O caro leitor tem saudades da antiga CB 600F Hornet e acha que a CB 500 Hornet, que foi lançada em julho último, é mansa ou discreta demais? Pois seus problemas acabaram: a marca lança oficialmente, nesta segunda-feira (3), a CB 750 Hornet - uma irmã maior, mais agressiva e mais forte da 500.
A nova moto tem boas especificações e tenta equilibrar diversão e preço. Não é tão forte quanto a antiga - e destemperada - CB 600F Hornet, que seduziu corações e mentes lá nos anos 2000, mas é bastante convincente e coerente com sua proposta. Vamos conhecê-la em detalhes.
Para começar, vale dizer que o "nome comercial" será mais simples: apenas Hornet 750. O design foi criado no Centro de Pesquisa & Desenvolvimento (R&D) da Honda em Roma, na Itália. Nada é por acaso: o mercado de motos naked é fortíssimo por lá, e isso já justifica a centralização de projetos. E aí muito do que é criado por lá vai para o resto do mundo. Lembra da primeira CB 500 que veio para o Brasil, no final dos anos 1990? Pois é.
E a moto realmente tem um visual mais de naked europeia do que de japonesa. Ou seja, sem radicalismos e tudo bem harmonioso e palatável. A parte mais agressiva é a frente, com o farol duplo envolvido por uma moldura de linhas retas e aerodinâmicas.
O tanque é alto e musculoso, e segundo a Honda foi inspirado em uma asa de vespa (Hornet é "vespa" em inglês). É bonito e tem abas laterais curtinhas e bacanas, mas não chega a ser inovador. Mais atrás o banco é dividido em duas peças e dois níveis, a rabeta é alta e a placa tem suporte destacado.
As rodas de liga leve são discretas e têm como grande virtude o baixo peso e o visual limpo. No final das contas, a surpresa interessante é a parte do chassi aparente e pintada em vermelho, contrastando espertamente com a pintura branca perolizada da roupa da moto.
Na versão com pintura preta metálica, porém, o chassi também é todo preto. E aí o barato da moto é exibir um aspecto ainda mais agressivo e quase sinistro, que certamente também vai agradar muita gente. Confesso que não consegui eleger a mais bonita.
O design da Hornet 750 é agressivo e bonito em boa medida, mas não é exatamente revolucionário. E suas especificações também não são. Mas isso não quer dizer que sejam pobres ou limitadas: aqui o que vemos é que a Honda aplicou características técnicas de alto nível, mas sem um refinamento que levasse o preço da moto às alturas - um equilíbrio necessário e inteligente.
Dito isso, confira abaixo as principais especificações técnicas da nova Hornet 750:
Agora entenda como funcionam os modos de condução da Hornet 750:
Como falamos acima, a Hornet 750 equilibra preço e conteúdo, mas sem um refinamento que custe caro demais. Por isso não tem recursos como ajustes na suspensão dianteira ou mesmo conectividade no painel de instrumentos.
No caso do painel, a Honda justificou alegando homologação demorada. Mas é algo que certamente estará presente no futuro. De resto, nada a ponderar e tudo coerente com uma moto de R$ 53.700 (sem frete e seguro).
Vale comentar, também, o motor da Hornet 750. Seus 755 cm³ produzem 69,3 cv de potência máxima e 7 kgfm de torque, números bem superiores aos 49,6 cv a 8.500 rpm e aos 4,5 kgfm a 7.000 rpm da Hornet 500 - que custa R$ 10.660 a menos.
O quatro-em-linha da antiga CB 600F Hornet, por sua vez, passava dos 100cv de potência, mas entregava torque de 6,5 kgfm (linha 2014). Ou seja, a Hornet 750 tem menos potência, porém um pouco mais de torque.
Além disso, pesa bem menos: 180 quilos contra 193 quilos, ambas a seco. Ou seja, a Hornet 750 pode não entregar um desempenho tresloucado como o a antiga 600, mas é uma moto ainda muito vigorosa - e bem mais controlável.
Importante mencionar, também, a modernidade da parte elétrica e eletrônica da Hornet 750. O sistema foi simplificado usando a tecnologia de cabeamento CAN - Controller Area Network, que atua em paralelo com a BCU - Body Control Unit.
Localizada sob o banco do piloto, o conjunto CAN/BUS processa instantaneamente os sinais de controle do módulo do sistema ABS, do painel de TFT e do comando de quatro vias no guidão esquerdo, deixando à ECU apenas o controle de parâmetros dinâmicos.
A Honda CB 750 Hornet 2026 chegará às concessionários em novembro. Tem garantia de três anos sem limite de quilometragem e também o Honda Assistance, um serviço gratuito por todo o período da garantia do produto. Essa cobertura abrange Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai.
O intervalo de manutenções é de 6.000 quilômetros ou seis meses após a primeira revisão - que deve ser feita com 1.000 quilômetros ou seis meses. O preço público sugerido, base São Paulo/SP, é R$ 53.694 sem frete e seguro. As opções de cores são branco perolizada e preta metálica.



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