A Suzuki lançou nesta segunda-feira (26), de forma virtual, a linha 2022 da GSX-S 1.000. É a primeira grande mudança feita na naked, que foi lançada em 2015 - e a marca japonesa fez questão de ser ousada.

A primeira vista, logo reparamos no design futurista, quase robótico. Não chega a ser revolucionário - a Yamaha fez isso antes, há poucos meses, na linha MT-09. Mas o conjunto ótico em três "andares", com o farol principal no meio, somado às linhas bem mais retas do que antes chamam bastante a atenção - e promete gerar polêmica.
Na parte mecânica a principal novidade é a mesma que temos visto em vários outros lançamentos recentes: a adequação às normas de emissões Euro 5.
O motor de quatro cilindros em linha, 999 cm³ e refrigeração líquida sofreu alterações internas e externas (sistema de exaustão), e seus números mudaram um pouco: a potência subiu de 150 cv a 10.000 rpm para 152 cv a 11.000 rpm e o torque caiu de 11 kgf.m a 9.500 rpm para 10,8 kgf.m a 9.250 rpm - nesse caso algo desprezível, já que agora o pico também chega um pouco antes. Com as novas especificações, a Suzuki diz que a moto vai de zero a 100km/h em 6,6 segundos.

A GSX ganhou mais eletrônica. Passa a ter acelerador eletrônico, controle de tração com cinco ajustes, três modos de pilotagem, quickshifter bidirecional (dispositivo que permite a troca das marchas sem uso de embreagem nem alívio do acelerador), assistência em baixa rotações e sistema de partida "fácil" - não é preciso ficar apertando o botão do start: basta um toque que o arranque gira até o motor pegar.
Achou pouco? Pois a moto tem mais novidades. A linha 2021 também ganhou embreagem deslizante, iluminação totalmente por LEDs, subquadro traseiro mais fino, guidom redesenhado e novo painel todo em LCD - bem superior ao anterior, que tinha tela de LCD, mas luzes-espia do lado de fora. Porém, continua atrasado em relação aos painéis de TFT já bem comuns atualmente.
As suspensões continuam sendo da Kayaba e os freios, da Brembo. Com 2,11 m de comprimento, 1,46 m de entre-eixos, 81 cm de largura e 1,08 m de altura, a nova GSX-S 1.000 pesa 214 kg em ordem de marcha. O tanque agora comporta 19 litros de combustível, dois a mais que antes. Com um consumo médio prometido de 19,7 km/l, a GSX tem uma autonomia superior a 310 quilômetros. As rodas são de liga leve com aros de 17 polegadas, e calçam pneus Dunlop Roadsport 2 nas medidas 120/90 na frente e 190/50 atrás.
A Suzuki GSX-S 1.000 começa ser vendida na Europa em junho com preço inicial de 13.700 euros, aproximadamente R$ 90.430 numa conversão direta. A geração anterior, atualmente vendida no Brasil, custa R$ 67.718 - com preço promocional à vista de R$ 62.839.
Ou seja, quando essa nova geração vier (e vem, pois já aparece em teaser no site da Suzuki brasileira), deverá bater nos R$ 90 mil mesmo com direito às isenções tributárias do Pólo Industrial de Manaus (PIM), onde é montada.
Confira abaixo o vídeo-teaser oficial de lançamento da moto: