Já falamos aqui algumas vezes que o segmento de scooters é o mais aquecido no mercado brasileiro de veículos de duas rodas. Quando as vendas de motocicletas e motonetas caíram, as de scooters subiram. Quando as vendas de motocicletas e motonetas cresceram, as de scooters dispararam.

Esses veículos urbanos até demoraram para se consolidar no país - por muito tempo foram vistos como fracos e frágeis -, mas nos últimos anos mostraram que vieram para ficar. Praticidade, baixo consumo de combustível e preços acessíveis são seus principais atrativos.
Para mostrar essa força, basta analisarmos os números de emplacamentos de motos de todos os estilos, motonetas e scooters em 2021. Enquanto as motos city/street responderam por 40,5% das vendas, os scooters foram o segundo segmento mais procurado e entraram com 34,1%. Superaram, inclusive, as motos trail/fun (20,1%), que sempre foram bem vendidas no país. Em 2010 as city/street respondiam por 62,1% e os scooters, por 20,3%. A expectativa é de que, em alguns anos, city/street sejam alcançadas.
Essa tendência de alta contínua nas vendas de scooters levou à criação de um evento só para o segmento: o Salão do Scooter, ou Urban Mobility Expo, que será realizado no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, entre os dias 12 e 15 de maio. O organizador é o jornalista e motociclista veterano Eduardo Viotti, para quem as vendas de scooters devem crescer ainda mais nos próximos anos.
"Essa é uma tendência sem volta", afirma Viotti, categoricamente.
Aproveitamos a oportunidade e mostramos, abaixo, a lista com os modelos mais vendidos do país em janeiro deste ano e, também, em todo o ano passado (em unidades):