Street Twin é versão contemporânea da Bonneville

Modelo combina a tradição do bicilíndrico com eletrônica moderna
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Agência Infomoto
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Manter a personalidade da icônica Bonneville e o tradicional bicilíndrico inglês, mas com desempenho de uma moto moderna. Esse foi o objetivo da Triumph ao criar a nova Street Twin, modelo de entrada da nova família de clássicas da marca inglesa que desembarca em abril no País. Equipada com um novo motor de dois cilindros paralelos e 900cc, agora com refrigeração líquida, e modernos recursos eletrônicos, a Street Twin chega com preço promocional de R$ 36.500 para brigar de frente com a Ducati Scrambler Icon, reedição de um clássico da marca italiana e vendida a R$ 38.900. 

A nova Street Twin também faz uma leitura contemporânea da original Bonneville, trazendo um estilo despojado às linhas minimalistas e essenciais do tradicional modelo. As rodas fundidas em liga-leve, a lanterna em LED e a dupla ponteira de escapamento em aço escovado dão um toque de modernidade à nova Triumph. O painel formado por um único mostrador redondo conta com uma pequena tela digital completa o mix entre clássico e moderno.

Motor novo e menos potente

O coração dessa nova geração da Bonneville é um bicilíndrico, como manda a tradição inglesa, de 900cc. Mas agora tem arrefecimento líquido, quatro válvulas por cilindro, e acelerador eletrônico (ride-by-wire). Batizado de hi-torque pela Triumph, o motor atinge o pico de torque máximo de 8,16 kgf.m já a 3.250 rpm – o que indica que terá muita força desde os baixos giros e deve trabalhar bem em conjunto com o câmbio de cinco marchas. Como comparação, a antiga Triumph Bonneville T 100 oferecia 6,9 kgf.m a 5.800 rpm. 

Entretanto, o que surpreende ao analisar a ficha técnica da nova Street Twin é o fato de que o novo motor tem menos potência, apesar de ser mais moderno e com maior capacidade: são 55 cv a 5.900 rpm contra os 68 cv a 7.500 rpm da antiga Bonnie. A marca alega que a nova moto tem uma proposta urbana e oferece melhor rendimento na faixa de giros mais utilizada na cidade. Aguardamos a oportunidade de avaliarmos o modelo aqui no Brasil para conferir na prática o desempenho do motor.

Eletrônica e ciclística

Se a potência não empolga, há outras novidades que deverão fazer sucesso. Com o acelerador eletrônico, a Triumph pôde instalar controle de tração na nova Street Twin, que também ganhou embreagem deslizante, teoricamente mais fácil de acionar.

Outra modernidade é o sistema ABS no conjunto de freios, a disco em ambas as rodas e com pinças flutuantes. O dispositivo antitravamento, obrigatório na Europa a partir desse ano, não estava disponível nem como opcional para a antiga Bonneville.

O quadro do tipo berço é feito em aço e conta com garfo telescópico KYB na dianteira e sistema bichoque na traseira – ambos têm 120 mm de curso, mas só os amortecedores traseiros oferecem ajuste na pré-carga da mola. A boa notícia é que a Street Twin ficou mais leve: pesa 198 kg a seco contra os 214 kg da velha T 100.

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Legenda: 506mundomoto Street Twin 14

Concorrência

Construída para agradar a um motociclista jovem e urbano, a nova Triumph Street Twin também chega com credenciais para “surfar” na onda da customização. Segundo os engenheiros da marca, diversas peças, como o suporte do farol e a rabeta, foram projetadas para serem facilmente retiradas e substituídas. Ou pelos mais de 150 itens da lista de acessórios que a Triumph pretende oferecer no Brasil ou por alguma peça feita artesanalmente pelos customizadores de garagem. 

A Street Twin estará disponível a partir da segunda quinzena de abril em quatro cores: vermelha, que a Triumph chama com o pomposo nome de Cranberry Red, e traz frisos no tanque e nas rodas; prata (Aluminium Silver, com frisos no tanque e nas rodas), preto metálico (Jet Black) e preto fosco (Matt Black). O preço para as primeiras 200 unidades será de R$ 36.500 – de acordo com a assessoria de imprensa, o valor é promocional e ainda não há um novo preço definido, por enquanto.

Essa nova Bonneville de entrada vem disputar mercado com modelos que têm a mesma filosofia “clássica-moderna”, como a Ducati Scrambler Icon, equipada com um motor L2 de 803 cc, com refrigeração a ar, mas com 75 cv. Vendida agora a R$ 38.900, a simpática italiana é mais potente, mas não tem controle de tração.

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