Além de test-rides com modelos de scooters elétricos e movidos a combustão, palestras e debates serão realizados durante o evento. O Salão do Scooter tem como objetivo promover uma ampla discussão sobre a mobilidade urbana e os impactos do crescimento do uso dos scooters e motonetas no trânsito.
Além disso, claro, tem os estandes de fabricantes de veículos, peças e acessórios. Nunca é demais lembrar que o segmento já representa mais de um terço (35,2%) das vendas de veículos de duas rodas no mercado brasileiro.
Lançamentos no Salão do Scooter
Com mais de 20 expositores – entre as fabricantes de veículos de duas rodas, fornecedores de motopeças, acessórios e equipamentos para o piloto e para a moto, tais como capacetes, vestimentas, luvas e calçados –, o evento será palco de lançamentos como o das motos elétricas Watts W125 e Watts W160.Das grandes fabricantes do mercado brasileiro, apenas a Yamaha marca presença com estande no evento, mas sem nenhuma surpresa ou novidade. A startup Voltz Motors também comparece ao Salão do Scooter com o seu modelo EV1 Sport, mas apenas com um pequeno quiosque.
Segmento de scooters no Brasil
O segmento de scooters é o mais aquecido no mercado brasileiro de veículos de duas rodas. Quando as vendas de motocicletas e motonetas caíram, as de scooters subiram. Quando as vendas de motocicletas e motonetas cresceram, as de scooters dispararam.Esses veículos urbanos até demoraram para se consolidar no país - por muito tempo foram vistos como fracos e frágeis e com certo preconceito -, mas nos últimos anos mostraram que vieram para ficar. Praticidade, baixo consumo de combustível e preços acessíveis são seus principais atrativos. E agora ganham o reforço de modelos elétricos, que não param de chegar.
Para mostrar essa força, basta analisarmos os números de emplacamentos de motos de todos os estilos, motonetas e scooters em 2021. Enquanto as motos city/street responderam por 40,5% das vendas, os scooters foram o segundo segmento mais procurado e entraram com 34,1%. Superaram, inclusive, as motos trail/fun (20,1%), que sempre foram bem vendidas no país.
Em 2010, as city/street respondiam por 62,1% e os scooters, por apenas 20,3%. Hoje os scooters já respondem por mais de um terço (35,2%) das vendas de veículos de duas rodas no mercado brasileiro e a expectativa é de que, em alguns anos, alcancem as city/street.
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