“Com as mega cidades do mundo chegando a um ponto crucial em densidade populacional, poluição e crescimento, é essencial que nós criemos uma nova infraestrutura para a geração urbana de amanhã”, comenta o CEO da Gogoro, Horace Luke. De acordo com o executivo, o novo produto da empresa traz diversas propostas para facilitar a vida no mundo de hoje. E no de amanhã. “O Smartscooter e a Rede de Energia Gogoro se tornarão catalisadores para escolher formas de energia mais eficientes, inteligentes e limpas para nossas cidades”, comenta Luke.
O visual do scooter espelha essa proposta. Desenhado com linhas simples e futuristas, o Gogoro não muda muito em relação a outros modelos de plataforma - que não contam com túnel central. Atrás, uma linha superior de LEDs contorna a rabeta e integra lanterna traseira e piscas, enquanto o escudo central traz uma forma oval com luzes também em LED e os piscas nas laterais que passam quase imperceptíveis quando apagados.
O mais simples possível
Segundo a Gogoro, tudo no Smartscooter foi planejado para oferecer praticidade ao usuário. Sim, usuário. Em nenhum momento a empresa afirma que o scooter tem motociclistas como público alvo. E o fato dele estar exposto em uma feira de consumo mostra que, assim como um celular, ele é um produto destinado a diversos perfis de consumidor.
Começando pelo sistema de recarga. O Gogoro traz duas baterias da Panasonic, que ficam acopladas ao veículo na vertical. Ambas têm fácil encaixe e alças que facilitam o manuseio. O diferencial do scooter é justamente esse. Afinal, a ideia é que o proprietário não recarregue as baterias em casa, mas as troque em pontos específicos da cidade, as GoStations. De acordo com a empresa, os conjuntos oferecem autonomia de 100 km rodando a uma velocidade de 40 km/h. De acordo com a Gogoro, o Smartscooter faz de 0 a 50 km/h em 4,2 segundos e pode chegar aos 95 km/h.
Já as rodas, contam com sistema de monofixação, o que facilita a troca de pneus. O motor também foi encaixado de forma estratégica. O propulsor síncrono de 6.400 Watts arrefecido a líquido batizado de G1 está localizado na parte de baixo do scooter e se liga à roda traseira por meio de uma correia dentada. A ideia é simplificar o acesso na hora da manutenção. De acordo com a Gogoro, o motor é capaz de gerar até 8,58 cv de potência máxima a 3.250 rpm, enquanto o torque máximo de 2,55 kgf.m está disponível nos 2.250 giros, já atingidos pouco depois do piloto girar o manete do acelerador.
Scooter conectado
O que faz o Smartscooter tão inovador não são apenas as GoStations de abastecimento. O veículo é monitorado por 55 sensores que passam informações ao proprietário por meio de um aplicativo específico instalado no smartphone. Nele, é possível receber diagnósticos – como uma falha na lanterna dianteira, por exemplo – até ver a localização da estação de recarga mais próxima. Aliás, com ele é possível reservar suas baterias com antecedência, assim quando você chegar lá elas já estão prontas esperando.
E como a estação sabe que é você? Simples: a chave que liga e desliga o scooter via conexão Bluetooth também se comunica com as GoStations. A chave carrega as informações pessoais do dono e, com isso, a estação é capaz de dizer quando foi feita a última recarga e a autonomia média de seu Smartscooter. O aplicativo também tem a função de tornar seus passeios com o scooter da Gogoro mais divertidos. Ele permite mudar o padrão de cores no painel, se conecta com outras redes de pilotos e até desbloqueia badges, as insígnias de jogos sociais como o Foursquare.
“A Gogoro é mais do que uma startup. Nossos produtos e modelo de negócios vão impactar diversas áreas de consumo para criar uma experiência de vida urbana mais aprazível”, comenta Horace Luke, CEO da Gogoro. Sobre o sistema de cobrança, a empresa planeja vender o scooter e um plano mensal que dá acesso a trocas de bateria ilimitadas e assistência técnica. Segundo a Gogoro, o plano é semelhante ao das operadoras de telefonia celular e companhias que vendem vídeos via streaming, como o Netflix, por exemplo.
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