O caro leitor está pensando em comprar uma moto usada, mas não sabe bem quais são as opções que valem a pena? Pois saiba que elas existem, e não são poucas. Mas é importante escolher bem, pois há modelos que, embora estejam fora de linha, ainda são bons negócios.
Há opções para todos os gostos: custom, trail, clássica... e de alta ou baixa cilindradas. São motos mais baratas que as equivalentes zero-quilômetro, que vão entregar mobilidade urbana e/ou te permitir ir a lugares distantes com segurança e confiabilidade.
Por isso, selecionei aqui oito opções de motos que o caro leitor pode comprar sem medo de ser feliz. Mas, claro, é preciso pesquisar bem e garimpar com paciência para levar para casa uma boa compra. Embaixo de cada uma já botei os links para facilitar a pesquisa na Webmotors. Confira!
A Chopper Road foi lançada em 2017 e, de certa forma, substituiu a admirada Suzuki Intruder 125 - que, embora muita gente ainda não saiba até hoje, também era, originalmente, uma Haojue (código HJ125). Aliás, a Chopper Road 150 era produzida na mesma fábrica que, anos antes, fazia a Intruder.
Pois bem: a Chopper Road 150 chegou, teve bons números de venda e muita gente lamentou sua saída de linha no ano passado - o que ocorreu, fundamentalmente, devido à legislação de emissões. Mas ainda é bom negócio para a mobilidade urbana com preços atraentes - entre R$ 7 mil e R$ 10 mil, em média -, manutenção barata e baixo consumo de combustível.
A saudosa XR 250 Tornado fazia "dobradinha" com a irmã CBX 250 Twister. Ambas usavam o mesmo conjunto de chassi e motor, mas a Tornado era uma trail e a Twister, uma naked. A Tornado durou menos - foi de 2001 a 2008 -, mas ficou na memória como uma trail versátil, que encarava bem qualquer tipo e terreno, e extremamente robusta. Além disso, tem manutenção fácil, relativamente barata e ainda boa oferta de peças de reposição.
Quem considera as trail atuais muito "Nutella", ou acha que estão caras demais (e estão mesmo), tem na Tornado uma ótima opção de "trator" que encara tudo por preços bem acessíveis. Na média, dá pra comprar uma legalzinha por R$ 10 mil a R$ 15 mil. Mas uma raridade impecável e com baixíssima quilometragem vai bater nos R$ 26 mil.
A vida das Vulcan 900 no mercado brasileiro não foi fácil. Chegaram em 2010 como sucessoras das Vulcan 500, 750, 800, 1500 e 1600, mas estas cinco foram vendidas no país lá anos 1990 e 2000, época em que a marca japonesa era representada por um importador complicado. Com isso, a marca ficou meio queimada.
Os tempos mudaram, a Kawa se firmou como subsidiária e suas operações no país se consolidaram. Mas as Vulcan 900, curiosamente, não tiveram números sólidos de venda - e saíram de linha em 2015. Restou, até hoje, a Vulcan 650 S, esta bem-sucedida, porém bem diferente com seu motor em linha e aspecto musculoso.
As Vulcan 900 sobrevivem no mercado de usadas como boas opções para quem curte modelos custom clássicos, com motor em V forçudo e porte imponente. Tem três versões: a Classic, que é "pelada", mas cheia de cromados, Custom, que é pintada na cor preta e tem visual mais "bandido", e LT, com acessórios como para-brisa, sissy-bar e alforges. Todas são bem legais, e custam entre R$ 30 mil e R$ 50 mil.
Não sei o caro leitor, mas eu sou admirador das Bonneville. O estilo clássico, a importância histórica, a "carreira" no cinema e a rodagem com aquele típico assovio do motor com cilindros em linha sempre me seduziram. As motos da primeira fornada, lá de 2012 a 2015, ainda têm a vantagem da simplicidade: nada de muitos recursos eletrônicos e motor de 865 cm³ bicilíndrico com refrigeração a ar.
