O sistema híbrido de propulsão de um carro tem como uma de suas principais funções ser sustentável, diminuindo o consumo de combustível fóssil com o auxílio de dois motores elétricos e reduzindo as emissões de gases poluentes.
Durante alguns dias, tivemos a oportunidade de rodar da Zona Norte à Zona Sul da cidade de São Paulo, nos horários de pico, com um Toyota Corolla Altis Hybrid para entender qual seria o consumo de combustível e, a partir dele, projetar o nível de CO2 emitido em comparação a um automóvel 100% a combustão.

Antes de contar os resultados, vale destacar que o Corolla Altis Hybrid usa um sistema híbrido flex, desenvolvido de forma pioneira pela Toyota do Brasil em parceria com a matriz, no Japão. A tecnologia usa um motor 1.8 flex (“degusta” tanto gasolina quanto etanol) de quatro cilindros e outros dois elétricos. Juntos, os propulsores entregam 101 cv de potência máxima e torque de 16,6 kgf.m.
Não é necessário dizer que encarar as ruas e avenidas paulistanas a partir das 8h da manhã e, posteriormente, às 6h da tarde (popular 18h) é garantia de congestionamento. Especialmente nas marginais Tietê e Pinheiros, dois dos principais corredores viários da maior cidade do país. No entanto, é exatamente neste cenário de anda e para, para e anda, anda e para dos engarrafamentos que um veículo da Toyota com sistema híbrido flex leva (e muita) vantagem sobre um veículo que bebe apenas gasolina ou álcool.

Isso porque a tecnologia permite que o carro rode até 40 km/h somente com o motor elétrico. Ou seja, emitindo zero CO² na atmosfera. E, mesmo parado, o motor a combustão também se mantém desligado. Já em um carro totalmente a combustão – e que não tem sistema start-stop, o que ainda acontece com a grande parte dos carros brasileiros –, o propulsor fica ligado (e poluindo) o tempo todo, seja com o carro parado ou andando em velocidades baixas.
Para se ter uma ideia, de acordo com dados da Toyota, quando abastecido com gasolina, o Corolla Altis Hybrid tem consumo médio de 18,5 km/l e um índice de emissões de 75 gramas de CO² por quilómetro rodado (g/km). Durante os nossos testes, porém, o número de consumo médio foi ligeiramente melhor, beirando os 20 km/l, o que nos faz concluir que as emissões foram ainda menores.
E para provar de vez que um carro híbrido é mais sustentável que um a combustão, especialmente nos horários de pico, um carro a gasolina do mesmo porte de um Corolla Altis Hybrid emite mais de 100 g/km de CO², nas mesmas condições de uso. Uma diferença realmente significativa. Por isso, ter um carro híbrido é mais que ter um veículo que consome menos combustível. É ter um modelo sustentável, especialmente nos congestionamentos.
*As condições e dados apresentados de direção podem variar de acordo com o perfil do motorista e condições do veículo, entre outros fatores.