Honda Collection Hall: Museu de sonhos

O Honda Collection Hall, no Japão, abriga um acervo de 335 veículos e conta a história de mais de 60 anos da empresa
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- Motegi, Japão - "Eu vivo no presente, para construir o futuro, com a experiência do passado", disse uma vez Soichiro Honda, fundador da empresa que leva seu sobrenome. E justamente por meio dessa “experiência do passado” que o Honda Collection Hall procura resgatar os mais de 60 anos de história da marca. Espalhados pelos três pisos do museu estão expostos 335 veículos - motos e carros de série, além dos modelos de competição, produzidos pela Honda, ou seja, os sonhos de seu fundador transformados em realidade.

Aberto em 1998, para celebrar meio século da Honda, o Collection Hall fica localizado no complexo do autódromo da cidade de Motegi, na região central do Japão, a cerca de 150 km de Tóquio. Aliás, Motegi é praticamente um templo construído pela Honda para os amantes de velocidade, seja em duas ou quatro rodas. O complexo abriga um circuito oval e outro misto onde acontecem, entre outras provas, uma etapa do Mundial de MotoGP e da Indy Car Series, além de um parque de diversões, um hotel temático, uma pista de kart e o Honda Collection Hall.

Os visitantes são recepcionados por duas plataformas. Em uma delas, estão representados os produtos que, nas palavras da própria marca, “servem às pessoas”. Há uma moto, a primeira Honda Super Cub, o S 500, o primeiro carro fabricado pela Honda e um motor estacionário. Na outra, estão um carro de corrida, o RA 271, o primeiro carro japonês de Formula 1, e a RC 143, a primeira moto de corrida da Honda, que disputou o TT da Ilha de Man, em 1959.

De certa forma, as plataformas mostram como é organizado o museu. No primeiro andar ficam as motos e carros de rua produzidos em série; já no segundo piso estão as motos de corrida e os bólidos de quatro rodas. Vale ressaltar aqui que a grande maioria do acervo do Collection Hall é formado, obviamente, por veículos fabricados pela Honda, mas não só. Há modelos históricos de outras marcas.

No térreo, há ainda uma biblioteca, um café e uma interessante loja onde certamente você vai gastar alguns ienes. Além de uma área de aprendizado onde ficam diversos protótipos da Honda, entre eles o famoso Asimo.

Para as pessoas
O primeiro andar, mas o segundo para os japoneses, já que por lá o térreo é chamado de primeiro andar, tem o sugestivo nome de “construir produtos que sirvam às pessoas”. Uma das filosofias de Soichiro Honda. Lá estão expostas desde a primeira bicicleta com motor, passando pelo primeiro caminhão fabricado pela Honda, a primeira moto, a famosa Dream D, e até mesmo a primeira moto Yamaha.

O lado esquerdo do pavimento é reservado às motocicletas e, por motivos óbvios, foi ali que passei maior parte do tempo. A coleção não mostra apenas a evolução dos modelos Honda, mas a evolução das motocicletas e seu design ao longo dos anos. Tanto que há até uma réplica da Daimler Haybach, considerada a primeira moto do mundo.

Há espaço dedicado para as café racers e às motos japonesas que copiavam seu estilo. A área reservada às CUBs, também chama a atenção. Mas, certamente os motociclistas brasileiros ficariam boquiabertos com o espaço dedicado à linha CB. Desde as pequenas 125, até a lendária CBX 750 de 1969 estão lá.

Como fã de motos trail, fiquei bastante tempo também na área dedicada aos modelos de uso misto. Desde as primeiras scramblers – modelos street adaptados com escapamento mais alto – e a Honda XL 250 da década de 70, passando por modelos históricos como a Elsinore e até mesmo a nossa “XLão”.

Para ser o melhor
No segundo andar, chamado “Visando ser o melhor do mundo”, estão as motos e carros de corrida. Os apaixonados por competições poderiam passar o dia ali, lendo as plaquinhas de cada modelo – espalhadas em todo o museu – e prestando atenção a cada detalhe das máquinas. Todavia, os brasileiros, em especial, devem ficar atentos aos três modelos que adornam a entrada da área dedicada aos veículos de duas rodas. Entre elas, uma esguia motocicleta azul com o numeral 136. Trata-se da R 125 de 1954.

Equipada com um motor de um cilindro, 125 cc e OHV, a R 125 foi a primeira moto Honda a competir fora do Japão. Dois exemplares foram enviados para disputar a Grande Prêmio do Quarto Centenário de São Paulo em Interlagos, em 1954. Isso mesmo: a primeira competição da qual participou uma moto Honda no exterior foi no antigo traçado do autódromo paulistano. Reza a lenda que o modelo exposto em Motegi é uma réplica, pois os pilotos japoneses que vieram para cá venderam as motos antes de ir para casa, já que seria muito caro levá-las de volta.

Há outras motos de motovelocidade, desde as primeiras Honda a vencer nas pistas, passando pela NSR 500 de Alexandre Barros e Valentino Rossi. Motos de trial, de motocross e até mesmo a Honda NXR 750 vencedora do Paris-Dakar de 1986 com Gilles Lalay.

E há ainda o outro lado do andar dedicado aos carros de corrida. Destaque para o McLaren MP4/7 e seu motor V12 com o qual Ayrton Senna disputou a temporada de 1992, assim como a Willians FW 11B, numeral 6 de 1987, com a qual Nelson Piquet chegou ao tricampeonato. Há ainda os carros de turismo e outras atrações para ocupar um dia inteiro.

De fácil acesso desde Tóquio por trem e ônibus, o Honda Collection Hall em Motegi merece uma visita para quem estiver no Japão. Se você for fã de veículos automotores reserve um dia inteiro, alugue um áudio guia – espécie de MP3 player interativo que passa as coordenadas do passeio, em inglês, para seus fones de ouvido – e sonhe junto com Soichiro.

Serviço
Twin Ring Motegi
Tel. +8102
120-1, Hiyama, Motegi-Machi, Haga-Gun, Tochigi 321-3597
Japão
Ingresso: 1200 ienes adultos, 500 ienes crianças – cada 1.000 ienes correspondem a R$ 22,60

* O jornalista viajou a convite da Honda
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