No último dia 18 de fevereiro, falamos aqui sobre o lançamento, na Índia, de uma segunda versão da Honda CB 350 H´Ness - chamada de CB 350 RS. Mencionamos, também e principalmente, que o modelo era voltado para o público asiático, com foco especial na própria Índia, que atualmente é o maior mercado de motos do mundo. E dissemos, ainda, ser pouco provável que a bonitinha viesse para o mercado brasileiro - por vários motivos.

Pois bem, eis que surgem notícias vindas do outro lado do mundo que podem acender uma luz no horizonte para os muitos leitores que ficaram encantados com a pequena motoquinha: a CB 350 tem vendido bem por lá e seu sucesso já faz com que a matriz japonesa da Honda comece a estudar a possibilidade de vender o modelo em outros países.

Logicamente a Europa seria o alvo inicial, mas outras regiões também podem estar na alça de mira. Um executivo da filial indiana da Honda revelou que, como o modelo já atende às normas de emissões europeias, não haveria empecilhos às exportações.
"Estamos em discussão com nossa matriz e há interesse em outras filiais da Honda em todo o mundo", afirmou o diretor de vendas e marketing da Honda Motorcycle & Scooter India, Yadvinder Singh Guleria, ao site "The Times of India". Guleria disse, ainda, que a filial indiana espera apenas o sinal verde da matriz japonesa para iniciar as exportações da moto.
Desta forma, nada impede que o Brasil esteja em uma próxima lista de países a receber a moto. Afinal, embora o mercado brasileiro de motos já tenha registrado, em anos passados, volumes de vendas bem superiores aos atuais, ainda não é desprezível.
Segundo o site de estatísticas Motorcycle Data, a Índia é, atualmente, o maior mercado de motos do mundo, com vendas anuais de 18,5 milhões de unidades (2019). Depois, vêm a China, com 16,3 milhões, a Indonésia, com 6,5 milhões, o Vietnã, com 3,2 milhões, as Filipinas, com 1,8 milhões, a Tailândia e o Paquistão, com 1,6 milhões cada, e Brasil e México, com 1 milhão.
Aqui, as CB 350 H´Ness e/ou RS poderiam chegar de duas formas: pelo chamado sistema CKD, que é quando a moto vem em kits que são montados em Manaus, ou através de produção local, com utilização de peças importadas e nacionais. De toda forma, a fábrica brasileira da Honda na capital do Amazonas tem enorme capacidade instalada e total aptidão para montar a moto das duas formas.
Resta ao público brasileiro que se encantou com a pequena CB 350 torcer por sua vinda. Com motor monocilíndrico de 348 cm³ refrigerado a ar, 20 cv de potência e 3 kgf.m de torque, ela brigaria de frente com a Royal Enfield Meteor 350, a pequena custom que chega ao país até maio por cerca de R$ 20 mil - e que, pelo menos por um tempo, vai reinar sozinha no espaço que existe entre as 150 de até R$ 11 mil (Haojue Chopper Road 150 e Dafra Horizon 150) e a Kawasaki Vulcan 650 S, que bate nos R$ 36 mil.