Utilitários podem ser alternativa contra as restrições de caminhões

Linha ULC da Effa Motors, composta por furgão, van e picape, não é registrada como caminhão e pode circular livremente por São Paulo
  1. Home
  2. Lançamentos
  3. Utilitários podem ser alternativa contra as restrições de caminhões
Agência Infomoto
Compartilhar
    • whats icon
    • bookmark icon

Desde o dia 30 de junho que a prefeitura de São Paulo aumentou de 25 para 100 quilômetros quadrados, a Zona de Restrição à Circulação de caminhões. Os pesados não podem rodar pelo perímetro das 5h às 21h. Desde o dia 28 de julho que os caminhões estão obrigados a respeitar o rodízio de placas da capital. Foram duros golpes em autônomos e transportadores que precisaram se readequar às normas para não levarem multas. Uma boa alternativa a esse problema pode ser a operação com utilitários.

Atenta a isso, a Effa Motors lançou uma linha Urban Light Commercial ULC que se encaixa perfeitamente neste contexto. São utilitários que não são registrados como caminhões e podem rodar livremente pela cidade, obviamente só precisando respeitar o rodízio. Mas, o impacto é bem menor no bolso do transportador.

A linha, reestilizada pelo Estúdio Pininfarina, é formada por três modelos – picape R$ 19.980 furgão R$ 25.980 e picape R$ 27.980. A um primeiro momento o preço baixo salta aos olhos dos futuros interessados. Essa é a estratégia da Effa, que importa os veículos da China, onde são produzidos pela Hafei Motor.

“Queremos seguir os mesmos passos da Ásia Motors, que obteve vendas espetaculares de 130 mil unidades com o modelo Towner. É um nicho que ainda não foi preenchido. O preço baixo será nosso chamariz”, conta Otávio Tasso, gerente de Marketing e Pós-Vendas da Effa Motors.

Mas, num segundo momento é que vem a grande desvantagem da história. Os produtos são adaptados aos chineses e não aos brasileiros. WebMotors teve a oportunidade fazer um teste e logo mais abaixo contamos os prós e os contras dos veículos.

“Pretendemos passar a produzir a família numa fábrica em Manaus, que está sendo construída. Por enquanto, aqui só colocamos pequenas peças, como extintor e triangulo”, afirma Tasso.

“Queremos vender até o final do ano, pelo menos 200 unidades, sendo que a picape deverá representar 60% do montante e já temos encomendados 150 modelos”, revela José Geraldo de Sampaio Moura, diretor superintendente da Effa Motors, que oferece por enquanto oito concessionárias de vendas, com objetivo de ampliação para 12 até o final do ano.

Grandes emoções

Quem pensa que poderá esticar longas marchas e sentir o vento rasgando o retrovisor deverá optar por outros modelos. O motor dos três utilitários possui tecnologia Suzuki e carrega 47 cavalos, em corajosas 5 mil rotações por minuto.

Poucos trotes para quem está acostumado aos outros semileves do mercado, como a Iveco Daily e a Mercedes-Benz Sprinter, ambas oferecidas com potência acima de 130 cavalos. Os veículos desenvolvem torque de 7,4 kgfm a 3.500 rpm. Os câmbios são manuais. A velocidade máxima atinge 100 km/h.

Outro detalhe crucial é que o motor Suzuki é movido a gasolina, apenas. Uma diferença que define a relação custo-benefício na ponta do lápis, pois os concorrentes são equipados com motores a diesel.

Furgão

O modelo possui 3.721 mm de comprimento, 1.492 mm de largura e 1.797 mm de altura. A distância entre-eixos foi configurada em 1.960 mm. O veículo carrega um tanque de combustível de 36 litros, assim como seus outros “irmãos”. Sua capacidade de carga é de 570 kg.

As suspensões dianteiras – independente, do tipo McPherson, com molas espirais e amortecedores pressurizados – e traseiras – com eixo rígido, feixe de molas helicoidais e amortecedores pressurizados – são iguais nos três modelos.

O furgão não é amigo de um condutor alto. O habitáculo é bem pequeno. Há também uma certa dificuldade para se observar os indicadores do painel, em qualquer tipo de altura, colocados muito abaixo do nível que o brasileiro está acostumado. A tampa traseira do furgão não possui amortecedor. Ou seja, se o condutor soltar a tampa ela vai subir rápido e poderá machucar alguém desatento.

Van

O modelo tem capacidade para 7 passageiros e a segunda fila possui bancos reclináveis e rebatíveis. A terceira fila também pode ser rebatida. O veículo possui as mesmas dimensões do furgão.

A grande vantagem da van está no espaço interno e teto mais alto que o convencional. Uma pessoa de 1,80 m pode perfeitamente se acomodar na segunda fileira. As pernas não ficam apertadas.

Porém, o mesmo perfil citado não terá facilidades na direção, ficando praticamente impossível de conduzir a van.

Picape

O modelo possui 3.644 mm de comprimento, 1.492 mm de largura e 1.797 mm de altura. A picape oferece ao proprietário 780 kg de capacidade de carga. “Um ponto diferencial do nosso modelo está no fato do comprador não ser necessariamente um profissional do setor de transportes, mas sim num consumidor que deseje transportar pequenos objetos de seu interesse. Ele pode ser usado, por exemplo, para pescarias ou pequenas viagens”, afirma Moura.

Um defeito notado nos três veículos durante o percurso de testes foi um barulho que acompanha o condutor por toda a viagem. Provavelmente, pela não vedação por completo do interior.

Não tem jeito. O motor se esgoela nas subidas e nas retomadas. O câmbio tem passadas muito curtas e também não colabora. Outras particularidades dos três modelos estão na localização do freio de mão, embaixo do câmbio, o que causa um desconforto na hora de utilizá-lo e a confecção da cabine que impede os motoristas de conseguirem ver, por exemplo, o semáforo. A operação exige um exercício de dribles contra dores no pescoço.


Leia também:

Rodízio municipal passa a valer para caminhões

Começa a restrição à circulação de caminhões em São Paulo

CET multou 1.163 caminhões nos primeiros dias

Vendas de caminhões crescem 40,1% no primeiro trimestre

Emplacamentos de caminhões crescem 28% no primeiro trimestre

Comentários

Ofertas Relacionadas

logo Webmotors