Isso significa pouca coisa para dar problema. Mas há pontos de atenção: o câmbio daquelas primeiras só tinha cinco marchas, o que não é problema mas você sente a falta da sexta. E as peças de reposição não são tão fáceis ou tão baratas. Por outro lado, você consegue ter na garagem e desfilar com uma moto linda, que anda bem e cuja manutenção normal é fácil e barata - e ainda vai pagar IPVA e seguro baixos para isso.
A XT 660R foi uma das versões da sucessora da admirada XT 600E. Chegou em 2005 e permaneceu em linha até 2018. Típica "XT" da Yamaha, honrava a linhagem com design agressivo, desempenho forte e robustez inquestionável. Isso sem falar na versatilidade, pois vai bem tanto no asfalto quanto na terra.
Há muitos modelos anunciados na Webmotors. De raridades em estado impecável e baixíssima quilometragem a modelos mais rodados e mais antigos. Por isso, os preços variam bastante: vão de R$ 27 mil a R$ 60 mil. Quem garimpar bem consegue comprar uma muito boa gastando menos de R$ 30 mil - e terá uma ótima moto de média cilindrada, que é pau pra toda obra.
Eu sei que, no Brasil, motos que são autênticos "tratores" de duas rodas sempre fizeram e continuam fazendo sucesso. Então botei mais uma dessa tipo na lista: a BMW F 650 GS, que também teve uma interessante versão GS Dakar.
É uma moto simples, com motor monocilíndrico robusto e que, não importa o ano nem a quilometragem (foram vendidas de 2000 a 2011, se tiver sido bem cuidada, vai te levar à padoca da esquina ou ao Ushuaia com a mesma eficiência. Os preços variam muito - de R$ 19 mil a R$ 45 mil -, mas se for do seu interesse, dê preferência aos modelos dos dois últimos anos, que são mais completos e modernos.
Quando falamos em Suzuki V-Strom, a maioria das pessoas lembra mais da versão com motor de 1000 cm3. A grandona era sensacional, mesmo - tanto que permanece em linha até hoje, mas com projeto e motor atualizados. Pois a V-Strom 650 também existe até hoje, em única versão com um XT de sobrenome.
Mas aqui falamos das primeiras fornadas, dos anos de 2009 até meados de 2015. A V-Strom 650 dessa época é confortável, descomplicada, confiável e muito agradável de pilotar. Além disso, não tem histórico de problemas e entrega ótimo custo/benefício, com valores de compra - de R$ 23 mil a R$ 35 mil, em média - e posse bem atraentes (incluindo seguro, IPVA e afins) para uma moto que vai te levar a praticamente qualquer lugar.
A Sportster é considerada por muito harleyros tradicionais a melhor moto já feita pela Harley-Davidson. Eles admiram a concepção simples e sempre dizem que o motor Evolution é o mais confiável da marca em todos os tempos. Mas é até difícil apontar qual seria a melhor opção de uma 883 ou 1200 usada para comprar, dada a quantidade de versões e configurações que chegaram ao Brasil desde 1994.
Fiquemos, então, com um meio termo: a Sportster XL 883R, aquela bem conhecida que tem adesivo com bandeirinhas nas laterais do tanque. Segundo a tabela Fipe, há modelos "R" de 2005 a 2014. Minha dica: dê preferência a modelos de 2008 a 2010. Isso por que você não vai gastar muito na compra - na extensa faixa de R$ 30 mil a R$ 40 mil - e terá uma Harley raiz na garagem, pronta para ser customizada ao seu bem prazer.
E é um modelo que precisa mesmo disso: na configuração original de fábrica, a Sportster é dura e desconfortável (o que só mudou em 2018). Então pense em guidão mais alto, banco conforto, comando avançado e amortecedores traseiros progressivos para realmente ter uma moto bem usável. Acredite: a diversão vale o investimento!
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