SEGREDO! – Honda Accord chega ao Brasil a partir de R$ 99,8 mil

Flagrado em concessionária em São Paulo antes de ser oficialmente apresentado à imprensa, modelo V6 custará R$ 144 mil
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Gustavo Ruffo
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- Quando mostramos as primeiras fotos oficiais do novo Honda Accord, dissemos que o carro chegaria ao Brasil no começo deste ano. Março não é exatamente o começo de 2008, mas, sendo o final do primeiro trimestre, até que não apostamos tão mal assim. Pois bem, senhores: o novo sedã médio-grande da marca já está entre nós, importado dos EUA, antes mesmo de a empresa divulgar suas vendas oficialmente à imprensa. E já está até em exposição nas concessionárias da marca, como este EX V6 que flagramos na SP Japan do Cambuci, na rua da Independência, em São Paulo. O carro já tem até preços definidos: a versão LX, com motor de quatro cilindros 2,4-litros, custa R$ 99,8 mil, enquanto a EX, com motor V6 3,5-litros, sai por R$ 144 mil.

Considerando que é importado dos EUA, o novo Accord até que não ficou com valor tão mais alto do que a antiga geração, que vinha do México e, por isso, chegava ao Brasil sem o peso do imposto de importação. A versão LX mexicana, ainda disponível nas revendas, tem valor de tabela de R$ 89,7 mil, enquanto a EX custa R$ 134.795. Em ambos os casos, o sedã se manteve competitivo. O acréscimo de valor se justifica pelas melhorias. Afinal, este Accord está bem melhor que o anterior.

O novo modelo não apenas parece ser completamente novo; ele é, inclusive na motorização, o que justifica chamá-lo de uma nova geração. O motor 2-litros de 150 cv deu lugar a um 2,4-litros de 179 cv, com uma economia de combustível divulgada de 8,9 km/l na cidade e 13,2 km/l na estrada. Curioso é que a Honda, no Brasil, não divulga dados de economia nem de desempenho... Talvez passe a fazer isso quando o consumidor ou a lei, o que seria mais efetivo começar a exigi-los. E, se depender só dos consumidores, quando eles passarem a usá-los de forma correta, ou seja, como um parâmetro, não para alegar propaganda enganosa, como alguns já chegaram a fazer em tribunais.

O V6 de 3 litros e 240 cv, por sua vez, passou a 3,5-litros e 272 cv. E, para atingir números melhores de consumo, passou a adotar o VCM, Variable Cylinder Management, ou gerenciamento variável de cilindros, que desativa alguns dos seis cilindros do motor quando o carro não precisa deles, ou seja, quando o motor pode se dar ao luxo de descansar um pouquinho, normalmente no plano ou em descidas.

Com isso, quando precisa de força total, o motor usa todos os seis “canecos”; quando não precisa, pode usar só três deles. A economia que a Honda divulga para o novo V6 é quase igual à do quatro-cilindros: 8,1 km/l na cidade e 12,3 km/h na estrada. Nada mal para um motor de quase 300 cv e ambientalmente corretíssimo: o motor recebeu a classificação de emissões praticamente nulas, ou PZEV Partial Zero Emissions Vehicle.

As transmissões se mantêm exatamente como já estavam, ou seja, automática e manual de cinco marchas para as versões normais e manual com seis marchas nas opções esportivas, para o motorista aproveitar melhor o motorzão V6 e só para isso; não há transmissão de seis marchas para o quatro-cilindros.

Apesar de melhor do que as automáticas de quatro marchas da concorrência, a caixa do Accord continua devendo recursos que enchem os olhos, como a possibilidade de trocar as marchas, seja no seletor, seja por borboletas atrás do volante. Na prática, um bom kick-down substitui estes recursos com folga, mas seria bom que o motorista pudesse escolher o que quer usar.

No que se refere à carroceria, além de o estilo remeter ao do BMW Série 5, especialmente na traseira, o Accord está agora com 4,94 m de comprimento contra 4,82 m do antigo, largura de 1,85 m 3 cm a mais e entreeixos de 2,80 m mais 8 cm de espaço para as pernas, que já não era pouco. O modelo mais simples, o LX, com o motor 2,4-litros, pesa apenas 25 kg a mais que o atualmente à venda 1.465 kg, contra 1.440 kg. O mesmo não acontece com o mais sofisticado, o EX-L, 117 kg mais pesado que seu predecessor 1.640 kg, contra 1.523 kg.

O carro será oferecido também com carroceria cupê infelizmente não importada para o Brasil. Só isso já faria os consumidores esperarem um comportamento mais esportivo do modelo “de briga”. A questão é que ele usa os mesmos motores, o que, para a Honda, não é impedimento nenhum.

No caso do V6, o modelo cupê recebe dois perfis diferentes de admissão, algo fácil de fazer com o sensacional comando variável de válvulas da marca, o VTEC, e melhora o torque em baixas e médias rotações, dando ao carro uma resposta mais sanguínea. Já o quatro-cilindros ganhou um novo sistema de exaustão, mais livre, que eleva sua potência dos 179 cv, já nada maus, para 193 cv. No Brasil, com as honrosas exceções de Honda e VW, houve a subversão do ditado sobre a mulher de César, aquela que, mais do que ser, tem de parecer. Aqui, basta parecer. Afinal de contas, ser exige investimento, custa caro...

Seguindo o que parece estar se tornando tradição da marca japonesa, o novo Accord tem porta-malas menor do que o do modelo que substitui: 396 l, diante de razoáveis 446 l do modelo que ainda está à venda. É apenas 56 l maior do que o do novo Civic, que inaugurou a prática de diminuição de espaço para a bagagem.

Em termos de segurança, o carro mantém outra tradição da Honda, mais bem vista. Além de airbags cortina, detector de passageiro no banco dianteiro para evitar um acionamento inútil e não ferir crianças, controle de estabilidade e apoio de cabeça ativo, para evitar o efeito-chicote, que lesa a coluna, a carroceria foi projetada de acordo com o Advanced Compatibility Engineering.

Trocando em miúdos, isso significa que ela tem um tipo especial de deformação programável. Em batidas frontais, o carro é compatível com diferentes tamanhos de veículos e alturas de pára-choque, ou seja, protege os ocupantes tanto contra outros sedãs quanto contra os utilitários esportivos.

Se você, leitor, conseguir flagrar qualquer novidade antes que ela seja oficialmente lançada, não hesite em entrar em contato pelo e-mail editorial@webmotors.com.br e nos enviar as imagens, pelas quais não haverá nenhuma outra remuneração que não o gosto de dividir a novidade com os outros leitores. Não se esqueça de autorizar expressamente a publicação das fotos e também de nos contar a história do flagrante em detalhes. A comunidade de leitores agradece!

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