Chegou a hora do adeus. O grupo J.Toledo/JTZ Motos, que representa as marcas Suzuki e Haojue no Brasil (e também Zontes, Kymco e Hisun), anunciou que a produção da Haojue Chopper Road 150 em Manaus (AM) foi encerrada.
E não é só a Chopper Road 150 que sai de cena. Os modelos Lindy 125, VR 150, Chopper Road 150 e DK 150 também deixam de ser feitos no Polo Industrial de Manaus (AM).

O fim da produção de todos esses modelos tem o mesmo motivo: as diretrizes do Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares (Promot 5) do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Em resumo, nao atendem às normas de emissões que entraram em vigor este ano.
A motoneta Lindy 125 e o scooter 150 nunca fizeram lá muito sucesso. Já a DK 150 conquistou um núero razoável de compradores devido ao bom custo/benefício - principalmente para quem usa a moto para trabalhar. Mas a maior perda é, sem dúvida, a Chopper Road 150.

Lançada em 2017, a pequena custom chegou ao Brasil com a marca Haojue. Mas sempre foi considerada a sucessora da Suzuki Intruder 125 - que saiu de linha definitivamente naquele mesmo ano, depois de 15 anos de bons serviços prestados. Foi, inclusive, a moto dos correios durante alguns anos.
Curioso é que, embora muitos "intrudeiros" - como muitos dos proprietários da Intruder 125 se identificam - torçam o nariz, a Haojue Chopper Road 150 era produzida na mesma fábrica que, lá atrás, fez a Intruder 125 - que, originalmente, não era uma Suzuki, mas sim uma Haojue. O nome original? HJ125-8K ou HJ125-8F.
Ambas são a mesma motocicleta, mas a segunda tinha os retoques que apareceram no modelo vendido no Brasil desde 2015 (painel diferente, lanterna maior, emblemas e outros detalhes). Vale ressaltar que, inicialmente, a Intruder 125 começou a ser fabricada no Japão, em 1982, pela Suzuki. E lá se chamava apenas GN 125 - o nome "Intruder 125" só foi usado no Brasil.
Mas voltemos à Chopper Road 150. Quando chegou ao Brasil, lá em 2017, a moto logo fez sucesso. "Tem fila para comprar a Chopper Road 150, inclusive de gente que nem viu a moto pessoalmente" - me relatou, na época, André Vechina, diretor das três concessionárias Suzuki Haojue Ego Motos do Rio de Janeiro.
E alguém aí lembra dos preços? Pois as últimas Intruder 125 zero-quilômetro foram vendidas no Brasil por R$ 7.500, e a novata Chopper Road 150 chegou, na época, por R$ 6.500. Hoje, as últimas unidades ainda em estoque custam em torno de R$ 15 mil. Quem quiser uma deve correr...
E vale a pena comprar uma Chopper Road 150? Bem, depende do que se procura. O desempenho proporcionado pelo motor monocilíndrico, refrigerado a ar e com 149 cm³ entrega modestos 11,2cv de potência e 1,1kgfm. São números modestos para seus 130 quilos e mais o piloto.
Então não espere emoção a bordo. Mas isso é compensado pela ótima posição de pilotagem e pelo conjunto completinho - freio dianteiro a disco, partida elétrica, grelha traseira e painel com marcadores de marcha e de combustível.
Além disso a manutenção é barata e o consumo, muito bom: a moto chega a fazer 40km/l se você dosar a mão. E, por fim, mas não menos importante, é uma moto com seguro barato e pouco "visada". Em resumo, o que falta de desempenho sobra em tranquilidade.
Segundo a Suzuki Haojue, os proprietários da Chopper Road 150 e dos outros modelos que saíram de linha "continuarão contando com assistência técnica, peças de reposição e suporte pós-venda em toda a rede de concessionárias do grupo".
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