Como a Yamaha Factor 150 tem duas versões, standard e DX, e a Honda CG 160 três, optamos pela standard da Yamaha e pela versão Fan da Honda - que é a intermediária, e portanto não é a mais barata - mas é aquela cujas especificações rivalizam com a standard da concorrente. Itens como motor flex e farol de LED, por exemplo. Então vamos lá.
Preços sugeridos e preços reais
Na largada, o preço da moto da Yamaha é mais baixo: R$ 18.490 contra R$ 18.720 da concorrente da marca da asa. Uma diferença relativamente pequena, de apenas R$ 230. Mas aqui estamos falando de preços públicos sugeridos. Ou seja, aqueles que raramente o comprador encontrará nas concessionárias. Some a esses valores os custos de frete e seguro, e no caso da CG 160 um habitual sobrepreço cobrado nas revendas, e a distância será maior. Então aqui a vantagem é da Factor 150.Design
A beleza está nos olhos de quem vê. Então certamente muita gente vai considerar o design musculoso da Yamaha Factor 150 mais bonito, enquanto outro tanto de gente vai preferir a elegância mais esguia da Honda CG 160 Fan. Ambas têm rodas de liga leve, banco em peça única e três opções de cores. Eu, particularmente, gosto das duas - mesmo sendo bem diferentes. Dou empate técnico.Motor e desempenho
As duas têm motor monocilíndrico, injetado, refrigerado a ar, flex e com comando simples. E os dois motores são extremamente confiáveis. Mas é inegável que o da CG 160 leva vantagem devido à capacidade cúbica superior, que proporciona números maiores de potência e torque. Enquanto o mono de 149 cm3 da Factor entrega 11,8/12 cv de potência a 7.250 rpm e torque de 1,2 kgfm a 6.000 rpm, o da CG, com 162 cm3, rende 14,4/14,7 cv de potência a 8.000 rpm e torque de 1,3/1,4 kgfm a 6.750 rpm.Aqui vale salientar que ambas têm praticamente o mesmo peso - Factor com 133 quilos e CG com 131 quilos em ordem de marcha. E como as duas têm câmbio de cinco marchas, o desempenho da CG é realmente um pouco mais forte.
Consumo
Honda e Yamaha não costumam divulgar o consumo de suas motos, principalmente as de baixa cilindrada. Isso porque esse dado varia significativamente de acordo com muitas variáveis. Estilo de pilotagem, relevo da cidade, uso em trânsito severo ou em pistas expressas e até o combustível fazem diferença.Mas, baseado em pesquisas na internet, podemos afirmar sem medo de errar que a CG 160 faz entre 35 km/l e 45 km/l, enquanto a Factor 150 é mais econômica, com a marca de 55 km/l registrada em testes do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). Infelizmente não temos o número do IMT para a CG 160, então vamos considerar mesmo 45 km/l contra 55,3 km/l. Vitória da Factor 150.
Tanque e autonomia
Aqui nem dá para fazer suspense. O tanque da Factor 150 leva 15,4 litros e o da CG 160 pega 14 litros - dados das fichas técnicas que constam nos sites das duas marcas. Então, com tanque maior e consumo melhor, a Factor 150 vai mais longe, com teóricos 851 quilômetros de autonomia contra teóricos 630 quilômetros da CG 160.Aqui vale ressaltar que, no mundo real, esses números - principalmente o da Factor 150 nunca são alcançados. Mas, com base neles, a moto da Yamaha leva a melhor.
Suspensões
Ambas têm tubos convencionais na frente e sistema bichoque com ajuste de pré-carga atrás. Então o que vale aqui são os cursos das suspensões, um dado técnico relevante para projetar o nível de conforto que uma moto oferece. Na Factor 150, são 12 cm na frente e 11, cm atrás. na CG 160, 12 cm na frente e 10,6 cm atrás. Empate técnico.Freios
As duas motos são equipadas com freio a disco na frente e a tambor atrás, com assistência de sistema combinado. As respostas, em teoria, são iguais. Para ver qual é a mais eficiente nesse aspecto, só testando na pista. No papel, aqui temos mais um empate técnico.Saiba mais:
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Vão livre e altura do banco
A Factor 150 tem distância mínima do solo de 17 cm, mas a da CG 160 é melhor: 19 cm. Já o banco da moto da Yamaha fica a 78,5 cm do solo, enquanto o da CG 160 fica a 79,6 cm - uma diferença desprezível. Na conta geral, vitória da CG 160, que passa melhor em quebra-molas e valetas.Pneus
Yamaha Factor 150 e Honda CG 160 realmente têm semelhanças: ambas usam pneus nas medidas. Ou seja, 80/100 R18 na frente e 100/80 R18 atrás. Empate técnico.Painel de instrumentos e iluminação
As duas têm painel digital com tela de LCD, fundo blackout e indicador de marcha. O da Factor 150 tem função Eco e o da CG 160 tem indicador de consumo. Se a beleza está nos olhos de quem vê, nesse aspecto eu considero o da CG 160 bem mais bonito.Além disso, a CG 160 leva a melhor aqui porque tem farol e lanterna de LED, enquanto na Factor 150 apenas o farol é de LED. Em ambas, os piscas são com lâmpadas halógenas comuns.
Garantias e preços das revisões
As duas motos têm a mesma garantia de três anos. Mas a Honda oferece assistência 24 horas pelo período da garantia, e mesmo se o motociclistas resolver ir bem longe: vale no Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai.Já as revisões são feitas a cada 5.000 quilômetros na Factor 150 e a cada 6.000 quilômetros na CG 160 Fan. Então até os 30.000 quilômetros serão sete revisões na moto da Yamaha, ao custo total de R$ 2.574, e na moto da Honda serão seis revisões, com custo total de R$ 2.029,23. Aqui, vitória inquestionável da CG 160.
Confira abaixo os preços das revisões dos dois modelos até os 30.000 quilômetros (fonte: sites de Yamaha e Honda):
Yamaha Factor 150:
- 1000 km - R$ 168
- 5.000 km - R$ 114
- 10.000 km - R$ 414
- 15.000 km - R$ 522
- 20.000 km - R$ 414
- 25.000 km - R$ 252
- 30.000 km - R$ 690
- Total: R$ 2.574
Honda CG 160 Fan:
- 1.000 km - R$ 115
- 6.000 km - R$ 177,67
- 12.000 km - R$ 514,60
- 18.000 km - R$ 397,69
- 24.000 km - R$ 514,60
- 30.000 km - R$ 309,67
- Total: R$ 2.029,23
Conclusão: Factor 150 ou CG 160 Fan?
Como vimos acima, os dois modelos se equivalem bastante. Em alguns critérios, uma ganha e outra perde; em outros o jogo é virado. Na minha opinião, com qualquer uma das duas o caro leitor estará bem servido de uma moto confiável e segura para trabalhar.Chamo a atenção, porém, para o preço de venda das motos nas concessionárias - os sobrepreços habituais podem fazer muita diferença na decisão. Além disso, também recomendo cotar o seguro para ambas, pois é um valor que também poderá pesar na hora de escolher, e os preços das principais peças de reposição - como pedaleiras, piscas, espelhos, manetes e carenagens, que são aquelas que costumam sofrer danos nas pequenas colisões e acidentes do dia a dia a que sempre estamos sujeitos.
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