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Nova Honda CG 160 evolui no desempenho e no preço,

Motocicleta mais vendida do Brasil está mais potente e refinada; parte de R$ 7.990
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Karina Simões
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Pense no cenário econômico atual brasileiro. Agora, imagine um veículo que, neste panorama, venda uma média de 35 mil unidades por mês no País. Pensou? O “sucesso” em questão é a Honda CG. Fomos até Recife (PE) para conhecer a nona geração desta motocicleta urbana, que recebeu uma nova motorização, mais potente, e retoques pontuais no visual. Pra quê? Oras, para continuar sendo o veículo mais vendido do Brasil.

A principal novidade da CG 2016 é o motor novo em folha de 162,7cm³. Ele substitui o propulsor de 150 cm³ e com ele não compartilha sequer um parafuso. Nós já o conhecíamos da trail Bros 160 -  sim, é o mesmo - , porém para a CG o conjunto recebeu uma caixa de ar maior e uma nova relação de marchas. De segunda a quinta marchas, a relação está mais curta que a da Bros, para aumentar o torque. Em comparação com a versão de 150cc, a potência do monocilíndrico passou de 14,3 cv para 15,1 cv e o torque de 1,45 kgf.m para 1,54 kgf.m.

Ele continua rodando com etanol ou gasolina, tecnologia batizada pela Honda de FlexOne. Aliás, você sabia que a CG foi a primeira moto bicombustível do mundo? Outra característica mantida, ou melhor, melhorada, envolve certas facilidades para procedimentos de manutenção.

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Aliviando para o mecânico

Uma das características da CG é a mecânica robusta, mas para este novo motor, caso seja necessário tirar o comando em uma manutenção, não é mais preciso desmontar o bloco. O acesso passa a ser feito por uma tampa lateral que facilita o acesso. Outra novidade é a localização da vareta de medição de óleo, antes ao lado da tampa de embreagem. Seu posicionamento agora está mais a frente, facilitando manuseio para verificação dos níveis do fluído.

O chassi não foi alterado, mas em função do novo motor, as pedaleiras estão posicionadas um pouco mais para baixo – o que é bom, pois prioriza o conforto. Na prática, as mudanças não são tão evidentes assim, o que é bem perceptível é a entrada do torque mais cedo e o comportamento do motor, que trabalha mais suave e linear. Agora, tanto a potência máxima quanto o torque chegam 500 rotações mais cedo, a 8.000 rpm e 6.000 rpm respectivamente.

O desafio da Honda foi aumentar o desempenho do motor e, mesmo assim, reduzir o consumo. Testes realizados pela Honda apontaram redução de consumo em 8%. Além disso, ele está em total conformidade com a segunda fase do PROMOT 4 (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares), que intensifica as regras para a diminuição dos gases tóxicos emitidos por veículos automotores a partir de 2016.

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Atenção aos detalhes

O novo motor dará mais fôlego as versões Fan e Titan, mas para conquistar os consumidores a Honda investiu também em um visual mais moderno, especialmente para a topo de linha Titan, que recebeu muita atenção da marca nos detallhes.

Os grafismos são inspirados nas motos de maior cilindrada, há um novo acabamento plástico ao redor do farol com pintura na cor do tanque, aletas mais robustas nas laterais, rabeta redesenhada, suporte de placa, alças removíveis na cor prata (semelhantes a da CB 300) e suporte de pedaleira vazados. O desenho do assento também foi revisto.

No tanque, que manteve a capacidade de 16,1 litros, o que chama atenção é a nova tampa de engate rápido (não é mais necessário ficar segurando a tampa na hora de abastecer). A atenção nos detalhes é vista em peças como o pedal de freio - antes cromado -, que agora ganhou um formato mais simpático e foi pintado de preto e no pedal do garupa que agora é de alumínio.

O sistema de escapamento incorporou ponteira mais curta, de maior diâmetro, desenho mais afinado e ângulo de fixação mais alto. Já as rodas ganharam formato de cinco pontas duplas pintadas em preto fosco. Na traseira o pneu da versão Titan ganhou um perfil mais baixo está 10 mm mais largo, aumentando a área de contato com o solo.

O painel também melhorou e ganhou, finalmente, o conta-giros que faltava. Além disso, há computador de bordo, marcador de combustível, relógio, hodômetro total e parcial, entre outros dados.

Vale lembrar que a Titan possui freios combinados, aquele sistema que a força de frenagem é distribuida entre as rodas traseira e dianteira. A versão top de linha da CG está mais bonita, mais refinada e também mais cara.

São cobrados R$ 9.290 por ela, ante os R$ 8.639. Ao meu ver, os R$ 651 de diferença valem muito a pena se colocarmos na conta todas as alterações que a street recebeu, mas em contrapartida há um sentimento, no mínimo, estranho ao pagar mais de R$ 9 mil por uma CG. Não?

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Fan com upgrades

Se você não quiser pagar tanto, é possível ter o novo motor de 160cc em uma versão mais em conta. Por R$ 7.990, a Fan entrega o mesmo conjunto mecânico, exceto pelos freios combinados. Não há aquele esmero no acabamento como encontramos na Titan, mas as peças plásticas ganharam uma aparência melhor, já que deixam de ser injetadas em plástico colorido e passam a ser pintadas e o bocal do tanque é novo como na Titan. O painel não recebeu mudanças, as alças do garupa são fininhas e pintadas de preto, entre outras diferenças que deixam o modelo bem menos refinado.

Na CG 160 Fan, os pneus permanecem com as mesmas especificações: 80/100-18M/C 47P (dianteiro) e 90/90-18M/C 57P (traseiro), mas as rodas passam a ser de liga leve e também pintadas de preto fosco. 

A garantia é de três anos, sem limite de quilometragem, com fornecimento gratuito de óleo em sete revisões.

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Para todos os gostos

As demais versões da CG – 125 Fan, 125 Cargo, 150 Start e 150 Cargo – continuam em linha. Todavia, Alfredo Guedes, supervisor de Relações Públicas da Honda, explica que este investimento em versões mais completas é um reflexo do mercado. “O consumidor está mais exigente”, complementa. E os números mostram exatamente isso: as vendas da Titan 150 e da 150 Start estão subindo enquanto as da Fan 125 estão minguando. Não estranharia se em breve a Honda anunciasse que os modelos de 125cc estão saindo de linha.

Por fim, é fácil entender porque a CG é a moto mais popular do Brasil. Mesmo com o "tapa" no visual e o estilo um pouco mais sofisticado (e caro), ela mantém as principais características que a colocram no topo por tanto tempo: robustez, praticidade, confiabilidade e economia de combustível. A parte boa é que você pode escolher a motorização (125cc, 150cc ou 160cc) e o nível de “sofiscicação” da sua CG. As versões começam em R$ 5.825.

Números da CG

1976 foi o ano de seu lançamento

75,91% é sua representação nos emplacamentos totais de sua categoria dentro do mercado nacional de duas rodas segundo dados da Fenabrave.

11 milhões de unidades comercializadas

30.290 unidades vendidas apenas no mês de julho da versão de 150cc

motocicleta bicombustível do mundo

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