Depois de uma imagem enigmática, um vídeo-teaser e uma foto distribuída semana passada, a versão final da MV F4Z foi revelada por inteiro e em vários ângulos. De quebra, com três dias de antecedência, já que o comunicado oficial cravava que todas as informações seriam divulgadas em 4 de setembro. Os italianos da MV Agusta e os da Zagato - estúdio que elabora carrocerias para marcas de carros esportivos - estavam tão ansiosos quanto nós para conferir esta obra-de-arte sobre duas rodas. O resultado final não será uma unanimidade entre os internautas do WM1. Mas como diz o ditado popular: “Bem ou mal falem de mim”.
A equipe de designers da Zagato teve de enfrentar o desafio de criar uma moto que teria de interpretar o estilo de vida de um bem-sucedido empresário japonês, presidente de uma holding, cujos negócios vão da moda até o mercado editorial.
A ideia inicial para o projeto é que a moto teria de expressar o estilo de vida de seu dono. Portanto, era essencial para o time da Zagato conhecer e compreender as preferências, o caráter, as paixões e os desejos da pessoa a quem a moto será produzida. O amor deste colecionador pelas máquinas de duas rodas começou na década de 1980, quando o jovem comprou sua primeira moto e começou a personalizá-la.

E foi essa paixão e essa dedicação que serviu de combustível para os designers da Zagato. O desejo do empresário japonês era simples e, ao mesmo tempo complexo: o desenho da moto deveria ser atemporal e que não fosse comparável a nenhum outro. Pronta, a F4Z traz formas orgânicas e um porte bem robusto, quase que musculoso; diferente de tudo que já foi sonhado e construído. O resultado é certamente interessante, graças a uma originalidade inegável e habilidade dos “estilistas” em lidar com as formas e cores – vermelho e prata, é claro!
A “carroçaria” deste exemplar único da MV F4Z foi projetada e construída com materiais nobres, entre eles, alumínio e fibra de carbono. Algumas peças foram adaptadas, outras substituídas por novos componentes especialmente feitos para o projeto. Por exemplo, coletores de admissão e tanque de combustível. O sistema de escape, com uma curta ponteira, fica do lado direito da moto. Outros detalhes chamam a atenção: a pequena bolha sobre o painel de instrumentos, o “canhão” de luz e as pequenas lâmpadas (lanterna e piscas) que estão inseridas atrás do acento, que recebeu acabamento em vermelho.
Para os italianos, o que salta aos olhos é a fusão entre o robusto tanque de combustível com a grande carenagem. A mecânica é baseada na superesportiva MV Agusta F4, com seu motor de quatro cilindros e 200 cv de potência máxima.