Suzuki GSX-R 1000 K7, a nova campeã das pistas

Nova geração da Suzuki GSX-R 1000 traz, além de muita potência – 185 cv a 12.000 rpm –, tecnologia de ponta diretamente das pistas de Moto GP
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- Ao analisarmos a ficha técnica, os números de desempenho e as novidades tecnológicas introduzidas na geração 2007 da GSX-R 1000, podemos prever que a Suzuki criou, novamente, uma campeã das pistas. Assim como foi a versão anterior K5, campeã mundial de Superbike em 2005, com o piloto australiano Troy Corser.

A GSX-R 1000 2007 - chamada de K7 - é completamente inédita: traz um novo quadro de dupla trave superior em alumínio, novas suspensões, uma nova balança traseira, pedaleiras ajustáveis, enfim... diversas novidades para fazer dela uma campeã das pistas. Entretanto, o que interessa mesmo em uma moto desse segmento é seu motor. Nesse quesito, a Suzuki caprichou.

Mais eficiência = maior potência

A chave para obter mais potência, uma melhor resposta na aceleração e, ao mesmo tempo, reduzir a emissão de gases é uma queima eficiente do combustível. A Suzuki conseguiu tudo isso e um pouco mais graças à avançada tecnologia introduzida no novo motor – um quatro cilindros em linha de 999 cm³ DOHC com arrefecimento líquido que traz pistões forjados em alumínio, eixos de comando ocos para reduzir o peso e um balancim extra para reduzir as vibrações.

Com o objetivo de “queimar” combustível com mais eficiência, a Suzuki trabalhou na injeção eletrônica, agora mais compacta. O já conhecido sistema Suzuki Dual Throttle Valve – que consiste em duas borboletas, uma comandada pelo piloto por meio do acelerador e outra comandada pela centralina de acordo com a rotação do motor, marcha engatada etc. – foi melhorado. Os bicos injetores têm agora 12 pequenos orifícios em vez dos quatro furos maiores utilizados anteriormente. Com isso a nebulização da mistura ar-combustível é mais eficiente. Tudo para manter o propulsor bem alimentado.

Os dutos de admissão e escape foram retrabalhados e estão 8% maiores, assim como as válvulas em titânio com comando “mais bravo”. Toda essa tecnologia permitiu um aumento de 7 cv na potência máxima – passou dos anteriores 178 cv a 11.000 rpm para 185 cv a 12.000 rpm. Parece pouco, mas lembre-se de que uma corrida pode ser ganha por milésimos de segundos, portanto uns cavalinhos a mais não são nada maus. Para ter uma idéia, a nova Suzuki GSX-R 1000 tem mais potência que qualquer moto que disputa atualmente o Campeonato de Superstock para motos de série equipadas com escapamento racing.

Ao estilo da Moto GP

Claro que os 7 cv a mais não são a única e grande novidade nessa usina de força. O destaque fica mesmo para o pequeno botão localizado no punho direito. Ao estilo da MotoGP, ele permite ao piloto selecionar entre três diferentes tipos de mapeamento para a entrega dessa potência toda. É quase como ter três diferentes tipos de moto ao seu dispor.

No modo “A” você tem força total. No modo “B”, a potência é diminuída em baixas rotações, mas a partir das 9.000 rpm a usina de força está de volta. No modo “C” mantém pouca potência em médios e baixos regimes, mas o motor pára de entregar mais potência acima das 8.000 rpm. É como transformar a sua 1.000 cm³ em uma 600 cm³.

Mas para que serve isso? Bem, imagine você no circuito australiano de Phillip Island, com suas curvas rápidas e retas extensas. Use o modo “A”. Pense agora em um circuito mais travado, com pista molhada, quando você precisa de uma aceleração inicial mais suave nas saídas de curva, mas ainda precisa de toda a força em longas retas. Use o modo “B”. Já na opção “C” basta mentalizar um dia chuvoso e aquela serra travada com o asfalto liso e já dá para ter uma idéia da utilidade da “traquitana”.

Ciclística

Completando a modernização da nova Suzuki 1.000 está o quadro de dupla trave superior em liga de alumínio e as novas suspensões. Os garfos telescópicos invertidos upside-down de 43 mm de diâmetro na dianteira e o monoamortecedor na traseira ganharam regulagem na velocidade da compressão, além do ajuste de retorno e na pré-carga da mola.

Novidade mesmo é o amortecedor eletrônico de direção – de funcionamento similar ao que equipa a Honda CBR 1000 RR. A grande vantagem desse tipo de amortecedor de direção é que ele enrijece o guidão de acordo com a velocidade, facilitando as manobras em baixa velocidade. Para que a moto fique bem ao gosto do piloto, as pedaleiras da nova GSX-R 1000 podem ser ajustadas em três diferentes posições.

Design

Visualmente a principal mudança fica por conta dos dois escapamentos, em substituição ao solitário escape com formato triangular da versão anterior K5. Agora o sistema 4-1-2 com duas saídas, uma de cada lado, garantiu um peso maior à moto, mas, segundo a fábrica japonesa, a centralização de massas está melhor.

Obviamente a carenagem foi estudada em túnel de vento e teve sua área frontal reduzida, porém a bolha está mais alta para garantir proteção aerodinâmica superior quando os 185 cv estiverem a todo vapor.

Para completar o cockpit, o piloto dessa superesportiva tem a sua frente um conta-giros analógico, velocímetro digital, shif-light luz que indica a hora de trocar de marcha, indicador de marcha engatada e outras coisas mais supérfluas, como relógio, hodômetros etc. Resumindo, não falta quase nada para que a Suzuki GSX-R 1000 venha a ser a nova campeã das pistas de Superbike. Apenas um piloto à altura para domá-la.

FICHA TÉCNICA – Suzuki GSX-R 1000 K7


MOTOR Quatro tempos, quatro cilindros em linha, DOHC, refrigeração líquida, 999 cm³
POTÊNCIA185 cv a 12.000 rpm
ALIMENTAÇÃO Injeção eletrônica
CÂMBIOSeis marchas
TRANSMISSÃO Corrente
PARTIDA Elétrica
RODAS Dianteira e traseira de aro 17”, em liga-leve
PNEUS Dianteiro 120/70-ZR17; traseiro 190/50-ZR17
CHASSI Quadro de dupla trave superior em alumínio, com comprimento de 2.045 mm, altura de 1.130 mm, largura total de 720 mm, entreeixos de 1.415 mm, altura do assento de 810 mm e peso a seco de 172 kg
TANQUE18 l
SUSPENSÃO Dianteira telescópica invertida upside-down e totalmente ajustável; traseira com balança monoamortecida com amortecedor a óleo totalmente ajustável
FREIOSDianteiro com discos duplos de de 310 mm de diâmetro, com pinças de quatro pistões fixadas radialmente; traseiro com disco simples de 220 mm de diâmetro com pinça de um pistão
CORES Branco/azul, amarela/preta e vermelha/prata Europa
PREÇO Não divulgado


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