Motor-Z Cub 110, a alternativa tradicional da marca

Depois de entrar no mercado de duas rodas com scooters elétricos, a Motor-Z lança três modelos a gasolina
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- Em março deste ano, a Motor-Z, empresa do grupo Zeppini, anunciou seu ingresso no promissor mercado brasileiro de duas rodas de uma maneira pouco convencional: scooters elétricos para o lazer e tarefas profissionais leves. “Procuramos um nicho que ainda não fosse explorado”, explicou, à época, o diretor-executivo da empresa, Paulo Fernandez.

A empresa agora comemora os resultados da empreitada. Cerca de sete meses depois, já foram vendidas mil unidades de seus scooters elétricos. “A quantidade pode parecer pequena, mas, em se tratando de um veículo que simplesmente não existia, já é alguma coisa” comemorou Fernandez.

As vendas satisfatórias e a rede de revendedores, que atingiu 39 lojas em todo o país, fizeram com que a Motor-Z lançasse, no último Salão das Duas Rodas, três modelos a gasolina e entrasse para valer na briga por uma fatia do mercado de motos.

No último 21 de novembro, a empresa organizou um test-drive para a imprensa com os veículos movidos com o tradicional combustível na sua sede em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo.

No segmento de scooters, a Motor-Z apresentou a SCO 50, com motor quatro tempos de 50 cm³ e visual vintage, além da SCO 150, também com motor de quatro tempos, mas de 150 cm³. A grande novidade foi o lançamento de um modelo cub com motor de 110 cm³. Bastante popular, a CUB 110 da Motor-Z vem brigar com a Honda Biz 125 e a Sundown Web.

Mais dois scooters elétricos também foram mostrados: o SS500, que traz como novidade o conjunto de baterias removível para facilitar a recarga; e o SS 1000, que conta com dois motores de 500W, um na roda dianteira e outro na traseira, para melhorar o desempenho em ladeiras muito íngremes.

Feita para os pequenos

Fabricada na Ásia e montada no Brasil, a Cub 110 não traz nada de inovador para o segmento. Quadro underbone, garfo telescópico na dianteira e dois amortecedores na traseira, com câmbio rotativo semi-automático, ou seja, com embreagem centrífuga.

A única novidade são as rodas de aro 17” fabricadas em liga-leve, maiores do que nas concorrentes. Ponto positivo, já que rodas maiores significam mais estabilidade em vias irregulares, ainda que não deixem nenhum espaço sob o banco, como na Honda Biz.

Ainda na parte ciclística a Cub 110 da Motor-Z traz freio a disco na dianteira e a tambor na traseira. O painel é simples, mas completo: traz velocímetro, indicador de marcha engatada e marcador de combustível o tanque conta com 5 l de capacidade.

O motor é um monocilíndrico de 110 cm³ arrefecido a ar. Os números de desempenho declarados não empolgam: 6,8 cv de potência máxima a 7.500 rpm e torque não declarado. Na prática, isso exige constantes reduções de marcha em subidas e o ponteiro do velocímetro não ultrapassa os 90 km/h. Entretanto mostra-se de acordo com o uso urbano da motoneta.

De todo modo, o que se nota logo ao subir na Cub 110 é sua ergonomia não muito favorável. Ela é “pequena” demais, mesmo no meu caso, que meço 1,71 m. As pedaleiras parecem estar fora de lugar. No lado direito, onde, além do pedal de freio traseiro, há ainda o pedal de partida, é difícil encontrar uma posição confortável para apoiar o pé com firmeza.

Já do lado direito, o pedal do câmbio rotativo funciona bem nos engates para “baixo”, subindo as marchas. Porém não facilita as reduções, que devem ser feitas com o calcanhar. Outro ponto negativo é o tecido utilizado na cobertura do banco, bastante liso, fazendo com que o piloto escorregue para a frente nas frenagens.

Apesar disso, o visual da Cub 110 é moderno. Traz um conjunto óptico arredondado na dianteira e lente transparente na traseira. Destaque também para as pedaleiras da garupa, fixadas ao quadro, e não à balança, o que significa mais conforto.

Preço competitivo

Como outros veículos asiáticos, a Motor-Z Cub 110 chega com um preço bastante competitivo: R$ 4.200. Bem inferior ao da Honda Biz 125, que custa R$ 4.943 na versão com partida a pedal KS e R$ 5.624 na versão com partida elétrica ES. Apesar de seu motor maior 125 cm³ e de melhor desempenho, a Biz não traz freio a disco nestas versões. Já a Sundown Web, com motor de 100 cm³, custa R$ 4.549,73 sem freio a disco, mas ao menos no papel tem mais potência 7,5 cv.

A motoneta da Motor-Z pode ser adquirida por financiamento em uma das 39 revendas ou por consórcio da própria fábrica, que deve entrar em funcionamento em breve, segundo a empresa.

FICHA TÉCNICA – Motor-Z Cub 110

















MOTOR Quatro tempos, monocilíndrico, arrefecido a ar, 110 cm³
POTÊNCIA6,8 cv a 7.500 rpm
TORQUENão informado
ALIMENTAÇÃO Carburador
TRANSMISSÃO FINAL Corrente
CÂMBIO Rotativo semi-automático de quatro velocidades
PARTIDA Elétrica
RODAS Dianteira e traseira de aro 17”, de liga-leve
PNEUSNão informados
CHASSI Quadro underbone, com medidas e peso não informados
TANQUE5 l
SUSPENSÃODianteira com garfo telescópico; traseira com balança biamortecida
FREIOSDianteiro com disco simples; traseiro com tambor
CORES Azul e prata
PREÇO R$ 4.200


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