Logo WM1

O canal de notícias da Webmotors

Limpar buscar

Yamaha Tricity: será que a moda pega no Brasil?

Scooter de três rodas vendido na Europa oferece mais segurança nos rolês urbanos

  1. Home
  2. Motos
  3. Yamaha Tricity: será que a moda pega no Brasil?
Karina Simões
Compartilhar
    • whats icon
    • bookmark icon

Não é novidade que os scooters se tornaram uma das principais alternativas para quem quer fugir do congestionamento nas grandes cidades e ganhar um pouco mais de tempo nos trajetos diários. Isso, porque o scooter é sinônimo de praticidade. Facílimo de pilotar – mesmo para quem não tem experiência –, econômico e prático para o dia a dia. A Yamaha está muito bem servida no Brasil com a Nmax 160 e a Neo 125, mas a marca trouxe um de seus modelos vendidos na Europa para que pudéssemos experimentar: o Tricity.

Como o nome sugere, o Tricity é um scooter de três rodas – são duas no eixo dianteiro e uma no eixo traseiro. Essa configuração é muito popular na Europa, e, se você nunca ouviu falar no Tricity, já deve ter visto em terras brasileiras o Piaggio MP3, italianinho lançado há quase uma década. O triciclo da Yamaha é produzido na Tailândia e custa em torno de 3.500 euros, ou o equivalente a R$ 12.000. A montadora disse que não há intenção de vendê-lo no Brasil, ao menos por enquanto. Acreditamos que dependendo da aceitação do público, o discurso pode mudar.

icon photo
Legenda: Yamaha Tricity 125
Crédito: Yamaha Tricity 125

Além da roda extra, o que o Tricity tem de diferente?

Pude dar algumas voltinhas com o Tricity na pista do Haras Tuiuti, que fica  no interior da cidade de São Paulo, e sentir a diferença. A versão que nos disponibilizaram é a de 125cc, que estreou no mercado em 2014. Recentemente, a Yamaha lançou uma variação de 155cc.

O Tricity 125 é equipado com um motor monocilíndrico de 124,8 cm³, quatro tempos e com refrigeração líquida, capaz de render 11 cv de potência e 1,06 kgf.m de torque. A transmissão é automática do tipo CVT.

Ela deita nas curvas, mas é diferente das motos "normais" que se inclinam. Na Tricity a suspensão dianteira trabalha para isso e ela mantém a aderência com as duas rodas dianteiras coladas no chão.

Antes de experimentar o scooter, dei uma boa examinada no conjunto. Embora ele pareça mais encorpado, tem medidas semelhantes às de um scooter convencional: 1,90 metro de comprimento, 73 cm de largura e pesa 152 kg.

icon photo
Legenda: Yamaha Tricity 125
Crédito: Yamaha Tricity 125

O painel é simples, porém digital, com velocímetro na parte central, relógio e nível de combustível à esquerda e temperatura externa e computador de bordo à direita. Entre as comodidades, há um gancho próximo à ignição onde podemos pendurar uma bolsa ou sacola. Sob o banco, há um compartimento com capacidade para 20 litros – cabe um capacete fechado!

No nosso simples contato não foi possível aferir consumo, mas algumas percepções ficaram bem evidentes. A primeira delas é o ganho de estabilidade.

icon photo
Legenda: Yamaha Tricity 125
Crédito: Yamaha Tricity 125

Ela deita nas curvas, mas é diferente das motos "normais" que se inclinam. Na Tricity a suspensão dianteira trabalha para isso e ela mantém a aderência com as duas rodas dianteiras coladas no chão. O sistema funciona com dois garfos telescópicos, um para cada roda, e os amortecedores atuam de forma conjugada para equalizar o comportamento nas curvas. Para que fique mais claro, o garfo que fica do lado de dentro da curva se encurta enquanto o externo se alonga. É diferente do sistema adotado pela Piaggio - mais sofisticado e também mais caro – por quadrilátero deformável. A suspensão traseira conta com o convencional sistema bichoque.

 Yamaha Tricity 125
Legenda: Yamaha Tricity 125
Crédito: Yamaha Tricity 125

É importante lembrar que o fato de ter duas rodas no eixo dianteiro, não significa que a Tricity pára em pé sozinha. Quando paramos em um semáforo, por exemplo, temos que colocar os pés no chão como em uma moto convencional. Há descanso lateral e também cavalete central.

 Yamaha Tricity 125
Legenda: Yamaha Tricity 125
Crédito: Yamaha Tricity 125

Minha outra percepção foi que o motor não é tão potente - agora entendi o porquê da versão de 155cc. Na reta do Haras Tuiuti não chegamos aos 100 km/h, todavia, fiquei “brincando” com o scooter no estacionamento enquanto aguardava minha vez de entrar na pista, e pude perceber a facilidade para manobras em baixa velocidade.

Os freios possuem sistema UBS – Sistema de Frenagem Unificado – que distribui a pressão de frenagem entre as rodas, independentemente de o piloto acionar apenas um dos manetes. São dois discos de freios no eixo dianteiro, um para cada roda, e um disco simples atrás.

icon photo
Legenda: Yamaha Tricity 125
Crédito: Yamaha Tricity 125

Além do Piagio MP3 e do Tricity, há no mercado europeu o Metropolis, um scooter triciclo de 400 cc fabricado pela Peugeot. Será que a moda pega aqui no Brasil?

Ficha técnica 

Motor: monocilíndrico, quatro tempos, refrigeração líquida, 124,8 cm³, com duas válvulas. Injeção direta de combustível. 

Transmissão: Automática CVT 

Potência máxima: 11,1 cv a 9 mil rpm.

Torque máximo: 1,06 kgfm a 8.500 rpm.

Diâmetro e curso: 52,4mm x 57,9mm. Taxa de compressão: 10,9:1. 

Suspensão: Dianteira: garfo telescópico. Traseira: braço simples.

Freios: Disco duplo na dianteira e disco simples na traseira.

Pneus: Dianteiro: 90/80 R14. Traseiro: 110/90 R12.

Dimensões: 1,90 metros de comprimento, 0,73 m de largura, 1,21 m de altura, 1,31 m de distância entre-eixos, 0,78 m de altura do assento e 0,12 m de altura do solo. 

Peso: 152 kg.

Capacidade tanque de combustível: 6,6 litros.

Comentários

Ofertas Relacionadas

logo Webmotors