Os motivos, segundo a entidade, são vários. Entre eles, taxas de juros que abalam ainda mais a oferta de crédito e alto índice de endividamento das famílias. Além da descrença no atual cenário econômico e com a sombra do desemprego batendo na porta do trabalhador. “Em um cenário macroeconômico, a pior coisa que pode acontecer é não termos em curto prazo sinais de melhora para o segmento automotivo”, afirma Teresa Fernandez, consultora da MB Associados. Segundo a economista, outros fatores estão puxando a economia para baixo: “demora no ajuste fiscal, racionamento de água, aumento nas contas de energia e altas taxas de juros e escândalos financeiros que empurram para baixo o Produto Interno Bruto (PIB), que deve ter uma queda este ano de 1,5%”.
Para Alarico Assumpção Jr., presidente da Fenabrave, o ano será muito difícil. “No início de 2015 tivemos retração em todas as categorias. O mês de fevereiro, por exemplo, foi afetado pelo menor número de dias úteis (17), devido ao feriado de carnaval. Neste cenário macro, motos de alta cilindradas e scooters continuaram com suas vendas em bom nível. Mas quem sofrerá serão os consumidores das classes menos favorecidas, que dependem exclusivamente do crédito para adquirir um bem.”
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Ranking dos fevereiros
Mês Vendas
Fevereiro/2006 86.983
Fevereiro/2007 107.152
Fevereiro/2008 139.014
Fevereiro/2009 106.729
Fevereiro/2010 120.832
Fevereiro/2011 145.316
Fevereiro/2012 134.642
Fevereiro/2013 101.897
Fevereiro/2014 119.514
Fevereiro/2015 93.796
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