Honda moderniza POP, que agora é 110i e custa R$ 5.100

Moto mais barata da Honda ganha motor mais potente e aposenta o carburador
  1. Home
  2. Motos
  3. Honda moderniza POP, que agora é 110i e custa R$ 5.100
Karina Simões
Compartilhar
    • whats icon
    • bookmark icon


A POP é a moto mais barata do line-up da Honda no Brasil. Foi lançada em 2006 e é hoje uma das motocicletas líderes em vendas no País, com mais de 800 mil unidades emplacadas. Se você mora no sudeste e nunca viu um exemplar da POP pelas ruas, não se espante, ela reina mesmo é no norte e nordeste, locais onte tem 97% de participação de mercado.

Ela faz sucesso porque é barata e difícil de quebrar, mas convenhamos que beleza nunca foi seu forte. Para a linha 2016 a Honda deu à POP uma nova motorização, substituiu o carburador pela injeção eletrônica e fez retoques no visual. O nome é novo, POP 110i, e o preço também, R$ 5.100 ante os R$ 4.637 da geração passada.

IMAGE

O monocilíndrico de 4 tempos agora tem capacidade cúbica de 109,1 cm³. Compacto e econômico, ele gera 7,9 cv a 7.250 rpm, com torque de 0,9 kgf.m a 5.000 rpm. Além do novo bloco, o principal destaque foi a substituição do carburador pelo sistema de injeção eletrônica. Não que o bom e vellho carburador não servisse mais, mas ele não se enquadra às novas leis de emissão. Já a injeção proporciona partidas mais fáceis e possibilita um maior intervalo nas manutenções. Além do que, o dono da POP agora é avisado por meio de uma luz no painel se houver qualquer problema no sistema.

A boa notícia é que o novo motor foi concebido em conformidade com a segunda fase do PROMOT 4 (Programa de Controle de Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares), previsto para vigorar no país a partir de janeiro de 2016.

IMAGE

Ela mudou mesmo!

A Honda disponibilizou a versão nova e a antiga para que pudéssemos avaliar e sentir as melhorias na prática. Constatamos: a moto melhorou muito!

Para ligá-la, a partida é no pedal. O câmbio da POP 110i possui quatro velocidades, com transmissão primária feita por engrenagens e final por corrente. Lembrando que as trocas tem engates suaves, mas são todas para baixo, enquanto nas motos convencionais apenas a primeira marcha é para baixo e as demais para cima. Ela continua divertida, mas agora as respostas estão mais rápidas e a marcha lenta mais acertada.

O assento baixo (com 749 mm de altura) facilita a pilotagem dos motociclistas com pouca experiência, um dos públicos alvos da Honda para a motinho. A suspensão também aguenta bem o tranco e os diversos tipos de piso ruim que a POP enfrenta, na frente há um garfo telescópico frontal de 100 mm de curso e na traseira amortecedores duplos com curso de 79 mm. De construção simples, os freios são a tambor e as rodas raiadas.

No tanque da nova POP cabem mais 200 ml, totalizando 4,2 litros e, segundo a Honda, o consumo de combustível foi reduzido em 8%. Mais um quesito que irá agradar a quem prioriza o bolso são os três anos de garantia que a montadora passa a oferecer para o modelo, sem limite de quilometragem e com ampliação dos intervalos de revisões.

Patinho feio

IMAGE

A Honda deu um tapa no visual da POP, mas ela continua com a mesma "carinha". O farol está mais moderno e com uma lâmpada mais forte e o para-lamas foi redesenhado. Os piscas, que eram os mesmos usados na saudosa “Tornadinho” porém instalados de lado, foram substituídos por outros que agora parecem fazer parte do desenho da moto. Bem melhor. O nome do modelo está na lateral, em baixo relevo. Ficou bonito e discreto.

Todavia, o que merece mesmo destaque é o painel. Alé, de mais bonito, ele  incorporou novos instrumentos, como os indicadores de funcionamento do sistema elétrico e mecânico.

IMAGE

A POP é uma motinho acessível para quem procura um meio de locomoção bem racional. Em suma, um veículo prático, simples, acessível, econômico e que requer baixíssima manutenção. A nova POP estará disponível para venda neste mês nas cores vermelha, preta a branca. 

Comentários

Ofertas Relacionadas

logo Webmotors