Os números falam por si: no motor tricilíndrico, cuja capacidade cúbica cresceu de 1.050 cm³ para 1.160 cm³, a potência subiu de 150 cv a 10.500 rpm para 180 cv a 10.750 rpm. É coisa de moto esportiva! Já o torque foi de 11,8 kgf.m em 7.150 rpm para 12,7 kgf.m em 9.000rpm. Ou seja, o motor ficou mais "elástico". Além disso, a inércia interna ficou 12% menor - ou seja, tudo ali dentro se move muito mais rapidamente.
Para completar, a moto ficou 10 quilos mais leve (agora são 198 quilos), o que melhorou sobremaneira a relação peso/potência e deixou o modelo mais nervoso e ágil. Vale destacar que a maior parte dessa dieta foi feita exatamente no motor, apesar da capacidade cúbica aumentada.
Outra parte da dieta, menor, veio do novo chassi, que agora leva 17% de alumínio em sua composição e teve seu peso e massa redistribuídos. Assim, ganhou peso na frente e teve o centro de gravidade rebaixado. Uma nova bateria de íon-lítio 60% mais leve do que as habitualmente usadas, de chumbo ácido, também contribuiu para a perda de peso - uns 2,3 quilos a menos.
O design segue a cartilha tradicional da Speed Triple, com os faróis que parecem olhos esbugalhados - mas agora há luzes de LED e filetes na função de luzes de rodagem diurnas (DRL), que mais parecem "sobrancelhas". Nas laterais parte do chassi está à mostra (afinal, é uma naked!) e, lá atrás, a rabeta é arrebitada e embute a lanterna com filete de LEDs. Os piscas, aliás, também são de LEDs - e têm desligamento automático.
A nova Speed Triple 1.200 também tem luxos na parte mecânica. As suspensões são da grife sueca Öhlins (e totalmente ajustáveis), os freios vêm da Brembo, na versão Stylema, e os pneus modelo Racetec RR são fornecidos pela Metzeler. Também homologado, os Pirelli Diablo Supercorsa SC2 são uma opção para quem vai rodar em pistas fechadas e track days.
A eletrônica também foi aprimorada e a agora a moto tem cinco modos de pilotagem (rain, road, sport and track, este para track days), ABS com atuação em curvas, cruise control, controle de tração desligável (embora seja vinculado aos modos de pilotagem), novo quickshifter (que permite trocas de marcha para cima e para baixo sem uso de embreagem e sem alívio de acelerador), partida sem chave e conexão "My Triumph Connectivity System".
Com esse sistema de conexão, o piloto acessa, por um aplicativo baixado no smartphone, recursos exibidos no painel como a navegação por GPS, músicas e até uma câmera GoPro se quiser instalar na moto. Por falar em painel, este também é novo: de acordo com a moda mundial, passa a ser uma tela de TFT de cinco polegadas, com dois modos diferentes de exibição de funções. Completinho, tem até "lap timer" (cronômetro de voltas) para uso em track days.
Na Inglaterra, a nova Speed Triple chega no final deste mês por 15.100 libras (cerca de R$ 111.300). Ainda não há previsão para o Brasil.
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