A Honda NC 750X 2026 acaba de ser lançada e chega com várias novidades importantes - que vão muito além de novos grafismos e cores. Houve aprimoramentos em tecnologia e em materiais, e também mudanças pontuais no design.
Para quem não lembra, o modelo nasceu como NC 700X lá em 2012. Suas principais inovações foram a pegada crossover - uma moto para o asfalto, mas com suspensões altas -, e o motor bicilíndrico que trabalha em giros baixos e que, por isso, é muito econômico.

Além disso, a moto também trouxe como novidade o espaço para guardar um capacete em um compartimento de 23 litros onde normalmente é o tanque de combustível - na NC, era e continua sendo debaixo do banco, com 14,1 litros de capacidade. A autonomia da moto super aos 300 quilômetros.
Esse compartimento, aliás, dispõe de uma tomadinha USB-C no canto superior esquerdo, e uma divisória que permite melhor organização do espaço de carga.
Essas características permanecem desde então, mas o modelo passou por melhorias contínuas. Em 2015 veio a evolução do motor, que passou de 670 cm³ para 745 cm³ e em 2022, uma mais significativa. A moto passou a ser vendida com a opção do câmbio automatizado de dupla embreagem Dual Clutch Transmission (DCT) e ganhou também o controle de tração.
Na linha 2026 que é lançada agora, a moto exibe mais novidades. No design, sobressaem o novo para-brisa, o farol dianteiro de LED redesenhado e as carenagens também com novo visual.
Segundo a Honda, o novo design não só melhorou a aparência como também facilita a remoção e a instalação das superfícies plásticas, simplificando a manutenção. Logo atrás o painel é completamente novo - agora, a tela de TFT de cinco polegadas que já vemos em outros modelos da marca.
O novo painel de instrumentos permite optar por diferentes grafismos para visualização das informações: "barra", "circular" e "simplificado". Os indicadores de direção têm Emergency Stop Signal (ESS), que são ativados se ocorrer uma desaceleração de 6,0 m/s² ou maior for detectada a velocidades superiores a 56 km/h com os freios acionados.
Nesta condição os indicadores de direção piscam para avisar os outros usuários da via de que uma frenagem brusca está acontecendo. Em condições de chuva, o limite de ativação do pisca-alerta é diminuído se o ABS for ativado com uma desaceleração de pelo menos 2,5 m/s².
E mais: o banco teve a capa atualizada e ganhou novas costuras, com acabamento aprimorado, e a cobertura do compartimento de carga também foi redesenhada, dando ao conjunto uma aparência ainda mais apurada.
A nova NC 750X 2026 também faz uso extensivo de Durabio, uma resina de policarbonato derivada de biomassa usada na criação de diversas peças, para-brisa e em outros componentes.
Na parte mecânica, uma das novidades está no freio dianteiro, agora composto por dois discos de 296 mm de diâmetro - antes era apenas um. A outra é um "aperfeiçoamento" no sistema DCT, para proporcionar respostas mais suaves e precisas em baixas rotações.
O freio traseiro continua com um disco de 240 mm e pinça de pistão únicom enquanto as rodas são de liga leve e calçam pneus nas medidas 120/70 R17 na frente e 160/60 R17 atrás. As rodas de liga de alumínio são novas, aliás, são novas e pesam 1,8 quilo a menos que as anteriores.
E a versão com DCT também ganhou mais recursos: agora, além dos modos de condução Standard, Sport e Rain, passa a ter também mais dois modos User, que são configuráveis. Confira abaixo como funcionam os modos de condução:
O HSTC - Honda Selectable Torque Control é padrão nas duas versões da NC 750X. A intervenção na roda traseira, sempre suave graças ao acelerador eletrônico pode ser ajustada em três níveis:
A versão com transmissão convencional, por sua vez, mantém a embreagem assistida e deslizante, que reduz a carga na alavanca da embreagem e proporciona uma condução suave durante reduções bruscas de marcha.
De resto, as mesmas especificações de antes: chassi tipo Diamond tubular de aço, suspensão dianteira Showa Dual Bending Valve (SDBV ) com curso de 12 cm, e suspensão traseira monochoque pro-Link regulável na carga da mola com 12,1 cm de curso na versão manual e 12,2 cm na DCT.
