe B é 5 cm mais baixo que o modelo anterior que tinha 1,60 m de altura, lançado em 2005, perdendo um pouco da proposta familiar que o antigo tinha.

Mini Cooper Cupê ­ A britânica Mini exibiu a versão cupê do Mini Cooper, que desembarca no Brasil já no final de outubro. Com duas versões – Cooper e Cooper S –, o modelo promete ser o mais rápido da marca e é o primeiro construído com três volumes. Ele será equipado com o motor 1.6 16V a gasolina aspirado de 122 cv. O pequenino inglês custará cerca de R$ 120 mil. Já na versão S, com o motor 1.6, que gera 184 cv de potência, o preço deverá subir para cerca de R$ 140 mil.

Peugeot HX1 ­ A Peugeot apresentou o conceito HX1, uma mistura de perua e hatch esportivo. O motor com tecnologia Hybrid4 2.2 gera 204 cv, enquanto o propulsor elétrico desenvolve mais 95 cv, podendo rodar até 30 km a partir da sua propulsão. O consumo médio gira em torno de 31,5 Km/l. O protótipo é longo e baixo: tem 4,95 metros de comprimento e mais 1,37 m de altura, ostentando uma silhueta bem interessante. O HX1 também ostenta um interior futurista, de acordo com a parte externa do veículo.

Porsche 911 Carrera ­ A Porsche apresentou a nova geração do 911. As pequenas mudanças, pelo menos na parte externa, ficaram a cargo da utilização das novas luzes leds, na entrada de ar que recebeu um novo desenho. Além disso, o 911 o carro ficou maior para melhorar a estabilidade. São dois motores por enquanto, ambos na disposição boxer. Um com 3.4 litros e 304 cv de potência e outro 3.8 de 405 cv. Outro atrativo do carro é o novo câmbio manual de sete marchas. Segundo a Porsche, esse promete ser o carro mais eficiente da história da marca.

Renault Twingo ­ A reestilização do compacto o transformou no primeiro modelo da marca francesa a receber a nova identidade visual da Renault. Com isso, a grade dianteira foi redesenhada, a entrada de ar no para-choque ficou maior e os faróis foram divididos. No interior, o Twingo também recebeu melhorias, tanto no desenho como na qualidade dos materiais.

Ssangyong SUT-1 ­ É a versão de produção do conceito que foi mostrado no Salão de Genebra, em março. O modelo é uma releitura da picape Actyon Sports, que atualmente é vendida no Brasil. Na reestilização, o veículo ganhou um visual mais “normal”, sem aqueles faróis instalados em posição muito baixa. O motor é um novo 2.0 a diesel de quatro cilindros que pode ser acoplado a uma transmissão automática de seis velocidades.

Volkswagen Beetle ­ A nova geração do Beetle está completamente diferente. Perdeu aquele apelo mais frágil e feminino e ficou mais esportiva e bonita, mas ainda com o aspecto retrô. O conjunto mecânico resume a esportividade do carro – o já tradicional motor 2.0 TFSI atua com a transmissão automatizada de dupla embreagem DSG. Com isso, o carro vai a 100 km/h em 7,5 segundos.

Volkswagen Up! ­ A marca alemã apresentou o subcompacto Up! com pretensão parar atrair todos os tipos de consumidor. Mesmo com as dimensões de 3,54 m de comprimento, 1,64 m de largura e 1,48 m de altura com entre-eixos de 2,42 m, o carrinho é espaçoso por dentro. Quanto à motorização, a Volks estreia os motores 1.0 turbocharged de 3 cilindros a gasolina e um propulsor movido a gás natural, de 68 cv. A transmissão é manual de cinco velocidades, embora tenha a opção de câmbio automático. Outro ponto a favor está na personalização. O dono do veículo poderá equipá-lo com diversos itens customizáveis. Na Europa, primeiro mercado a receber o Up!, as vendas começam em dezembro.

As opiniões expressas nesta matéria são de responsabilidade de seu autor e não refletem, necessariamente, a opinião do site WebMotors.
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