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Moto combate o estresse em tempos de pandemia

Além de aumentar a mobilidade e o distanciamento social, veículo trouxe alívio e conforto nesses tempos tão complicados

por Roberto Dutra

Temos falado que a motocicleta é o veículo ideal para manter o distanciamento social nesses complicados tempos de pandemia de covid-19. É um meio de locomoção quase sempre individual e que pede o uso de equipamentos de segurança que acabam sendo, também, elementos que afastam a possibilidade de contaminação - o capacete faz a função da máscara, as luvas isolam as mãos e por aí vai. Mas, a moto tem sido, também, uma válvula de escape para todo o estresse que a situação causa.
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E não importa se a moto foi comprada especificamente para aumentar o isolamento ou mesmo antes do problema surgir, para só depois virar uma solução em vários aspectos. O que importa é que usar uma moto tem feito um bem danado a muitas pessoas. Acompanhe algumas dessas histórias:

Moto x estresse

Duas em uma

A técnica em radiologia Carla Torres, de 40 anos, tinha uma Kasinski Mirage 250, que usava apenas para passeios de fim de semana. Quando veio a pandemia, Carla quis evitar o transporte público - até por trabalhar na área da saúde. Experimentou uma Yamaha Fazer 125 e gostou da agilidade, da economia e da segurança. Ela, que já tinha a intenção de comprar uma segunda moto, viu a pandemia acelerar o processo.

E nem foi como Carla esperava. Ela vendeu a Mirage 250 e comprou a Yamaha Fazer 250 por considerar que o modelo a atenderia no dia a dia e também nos passeios. Segundo ela, o transporte público foi esquecido desde então e a moto virou ferramenta de trabalho em tempo integral. Porém, mais do que isso,  a moto se tornou uma válvula de escape nos momentos de maior estresse.
"Quando estou me sentindo cansada ou sufocada, é nela que descarrego minhas energias negativas e renovo o humor. Dar uma volta a mais ou uma esticada na estrada me faz voltar pra casa mais leve e disposta pra encarar os dias de trabalho", explica Carla.

Em nome do filho

Para o roteirista de cinema e televisão Renê Belmonte, de 50 anos, a moto também teve dupla função. Em março de 2020, ele tinha um pequeno scooter Bee 200 - um veículo fundamentalmente urbano. Mas a pandemia começou a se alastrar e Belmonte decidiu que precisava de uma moto que lhe permitisse ir mais longe. O motivo: o filho estava com a mãe, em Goiás, a 1.500 km de distância, e ele queria ter a certeza de que poderia chegar lá sem depender de transportes coletivos.
"Os ônibus não estavam mais cruzando cidades e os aeroportos foram fechados. Eu precisava saber que poderia chegar até ele se precisasse. Essa foi a racionalização", explica o roteirista.

Belmonte comprou uma Triumph Street Twin, que por acaso lhe foi entregue exatamente um dia antes de todo o comércio fechar. Mas aí, além da certeza de ter maior "alcance", a moto maior permitiu a ele descobrir uma nova paixão e forma de aliviar o estresse: as viagens em duas rodas, que também se tornaram o alívio dos dias mais pesados.
"Mais que poder me movimentar sem medo, sem precisar me expor em transporte público ou táxi, a moto se tornou uma fonte de terapia, antiestresse e prazer", revela o roteirista.

Trem e ônibus? Adeus!

Já no caso da engenheira civil Fernanda Nascimento, de 30 anos, a moto veio inicialmente pela praticidade. E bem no começo da pandemia: ela lembra que foi em 16 de março de 2020.
Sua motivação inicial era apenas ter um veículo para se deslocar de casa para o trabalho e vice-versa, mas a crise sanitária que começava a motivou a treinar intensamente. Logo, Fernanda deixou de lado as viagens diárias de trem e BRT, passou a ter mais mobilidade e a manter o isolamento necessário.

Ela lembra, ainda, que no início da pandemia só poderia usar o trem se seu serviço fosse considerado essencial. Como não era, na prática não poderia ir trabalhar.
"A moto manteve minha mente sã. Em muitos dias eu apenas saí para dar uma volta e isso me fez muito bem. Por causa da moto conheci muitas pessoas e hoje em dia não fico uma semana sem fazer um passeio", resume.

Moto sim, ônibus não

Para a designer de produtos Raissa Cunha, de 29 anos, a moto - uma Haojue Chopper Road 150 - também veio em um momento importante: no início deste ano, ela tinha que ir diariamente de casa, em Niterói, para Ipanema, onde trabalhava. Um percurso de cerca de 30 km e quase duas horas, que era feito de ônibus e metrô.

Se a vontade de comprar uma moto já existia, o cansaço diário pelas longas e demoradas viagens ajudou na decisão. Assim, a moto - que seria apenas para o lazer e aliviar o estresse - se tornou fundamental também para o trabalho. Mas o lazer não foi deixado de lado. Pelo contrário: nesse uso a pequena Chopper ganhou muito mais importância do que a própria Raissa esperava.
"Aos poucos fui me encontrando, pois na moto tenho achado forças para seguir em frente. Tenho encontrado alegria, adrenalina, amor, parceria, sorrisos e, principalmente, vida!", celebra.

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