O motor também é o mesmo: dois cilindros em linha bem inclinados à frente, refrigeração líquida, oito válvulas, comando simples, 58 cv de potência a 6.750 rpm e 7 kgfm de torque a 4.750 rpm.
Esse motor tem aspectos curiosos: sempre que possível, alguns componentes desempenham mais de uma função. O eixo de comando, por exemplo, também aciona a bomba d'água, enquanto um dos eixos de equilíbrio (contrapeso) aciona a bomba de óleo.Com isso, foi possível reduzir o número de componentes e tornar o motor mais leve, eficiente e confiável. O peso seco é de 204 quilos na versão com câmbio convencional e de 214 quilos na versão DCT.
O sistema DCT recebeu atualizações significativas para tornar as partidas desde a imobilidade mais suaves, permitir melhor manuseio nas manobras em baixa velocidade, abaixo de 10 km/h, e facilitar as inversões de marcha.
Essas mudanças exigem uma força propulsora rápida, porém suave, com resposta gradual às aberturas de acelerador mínimas típicas dessas situações.
Para isso, foram modificados os parâmetros operacionais em relação às gerações anteriores do DCT. Em vez de depender apenas dos dados do sensor no atuador da embreagem, o sistema atualizado acrescenta a estimativa da pressão hidráulica na câmara do pistonete da embreagem.
A soma de informações vindas dos sensores convencionais de pressão de óleo e da pressão no pistonete permite uma resposta aprimorada, mais gradual, e um acoplamento mais delicado da embreagem, melhorando as saídas da inércia e as manobras em velocidades muito baixas.
Em sinergia com o acelerador eletrônico, o DCT também gerencia a abertura inicial do acelerador, melhorando a operação da motocicleta em velocidades muito baixas.
Como as trocas de marcha ocorrem em 70 milissegundos, praticamente não há interrupção na entrega de potência, eliminando assim a transferência de massas entre o eixo dianteiro e o traseiro ao trocar de marcha, que provocaria mergulho da suspensão dianteira e/ou traseira na aceleração e desaceleração.
Isso aumenta o conforto e a eficiência da condução, com benefícios específicos para o passageiro, que não sente solavancos. As vantagens adicionais são maior durabilidade do câmbio, que fica isento de engates incorretos, a impossibilidade de desligamento involuntário do motor por má gestão de câmbio, da embreagem ou do acelerador, e redução do estresse e da fadiga, especialmente em rotas urbanas.
A transmissão DCT oferece duas possibilidades de condução diferentes: em modo automático, com troca de marchas autônomas de acordo com a velocidade do veículo, e a configuração manual para trocas de marchas por meio das borboletas situadas no punho do guidão esquerdo.
O DCT tem quatro programas de troca de marchas automáticas disponíveis, um dos quais só pode ser selecionado nos dois modos User.
Os modos User 1 e 2 permitem que o piloto selecione seu programa de troca de marchas preferido, além de ajustar outros parâmetros, como entrega de potência (P), freio-motor (EB) e controle de tração HSTC (T).
Os modos de condução selecionáveis/configuráveis também estão presentes na versão equipada com câmbio convencional de seis marchas.
A nova NC 750X mantém a chave de ignição física, com seu design prático e plano, que incorpora o HISS - Honda Ignition Security System: se o chip de identificação embutido na chave e a ECU não realizarem a conveniente leitura, o motor não dará partida.
A Honda NC 750X 2026 com transmissão convencional ou DCT estará disponível nas concessionários Honda a partir de novembro. A moto tem garantia é de três anos sem limite de quilometragem mais o Honda Assistance - um serviço gratuito por todo o período da garantia do produto.
A cobertura abrange Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai. O intervalo de manutenção é de 6.000 quilômetros ou seis meses após a primeira revisão, que deve ser feita com 1.000 quilômetros ou em até seis meses. As duas serão vendidas nas cores preta ou vermelha perolizada.
A Honda oferece uma linha de acessórios oficiais Honda Store para a NC 750X. Fazem parte das opções o conjunto de malas laterais e top box e kits de iluminação suplementar e de proteção.
O modelo também terá uma linha exclusiva de Honda Store em parceria com a Alpinestars – específica para pilotagem –, composta por jaqueta tipo Parka e calça de proteção.