A Honda divulgou que a CG acaba de chegar à marca de 14 milhões de unidades fabricadas. Com esse número, a moto é o veículo com maior volume produzido na história do Brasil. Supera, inclusive, os cinco automóveis mais fabricados por aqui, que listamos abaixo:
1. Volkswagen Gol - 6,9 milhões
2. Fiat Uno - 3,2 milhões
3. Volkswagen Fusca - 3 milhões
4. Fiat Palio - 2,5 milhões
5. Chevrolet Celta - 1,7 milhão
Como todas as CGs feitas são vendidas, logicamente a CG também é o veículo mais emplacado no país em todos os tempos. E isso vem desde seu lançamento, em 1976. Os motivos para essa enorme aceitação são vários, mas bastante óbvios. Praticamente desde que foi lançada, a CG provou ser extremamente robusta e confiável, e ao mesmo tempo sempre teve manutenção fácil e barata.

Além disso, a CG sempre teve por trás dois fatores que facilitaram suas vendas: a rede de concessionárias Honda, que cresceu progressivamente no país e hoje tem mais de mil pontos, e o consórcio da marca, que é responsável por pelo menos um terço das vendas mensais da motoquinha. Que não são pouca coisa - a CG vende, em média, quase 35 mil unidades todo mês (baseado em números da Fenabrave deste ano, de janeiro a julho).
Atualmente a Honda CG já está na nona geração, e você pode conferir aqui como era cada uma delas. Lá se vão 46 anos com muitos aprimoramentos e versões.
. Em 1981, a CG foi a primeira moto do mundo a ganhar motor a álcool (etanol). Consumia 18% a mais que a versão a gasolina, mas o baixo preço do combustível derivado da cana compensava na época.
. O câmbio de cinco marchas só foi adotado dois anos depois, na versão a gasolina.
. As CGs exportadas para Portugal, Inglaterra e França tinham capa de corrente integral, piscas exclusivos e farol com lâmpada amarela. Eram exigências daqueles mercados.
. Em 2001, a CG vinha com a chamada "tecnologia Tuff-Up" nos pneus. Segundo a Honda, isso retardava o esvaziamento dos pneus (com câmara) em caso de furo.
. A CG 125 Fan de 2005 estreou a chamada "válvula Pair", que injetava oxigênio próximo à válvula de escape para diminuir as emissões.
. A produção da CG com motor de 125 cm³ foi definitivamente encerrada em 2018 e as vendas, em 2019.
E a história continua. Mostramos aqui, ontem, a chegada da linha 2023 da versão Start da CG 160, que chegou menos de 30 dias depois do lançamento dos modelos CG 160 Titan e Fan.
A Start é a versão de entrada da linha CG (as outras são a Fan, de R$ 13.880, a Cargo, de R$ 14.060, e a Titan, de R$ 15.060). Na linha 2023 o design permaneceu o mesmo - com poucas diferenças em relação aos das outras versões. A única novidade é a cor azul perolizada, que se junta às opções vermelha e preta.
O motor também é o mesmo de antes, o monocilíndrico de 162,7 cm³, com 14,9 cv de potência a 8.000 rpm e torque máximo de 1,4 kgf.m a 7.000 rpm. Mas não é flex, como nas outras versões. O pacote simplificado inclui, também, freios a tambor nas duas rodas com sistema combinado CBS, e rodas de aço raiadas que usam pneus com câmaras.
Sendo assim, claro que é a mais barata da linha CG: custa R$ 12.650 (base Distrito Federal, frete e seguro). A versão Start é a mais indicada das CGs para quem pretende comprar uma moto para trabalhar em delivery, por exemplo - quando o investimento tem que ser o mínimo possível. Mas vale lembrar que para atividades "profissionais" a CG 160 Cargo também é uma boa pedida - apesar de ser um pouco mais cara, já vem com bagageiro que serve como suporte para baú, rodas de liga leve e freio a disco dianteiro.
As principais concorrentes da CG 160 Start no segmento das street bem básicas são as Yamaha Factor 125i UBS, de R$ 13.290, e 150i UBS, de R$ 14.090. Assim como a CG 160 Cargo, são mais caras, mas vêm com rodas de liga leve e freio dianteiro a disco. A Haojue DK 150, de R$ 13.686, está na mesma faixa das Yamaha e também tem liga leve e disco dianteiro, mas é carburada.